quarta-feira, agosto 08, 2007
Músicas do inferno popular e seus representantes
Eu até compreendia o direito dela assassinar minha tranqüilidade do lar aos finais de semana com músicas tão arrebatadoramente de mau-gosto porque ela tem o direito de ouvir e cantar o que gosta (mesmo sem eu entender como alguém pode ouvir uma aberração sonora daquelas) dentro do apartamento dela. Então eu continha minha impaciência e tomava algumas providências para não mais ser vítima de tanta perturbação, como colocar no ouvido músicas do “paraíso popular” travando uma batalha que geralmente eu ganhava pelo simples fato de minhas canções serem introduzidas diretamente no meu cérebro através de um fone.
Ah sim, antes que chegue a pior parte devo dizer que minhas vizinhas (e não tenho idéia de quantas são) adoram uma conversa sobre homens, festas, e todas as putarias possíveis quando combinam esses dois elementos acrescidos de bebida e um arrochazinho básico. E gostam mesmo de compartilhar o papo. Umas periguetes do mais alto escalão. E ouse fechar a janela do seu quarto para ter sossego! Além de não ter o direito de ficar em silêncio, impedindo a entrada do som com um fechar de janela eu ganho uma frase bem educada: “Ave Maria, agora a gente nem pode conversar mais nesse prédio!” Pode sim, querida, se você soubesse conversar.
Agora, eu acho que uma delas descobriu sua verdadeira vocação. Acha que encontrou seu dom cantando no banheiro, às 6 da manhã. No entanto não é uma cantoria matinal comum, daquelas de quando você acorda feliz e sai cantarolando pela casa. Não, antes fosse. É um despertador voluntário muito do desgraçado e estrondosamente alto. Essa revelação do mundo musical do inferno popular dos cantores de banheiro da pior espécie aconteceu há uma semana e acho que ela percebeu que obteve sucesso, se a intenção era pirraçar meu sono. O que eu fiz para merecer, meu Deus? Ser acordada uma hora antes por uma voz estridente. Começou com Tim Maia. Meia hora de banho da mesma música. E eu acordei pensando: “pelo menos é Tim Maia” (que não faz parte da lista dos representantes do inferno popular), mas foi esse dia. Os outros foram a tal da Pisadinha, completa, todinha, integralmente (ou parece ser toda porque demora a chegar ao refrão que era a única parte que eu conheci, por um infortúnio do destino, na semana passada). Como uma pessoa pode acordar cantando isso durante meia hora de banho?
Não sei se quero uma resposta.
*As músicas do inferno popular são todas aquelas derivadas do que há de pior da música brasileira como o arrocha e suas milhares e inacreditáveis ramificações, por exemplo.
terça-feira, agosto 07, 2007
Abra as pernas e relaxa.

Talvez o momento mais constrangedor para algumas mulheres seja a hora da consulta ginecológica. Para as mais pudicas então.... deve ser um horror.
Primeiro que não tem como fugir dessa fatídica sessão de tortura que implica um diálogo sobre suas relações sexuais e de toda sua saúde íntima com uma pessoa que nem é sua amiga (no caso das primeiras vezes). Temos que fazer os exames periódicos porque, principalmente no caso das pessoas que fazem sexo com freqüência, o bem-estar alheio pode estar em questão, e o seu também. Mas não só isso, os motivos de se ir ao médico ginecologista podem ser variados: corrimentos, irregularidades no clico menstrual, TPMs, coceiras sem razão aparente ou aquelas doenças assustadoras que a gente vê nos livros da escola.
A conversa que precede a outra parte pode dar um alívio reconfortante (redundância?). Você pode descobrir que não tem nada e é tudo paranóia (no caso de não ser uma visita de rotina) e se você tiver alguma coisa só os exames dirão. Isso se a médica for agradável, se ela sorrir, se fizer de compreensiva, der aquela atenção tão prezada e que geralmente “passa batido” pelos Doutores claramente menos apaixonados pela profissão. E é uma coisa realmente humilhante e revoltante sentar numa cadeira, desabafar todos os seus problemas, todas as suas dúvidas, expor suas dores e dizer, através de um prévio auto diagnóstico, a ridícula constatação: “Eu acho que é um câncer” e o médico nem olhar pra sua cara direito.
Voltando ao Caso Ginecologista, essa é a especialidade da medicina, assim como a Urologia, que o médico deveria fazer de tudo para o paciente de sentir a vontade, porque na hora do “agora você ali no banheirinho, tira toda a roupa, inclusive o sutiã, coloca o avental e volta aqui”, até as menos envergonhadas sentem um pouco de constrangimento. Não é um exame divertido. Eu penso que esses consultórios deveriam ter algum atrativo de distração, que nem nos de Pediatria. Aí você pensa que ela é uma profissional, vê aquilo o dia todo, faz aquilo todo dia e até que esquece que está deitando naquela cama e colocando as duas pernas pra cima, se abrindo para uma estranha.
P.E. – Pausa para explicação: refiro-me ao profissional como “Ela” porque a minha é “ela”, mas já tive um ginecologista “ele” e foi a mesma coisa. Só acho que os homens não são capazes de entender minha TPM, então prefiro uma mulher.
Engraçado são os pensamentos: “ela deve ver X xoxotas por dia, em um mês devem ser X xoxotas diferentes”, “será que alguém vem sem tomar banho”, “será que ela comenta para o marido em casa: “Hoje eu vi uma xoxota tão feia””, até que sem querer sai minha pergunta: Você é casada? E ela responde, sem entender direito, mas logo esquece minha inferência , acaba meu exame das mamas (“Tudo em ordem!”) e desce. “Vou jogar um liquido que pode arder um pouco” (você já está cansada de saber disso) e pimba aquele ferro gelado apertando lá dentro. “Esse aqui rosinha é a parede da entrada do seu útero”. Onde? Na TV, oras. Agora assistimos ao exame com uma aula básica sobre as paredes do útero, e o que era um tédio acaba sendo divertido, interessante e didático! “Olá meu útero lindo e rosa!”, eu disse pra descontrair, mas ao mesmo tempo: “Tem uma câmera dentro de mim, assim sem anestesia, que estranho”. Acabou, volto daqui a seis meses se estiver tudo bem. E saio pensando: “Pena que os homens são machos e conservadores demais para contar a experiência deles”.
sexta-feira, agosto 03, 2007
Bad Day
Além de todos os meus atrasos, desencontros, trapalhadas e toda falta de cooperação daqueles que passaram pelo meu caminho, três coisas me deixaram beeeeem frustradas. Aí, agora você deve estar esperando que eu realmente fale de coisas sérias, problemas que fazem a gente arrancar os cabelos e etc. Na-não. Algumas vezes o que faz a gente querer que o dia acabe logo são coisas tão medíocres que eu ainda penso se isso vale uma postagem de blog, quem dirá uma irritação persistente e incessante que abala as estruturas da minha auto-estima.
Começando pelo sangue do fígado. Maldito. Duas da tarde, já era pra estar no trabalho e eu ainda guardava as compras na geladeira. Compras que decidi fazer na hora do almoço porque como tenho aula da Pós nesse final de semana, não teria tempo de fazer outra hora. Era só tirar as coisas da sacola e jogar na geladeira, mas resolvi olhar para aquele tupperware com um bife de fígado cheio de sangue maldito e estragado como pude concluir olfativamente sem dificuldades. “Vou jogar logo isso fora”, pensei. Mas pra que né? Pra um fígado que estava lá a dias, uns tempos a mais sem ir pro lixo nem iam importar. Mas Murphy, o idiota, estava lá com seus sussurros no meu ouvido: “Joga logo fora, joga logo”. Quando abro a vasilhame (tupperware é mais chique) espirra sangue na minha camisa branca, dos Beatles, nova. Atrasada, com sacolas de compra pra guardar e com sangue na blusa adorada, pensando no almoço que não havia encontrado meu estômago e nas outras frustrações, joguei tudo na geladeira e sai assim mesmo. Cheguei no trabalho troquei de roupa e fui lavar minha camisa no banheiro, que ainda ficou pendurada na cadeira a tarde toda porque eu queria porque queria usá-la a noite.
Pois bem, texto de comercial pra criar e a melhor idéia que eu tive na verdade foi a pior idéia da minha vida. Usar o trocadilho ridículo “Agosto mês do desgosto” em um comercial de carro? Hoje eu digo: “tenha dó!” Ontem eu disse: “Vai ser isso mesmo”.
O que eu estava pensando na hora em que escrevi essa frase horrível no Story Board do comercial? No sangue maldito no fígado? Ou no almoço que não tive?
Obviamente o cliente não deve pagar o pato do meu, digamos assim, surto de falta de senso de criatividade, e quando meu chefe leu o texto ele só riu. Talvez a pior das coisas que pode acontecer é essa risada, quando você já está se sentindo meio desprovido de habilidades básicas como perceber de que aquilo era realmente uma idéia muito ruim.
Depois de uma reunião marcada na qual ninguém apareceu e talvez só eu tenha aparecido porque o encontro era no lugar onde passei a tarde inteira, no meu trabalho, segui para faculdade.
Aula divertida, professor descontraído e após eu ter sido muito feliz com um exemplo que foi utilizado quase na aula inteira (eu ainda insisti em abrir a boca), vejo as coisas mudarem pro meu lado e já me sentia bem melhor, mais inteligente. Mas não, o idiota do Murphy queria mais e então apareceu uma atividade em grupo em que as “respostas” deveriam ser escritas em um papel grande, daqueles que prendem em um cavalete para uma apresentação. Quem vai escrever? “Eu escrevo!", tomei a frente depois de algumas discussões já que eu não estava no ápice na minha destreza para responder algo. E lá se foi minha letra pro papel grande “Produto: tênis Marca: Nick”. O que? Eu mesma percebi antes de todo mundo, mas não dava pra apagar a tinta do piloto azul. Depois de tudo, essa sacanagem comigo era inaceitável e já me preparava para os comentários que de certo viriam, como vieram. “Você não sabe escrever Nike?” “Claro que eu sei é que....” Qualquer explicação seria pior, deixei pra lá e resolvi arrumar o erro, passando o piloto com toda força em cima das letras C e K. Pronto. O dia ali acabou pra mim. Me senti a pessoa mais burra do mundo, como se eu realmente não soubesse escrever “Nike” e não aceitava a explicação mais óbvia de que foi um grande lapso de memória acrescentado ao dia ruim, responsabilidade parcial de Murphy.
Queria logo que a apresentação acontecesse, mas para meu desespero o horário estourou bem na vez da minha equipe e a exposição do meu “Nike” emendado ficou para hoje.
Fui pra casa quieta, pensando “Deus, como eu sou burra, só falta não ter ninguém em casa e ter que dormir sozinha, que eu detesto.” Mas Larissa estava lá, enrolada no sofá e me abriu um sorriso quando cheguei. Depois que contei do meu dia super maravilhoso, ela confessa: “hoje me senti burra também, mas toda vez que me sinto assim penso que na oitava séria eu só tirava dez em matemática”. E eu, “é...eu tirei dez no meu trabalho final do Curso de Comunicação”, e ela: “Nós não somos burras, apenas tivemos um dia ruim”.
quarta-feira, agosto 01, 2007
Observando a Imprensa
Por Alberto Dines em 31/7/2007
Com jeito, manhosos, os publicitários ligados à Associação Brasileira de Propaganda (ABP) vestiram a fantasia de quixotes e iniciaram uma cruzada contra o que denominam de "censura".
Aparentemente, pretendem barrar a proposta do Ministério da Saúde para disciplinar a propaganda de bebidas alcoólicas na TV e evitar que seja exibida em horário acessível às crianças e jovens. E, se forem bem-sucedidos, sobrarão argumentos para uma tacada final contra a classificação indicativa para a programação de TV, já adotada pelo governo.
A cruzada começou de mansinho com um comercial para rádio, mas na segunda-feira (30/7) foi exibido sem inibições no Jornal Nacional. O mote é irrespondível e irretorquível – "Toda censura é burra". Óbvio, ninguém pode ser a favor do controle de informações e opiniões, mesmo os grandes anunciantes.
Por falta de inspiração ou de convicção na mensagem que deveriam vender, os redatores acabaram oferecendo um texto confuso sobre tabus populares e "aqueles que vêem problema em tudo". No fundo, bem no fundo das suas cândidas almas, pensavam apenas nisso – toda propaganda é enganosa."
Muitos comentários do texto são interessantes também:
"Toda censura é burra, toda propaganda é enganosa, todo jornalista é sofista e todo leitor é tolo!"
"Esse pessoal da publicidade (há exceções) não quer saber de compromisso com a adequação etária de suas campanhas.(assim como as emissoras de tv) Censura é outra coisa. Tenho filhos de 10 e 14 anos e considero agressivas e desnecessárias certas cenas de novela e comerciais, que para encobrir vácuos criativos, se utilizam de "mensagens" de apelo sexual. E não me venham com esta estória de que basta mudar o canal. Quem tem filhos sabe que não é assim que funciona."
"Como assim “toda censura é burra?”. Burra é esta afirmação. Nem toda censura é burra. Algumas formas de censura são mais do que necessárias. Cito duas: quando os pais impedem que seus filhos tenham acesso a determinados conteúdos (pornografia, por exemplo), estão fazendo censura. É burrice? Quando um profissional de uma categoria organizada, que possui um Conselho e um Código de Ética, pratica um ato considerado anti-ético, uma das penas a que está sujeito é a censura pública. É burrice? Só por que os militares nos impuseram um tipo de censura, não podemos estigmatizar todo o conceito abarcado pela palavra. "
"Estou admirado, mas não muito, ao perceber que o Dines é favorável à classificação indicativa. Aos mais desavisados convém alertar que não se trata de nenhuma concessão, um reconhecimento de uma decisão certa por parte do governo Lula, mas é que o respectivo projeto/regulamentação é do ex-ministro da Justiça do FHC (não confundir com Renan Calheiros), do tucano José Gregori. Será que, se não tivesse um tucano na origem da coisa, o Dines seria favorável mesmo??"
"Começo falando das emissoras de tv. A classificação indicativa, tanto criticada pelos donos das grandes empresas de comunicação, é o mínimo que as redes de tv podem fazer. Não podemos esquecer que não são todas as famílias que possuem um senso crítico para definir e escolher qual conteúdo televisivo seus filhos podem ver ou não. Desta forma, aquele número pequeno no canto da tv, pode resolver e ajudar nesta questão. A audiência não vai cair por causa disso. O problema é que as emissoras de tv não querem dar satisfação de nada. As empreas de comunicação, principalmente as emissoras de TV, apregoam a liberdade de imprensa, mas de uma forma negativa. Desde quando liberdade de imprensa é colcoar cenas de sexo em novelas em um horário nobre, onde crianças podem ter acesso a este conteudo? E ainda não querem a classificação indicativa. As emissoras de TV nos apresentam uma programação rídicula, com bundas, peitos, Faustões e Gugus e acham que isso não deve ser, no mínimo, controlado. Falei das emissoras de TV, mas os publicitários entram, em alguns casos, neste mesmo grupo. Querem colocar suas propagandas no ar, não importa quem as vejam. Sejam crianças, sejam jovens e etc., o que importa é vender, atingir o maior número de pessoas. Ambos, publicitários e as emissoras de TV, querem a liberdade de fazer da nossa programação televisiva uma verdadeira bagunça. É isso. "
"Bem dito. E digo mais. Os publicitários sofrem de uma miopia intelectual insanável (para não dizer insana). Só porque ganham milhões para vender papel higiênico e sabão-em-pó (e candidatos malandros durante eleições) acreditam piamente que a complexidade das relações sociais cabe num reclame de 50 segundos e que as ciências humanas que ajudam a por ordem na barbárie natural (linguística, jornalismo, direito, sociologia, psicologia social, filosofia, história, etc) podem ser resumidas num bordão. Onde é que estes caras aprendem seu ofício? É com o Dr. Goebels? Alguém precisa dizer a eles que os nazistas JÁ FORAM DERROTADOS."
Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=444CIR003
Amanhã dou minha opinião, em especial sobre os comercias de cerveja.
terça-feira, julho 31, 2007
O Rio do Meio

Apoiada nessa interrogação, O Rio do Meio da escritora gaúcha Lya Luft, passeia em histórias de vida, experiências cotidianas, sentimentos escondidos, lembranças da infância e monstros, muitos monstros que costumam assustar nossa mente e que carregamos por toda vida, fruto de momentos que só nós somos capazes de entender.
Parece auto-ajuda (que inclusive, eu abomino com exceção de Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus que apesar de fazer o gênero é um livro divertidíssimo), mas não é. Parece livro feminista, mas não é. Mas pode funcionar como tal dependendo da ocasião do leitor (ou leitora, a maioria do público de Lya Luft é mulher). Ou pode servir como um relato de histórias vividas ou fantasiadas pela autora, para saciar a curiosidade de quem lê. Não é o tipo de literatura que eu costumo me interessar, mas talvez por isso curiosamente tenha sido de fato interessante.
No prefácio a autora diz: “Não será uma autobiografia, embora o leitor ingênuo teime em achar que o escritor viveu todas as experiências de seus livros. Não será uma obra da imaginação, ainda que entre elementos reais haja outros inventados; várias dessas histórias me foram contadas, algumas criei, outras acompanhei ou vivi.”. Então é isso, de uma forma resumida, O Rio do Meio é o relato de fábulas e experimentações que inspiraram e inspiram Lya Luft a criar os personagens de seus livros.
A expressão “O Rio do Meio” é justamente essa miscelânea de sentimento, esse mosaico de sensibilidade guardada dentro do mais obscuro abismo de nós mesmos que em algum momento da vida desperta deixando expor quem realmente somos. As palavras das páginas de um livro são essas válvulas de escape para quem escreve e para quem lê.
segunda-feira, julho 30, 2007
Sexta da Percussão

Mesmo com uma divulgação inexplicavelmente precária, os eventos culturais em Vitória da Conquista, em sua maioria, lotam. Por sorte, as notícias se espalham pelo meio de comunicação mais popular, o famoso "boca-boca", principalmente no meio universitário. No entanto, infelizmente, quem não faz parte de nenhum grupo seleto de pessoas da universidade ou que mantém contato com alguém da universidade perde grandes chances de prestigiar grandes espetáculos, de graça.
Um exemplo foi a apresentação do Grupo de Percussão da Ufba no Teatro Glauber Rocha na última sexta feira. O Grupo fez um espetáculo de aplaudir em pé. Com uma mistura de "percussão erudita contemporânea", música popular e elementos dos sons afros, a apresentação, que durou quase duas horas, empolgou o público que pôde, inclusive, participar do show com palmas, gritos e até subir no palco para dar uma "palhinha" na última música.
Um show com muito movimento, ginga e bem brasileiro que já passou por dezenas de cidades de todo país através do Projeto Sonora Brasil do SESC.
Sensações múltiplas podem ser causadas pelo show. Em muitos momentos, fiquei tensa, como se esperasse pelo ápice da música, em outros relaxei e me deliciei com a sonoridade dos infinitos instrumentos que desconhecia o nome, o formato, a origem, mas que não me eram estranhos aos ouvidos. Para curtir um espetáculo desses não é preciso entender de percussão, só é preciso saber parar para ouvir, parar para sentir o poder de cada batida, de cada som e deixar ser levado, deixar o corpo flutuar.
Como pra mim, um Grupo de Percussão é novidade, gostei muito da experiência.
sexta-feira, julho 27, 2007
Campanha Fatboy Slim no cotidiano

Descobri essa semana a delícia de ouvir Fatboy Slim assim trabalhando, criando, andando pela rua. Dando uma sacudida nos meus neurônios, uma mexida no meu corpo, enquanto, ao mesmo tempo tento ter boas idéias. O legal é que as boas idéias parecem surgir justamente da música, nas entrelinhas do som dos instrumentos, das batidas, da excitação do ritmo. Como se já não bastasse, ainda afia e incrementa meu estado de bom humor.
compulsivo desejo
"Masculino e feminino, tão diferentes, somaram-se, não se descaracterizando. Surgiu uma espécie de entidade livre do complusivo desejo de posse que caracteriza relacionamentos massacrantes. Não me ame tanto, parece dizer, sem palavras, quem é cercado e cercado por esse tipo de obcecado amor.
"Amar é deixá-lo livre", ecreveram-me num bilhete. Deve ser o mais difiícil e obscuro dos segredos de conviver bem." (Lya Luft - O Rio do Meio pg. 75)
quinta-feira, julho 26, 2007
Enquanto todos dormem
Às vezes a angustia é tão grande que por mais que você explique ninguém entende ou parece dar créditos aos seus sentimentos.
No entanto, você ainda quer aquele abraço, aquele beijo. Você ainda espera apoio incondicional. Palavras de conforto. O tal ombro amigo.
As coisas não parecem ser tão ruins assim. Então você é chamada de “dramática”.
Pode esperar até amanhã pra que tudo melhore? Não, amanhã a aflição se transformou em algo sólido ou pode até passado e o que sobra é uma decepção de não poder ter dividido aquilo com alguém.
Mas nem em todos os momentos tem essa pessoa ali, disponível, a fim de esconder seu descontentamento com a coincidência de ter passado também por um dia ruim em prol de se dar de coração aberto para quem se ama.
Resta, depois de todo barulho, a solidão, com um banho demorado, o chuveiro quente, os pensamentos e a tentativa de ser compreensiva, forte, coerente. Nem que para isso você tenha que chorar sozinha, decidir sozinha.
Às vezes a única pessoa em que você pode contar de verdade é aquela em que você vê no espelho, enquanto todos dormem.
quarta-feira, julho 25, 2007
Quem sai de casa, quer casa. Muitas casas.
Tudo começou quando passei no vestibular na UESB e corajosamente (como os milhares de jovens que deixam o conforto do seu lar) vim morar em uma cidade em que não conhecia absolutamente ninguém e o único lugar que sabia que existia era a própria universidade.
Com o empurrão e a ajuda da minha mãe (que embora me desse todo apoio e me incentivasse a seguir meu rumo, ficava sempre com o coração na mão), achei um pensionato para morar em um bairro perto da universidade.
Foi a época mais difícil. Sem amigos, com pouco, pouquíssimo dinheiro, num frio danado e tardes de melancólica solidão e o mais triste, um pensionato chatíssimo com uma dona super rígida que trancava a geladeira da casa e achava que podia falar comigo como se fosse minha mãe. Um ponto a favor nessa doída mudança de hábito? As infinitas descobertas dessa nova vida.
Mas esse texto não é para falar disso, da minha emocionante história de “sobrevivência”. Quero aqui dizer que durante esse período (2002-2006) me mudei nove vezes! Nove!
Não sei quanto a você que está lendo, mas eu acho nove muitas vezes para tão pouco tempo. Nove vezes: caixas de papelão, choradeira para baixar o custo do transporte da mudança, jogando fora o desnecessário, desmontando cama. Sobe escada, desce escada, chora, ri, briga, quebra espelho, “eu me lembro de ter cinco talheres desses com cabo verde, aqui só tem dois!”. Muitas vezes, fiz a mudança só com a companheira de casa. Fiz questão de levar tudo nas costas, como se fosse meu carma, o fardo que eu tinha que, literalmente, carregar, pra cima e pra baixo.No inicio, não tinha nada. Depois ganhei uma cama, um fogão de duas bocas, um filtro, umas panelas e copos. Umas vezes, minhas roupas ficaram no chão, só cobertas por um lençol. Trabalhando, comprei uma mesa, uma escrivaninha, um guarda-roupa, um jogo de talheres, pratos, copos, vasilhas de plástico e etc. O resto não era (é) nada meu. Eram as coisas que juntavam de um e de outro e assim formava um lar de verdade. Ou nem tão de verdade assim. Nas nove vezes, morei com 14 pessoas diferentes. Fiz grandes amigos, exatamente um inimigo, tive minha mãe e irmã de volta (que foram embora depois) e tive tantas experiências malucas e inusitadas. Um grande desafio de convivência e paciência.
Entre mortos e feridos, foi ótimo, apesar de querer chorar toda vez que vejo minhas coisinhas (meus livros, minhas fotos, minhas miniaturas) dentro de uma caixa.
Mas enfim, a décima mudança vem ai! E, curiosamente após tantas dores na coluna, esboço uma leve empolgação por uma casa ou apartamento novo. Mas com a empolgação vem o misto de tristeza, por “deixar” pessoas e alegria por ter novos companheiros de cotidiano.
Se alguém souber de algum lugar legal por até 450 R$, três quartos e boa localização e segurança, já sabe...
terça-feira, julho 24, 2007
"Houston, We have a problem"
Até que ponto é permitido pensar só em você, no seu bem estar e paz de espírito?
Quando a compaixão e tolerância devem ser prioridades em situações em que o meu conforto está em risco?
É aceitável descartar pessoas quando elas não te fazem bem?
Devo me libertar do que me incomoda mesmo que isso pareça um ato indecoroso?
Eu poderia parar de olhar para o meu umbigo e fazer com que a vida seja mais aprazível sem machucar ninguém?
O que podemos fazer para ser feliz?
E ter quem a gente ama de verdade sempre ao lado?

segunda-feira, julho 23, 2007
A burrice das pessoas inteligentes
Aquelas pessoas que quando se juntam só sabem falar sobre um assunto só. A pauta é sempre a mesma: correntes filosóficas, estudiosos pós-modernos, música erudita, álbum de figurinhas dos anos 80 ou bandas underground que só 30 pessoas em todo mundo conhecem.
Mas o assunto em si não é o problema. O que me tira do sério é não saber desenvolver uma outra conversa com mais de dois minutos sobre qualquer outro assunto que não seja aquele pertencente ao mundinho restrito da cabecinha limitada de alguns.
Como disse, o conteúdo por si só não é irritante. É como ele é abordado. Essas pessoas costumam se gabar, muitas vezes sem nem perceber, por “dominarem” um papo mais cult. E se sentem superiores e fazem com que o outro se sinta inferior. Não “descem” o nível do papo de jeito nenhum. “Vê se eu vou perder tempo falando nisso?”
O fator mais incomodativo é o torcer de nariz para os temas mais populares, como um programa de televisão, um filme de ação blockbuster, a vizinha que pegou o marido com outra e congêneres.
Como se para ser diferente precisa não parecer normal, gostar e admitir gostar de coisas normais. Como se para parecer inteligente precisa falar difícil, precisa sempre discorrer teorias para explicar os acontecimentos do mundo.
Um exemplo? Fui a um aniversário de um professor- psicólogo onde queriam que o aniversariante fizesse um discurso citando algum filósofo. Me poupe! Que chatice!
Eu gosto mesmo é de gente versátil. Que fale sobre quase tudo, dominando o assunto ou não. Que assuma suas preferências, seus gostos, mesmo que eles não pareçam tão selecionados, tão rebuscados.
Falemos de cinema iraniano, mas depois falemos de Raul Gil. Falemos de Shakespeare, mas depois falemos das propagandas de cerveja. Falemos da direita e da esquerda política e depois falemos da roupa devassa da ex-namorada do seu melhor amigo.
Falemos sobre outras coisas, uma pessoa verdadeiramente inteligente faz isso porque ela não precisa provar que é inteligente. Ela só é e pronto.
sexta-feira, julho 20, 2007
Falando nisso.
Depois de quatro pontes, duas safenas e duas mamárias e passar por cirurgia para retirada de três cálculos renais.
Foi três vezes deputado federal, três vezes governador da Bahia, prefeito de Salvador, além ter sido eleito senador em 1994 e 2002.
Idolatrado e desprezado.
Por bem ou por mal, uma lenda mística.
E ainda disse uns desaforos pra Jacques Wagner na eleição para governador.
Esse sim é um exemplo de brasileiro que não desiste nunca!
Leia o tópico abaixo.
Brazilian way of life
Foi na campanha do Lula, não foi? “Eu sou brasileiro e não desisto nunca”. Os brasileiros adoraram esse resgate da auto-estima e se juntaram ao candidato à presidência que talvez seja o exemplo mais apropriado para ilustrar essa frase já determinada como verdade incontestável.
A verdade incontestável é que realmente para sobreviver com um pouco de dignidade nesse país deve-se ter um mínimo de firmeza, jogo de cintura, dedicação e paciência. Não é o pior Estado democrático de todos, mas o que vivemos aqui não é nada animador. A saúde, a educação, a justiça, a desigualdade compõem, entre outras coisas, a cruz que carregamos nas costas por essa Via Dolorosa dos nossos dias. Então, a frase vem a calhar mesmo, como um exercício de autoconfiança, auto-valorização e de certeza de que se você não depender de si mesmo e da própria força de persistência, não obtêm a divina redenção. Se o brasileiro não desiste nunca é porque as coisas estão complicadas por aqui.... e estão porquê?
“Eu sou brasileiro e não desisto nunca” é frequentemente usado no esporte acompanhado pelo som do nosso segundo hino: “eeeeuuuu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amooooorr”. O esportista não desiste, (afirmação inverossímil quando me lembro da última Copa do Mundo) fica até o final, lutando com garra. O torcedor não desiste, rói as unhas e fica chateado mesmo quando a seleção feminina de vôlei deixa o outro time virar e levar a melhor quando faltava apenas um ponto para o ouro pan-americano.
Ainda não aprovando e suspeitando dessa febre da nossa “palavra” de ordem, é na fé que o brasileiro encara a jornada de trabalho, os salários humilhantes, a falta de respeito e todas as conseqüências dessas três questões que são apenas uma porcentagem da lista de desgraças que nasceram com nossa tão maravilhosa colonização. E é no famoso “jeitinho brasileiro” que esquecemos disso tudo e esbanjamos felicidade (e esbanjar felicidade já parece ser um critério obrigatório, e único, para anular as árduas lidas diárias), com feriados, carnaval e todos os tipos de festividades que qualquer gringo reconhece em qualquer canto do mundo como “brazilian way of life”.
Minha desconfiança com “Eu sou brasileiro e não desisto nunca”(além do contexto que em que a expressão surgiu, o menos confiável, o político) é que o brasileiro não desiste nunca mas também não aprende nunca. Não aprende a exigir direitos, cumprir deveres, só se preocupa quando pisam no seu próprio calo, não levantam a voz se não for pra defender seu próprio umbigo, reclamam só da boca para fora, e o que é pior, gostam da política do “pode até ser errado, mas quem está pagando o pato agora não sou eu, então...”. De alguma forma, estranha e difícil de entender, o brasileiro não desiste nunca, mas gosta de facilidades. Poucos se importam em furar fila, muitos gostam de ter costas largas e conseguirem empregos em prefeituras sem fazer concursos públicos, poucos são honestos quando o troco vem errado. A política do “mais esperto” impera por aqui, e mesmo que a consciência pese um dia, e daí, é assim mesmo, fazer o que?
“Não posso desistir e aprender é muito difícil”, principalmente quando ninguém tem a intenção de aprender.
Saber que o "brasileiro não desiste nunca" não é um alívio. Se o brasileiro não desiste nunca é porque as coisas estão complicadas por aqui.... e estão porquê?
A frase não me desce como um amor ao país. É narcisista e faz com que, mesmo depois de quatro horas na fila do INSS, você saia com as mãos abanando e com um sorriso constrangedor no rosto acompanhando o "sou brasileiro, não desisto nunca".
O país parece nossas escolas públicas. Vamos passando os anos arrastando, colando nas provas, se beneficiando aqui, acolá, filando as aulas que não convêm. Mas, nada de desistência! E todos se certificam de que isso não aconteça. Porque brasileiro não desiste nunca, nem que para isso não aprenda nada.
Não aprende, por exemplo, que frases bonitas, de efeito moral, são fabricadas para eleger e para ganhar dinheiro às custas de quem não desiste nunca.
quarta-feira, julho 18, 2007
Congonhas caos

Jabaquara é pertinho do Aeroporto de Congonhas e eu no ápice da idade daquelas perguntas que os adultos não sabem responder, perguntava para minha mãe como podia ter um aeroporto daqueles, com tantos aviões indo e voltando toda hora, no meio da cidade. E ela: “A cidade foi crescendo...”
Acidentes de avião acontecem em qualquer lugar, por diversas razões, de diversas maneiras. Mas um aeroporto como o de Congonhas abriga um perigo maior: a pista estar a metros de edifícios altíssimos, de casas onde os moradores vivem, ou tentam, viver normalmente. É assustador. Não sei se quem está lendo o texto agora já teve a oportunidade de ver “pessoalmente” o que é o Aeroporto de Congonhas. As proporções são bem mais assustadoras do que se vê na televisão. Qualquer erro é fatal.
Tragicamente, outro acidente da TAM. Diferente daquele de anos atrás que invadiu casas e ruas, mas não menos triste. A discussão dos perigos que a localização do Aeroporto volta e a torcida é que providências possam ser tomadas dessa vez. O que é muito difícil, envolve muito dinheiro, interesses comerciais...
Enfim, é um fato que me choca, não estou mais lá por perto e nenhum avião em que eu estava já pousou em Congonhas (sempre me certifiquei de que iria para Cumbica, quando eu ainda ia de avião visitar meu pai), mas ainda lembro e reproduzo aquela minha pergunta inocente, como se fosse fácil remover as coisas do lugar: “como pode deixar que aquilo ainda exista?”
terça-feira, julho 17, 2007
Tempo
Se o tempo não para é por isso que o tempo é mano velho...
Tempo as vezes é só quando faz sol ou quando chove
Quando faz frio ou calor
Todo mundo tenta entender o tempo
Pede um tempo
Precisa de um tempo
Perde tempo
Ganha tempo
Todo mundo sofre os efeitos do tempo
Com as rugas, o cansaço, a desilusão
E todo mundo se beneficia com o tempo
Com uma conquista, um encontro...
Tem gente que diz:“não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar”e tem gente que enaltece o tempo“tempo, tempo, tempo, tempo, és um dos deuses mais bonitos”
Na alegria: há quanto tempo!!!
No desespero: não vai dar tempo!
Na lembrança: há um tempo atrás...
“(...) penso que o tempo sempre quis me devorar” já diz Nazi.
Um amigo diria que é tudo convenção“a gente que inventou para se guiar melhor”
Newton juntou o tempo com a noção do espaço
Einstein aproveitou isso e disse que tudo fazia parte de uma quarta dimensão
Muitos filósofos estudam o tempo
No objetivo
E no subjetivo
Como Aristóteles: “O tempo é o número (soma) do movimento, segundo o anterior e o posterior".
E como Quevedo: “Sabes tu, porventura, o que vale um dia? Conheces o preço de uma hora? Examinaste, já, o valor do tempo? Decerto não, porque o deixas passar, alegre, descuidado da hora que, fugitiva e secreta, te leva preciosíssimo roubo. Quem te disse que o que já foi, voltará, quando te for preciso, se o chamares? Dize-me: viste já alguma pegada do dia? Não! Ele só volta a cabeça para rir e zombar daqueles que assim o deixaram passar"
Tempo amigo, seja legal, conto contigo
Para nós, jornalistas, tempo é aliado e inimigo
É a luta contra o tempo ou junto, com ele
O dead line é o nosso sinônimo de tempo
O tempo tem formatos
Tempo cósmico
Tempo histórico
Minutos, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos
Anos-luz
Idade
O tempo cura
Para outros, tempo é Deus
Mas se Deus é atemporal e onipresente, qual seria mesmo o tempo de Deus?
E Deus tem tempo pra todo mundo?
Nem perdi, nem ganhei, mas usei muito tempo pensando nisso e escrevendo
O que é muito e pouco tempo?
Tudo tão relativo
“temos todo tempo do mundo”?
O tempo que criou a saudade
saudade
saudade
Escrevi em março de 2006.
Saudades do meu pai.
domingo, julho 15, 2007
Sex and the City

Um mistério que eu não tinha a menor curiosidade de desvendar: por que 99,9% das pessoas a quem eu perguntava se gostava de Sex and the City me respondia com um sonoro “Adoro!”.
“Por que, por que, por que? Como podem gostar tanto de uma série que tem no elenco quatro mulheres com trinta e poucos anos que só falam de sexo e de suas vidas infelizes por não encontrarem um grande amor?” e “Como uma série assim ganhou tantos prêmios?” Era assim que eu pensava, e toda vez que o assunto era seriados norte-americanos eu fazia questão de entrar com minha indignação. E logo vinham os defensores: “Você precisa assistir, não é nada disso que você está pensando”.
Vamos lá, pensei, essa é minha oportunidade de provar minha teoria. Nem pensei da possibilidade de mudar de idéia, de ceder e um dia falar: “Sex and the City? Adoro!”
Quando começa o primeiro episódio, depois de um resumo de uma história que começa como um conto de fadas e termina como uma tragédia shakesperiana, a narração de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) me vem com um “Welcome to the “age of un-innocence”. Não há “bonequinhas de luxo” e “nunca é tarde demais para esquecer”. Ao invés disso, as bonecas trabalham e têm relações que tentam esquecer rápido. (...) O cupido voou do pedaço (...). Há milhares de mulheres nessa mesma situação nesta cidade”. E minha opinião se fundamentava: “Pra piorar ainda é uma série feminista”.
Era ruim mesmo, eu achei os primeiros episódios um desastre. Mas, algo me segurou nos vinte e poucos minutos de episódios (que depois viraram trinta) sobre as histórias de Carrie e suas amigas Charlotte, Miranda e Samantha e seus amores destrambelhados e muito, muito imperfeitos. Fui arrastando assim até o início da terceira temporada, quando as coisas foram mudando nos personagens, no jeito de filmar a série, nos temas, em tudo. A premissa era a mesma, mas algo carismático foi despertando e então pude me entregar a New York.
Fui entendendo que não era só sexo e relacionamentos vãos. Eram histórias que uma cidade induzia aos personagens, era a busca por um sentido na vida, pela busca do amor num lugar onde todas as coisas pareciam ser mais importantes e a luta para entender a cabeça dos homens é não tão menos árdua do que entender a si própria. E o mais importante: o valor da amizade. Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha não são amigas perfeitas, mas cúmplices de companheiras de experiências da maturidade. Ahh mas elas não são tão maduras assim... expõem inseguranças, infantilidades, dúvidas e desejos extravagantes. No entanto, são mulheres dignas, trabalhadoras, bem-humoradas. São fantásticas!
Carrie Bradshaw escreve para uma coluna de um jornal chamada Sex and The City. As histórias das colunas eram o pano de fundo da série que foi baseada em um livro de Candance Bushnell.
Durante as seis temporadas de Sex and the City é impossível não se apaixonar por Nova York e suas múltiplas faces. Manhattan é um cenário ideal para qualquer amante da vida urbana. Bares, restaurantes, exposições, festas, trabalho, tudo é 24 horas perfeito! E mesmo que você não se apaixone espontâneamente, os personagens estão ali para fazer você cair de quatro pela maior cidade do mundo. O que não são tão perfeitas são as pessoas e Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha sabem muito bem explicar isso nos 94 episódios exibidos originalmente pela HBO entre 1998 e 2004.
No último episódio, olha aquela sensaçao de abandono de novo.(veja post sobre ALIAS em 4 de fevereiro).
Sex and City é pra mim, além de outras coisas, um exemplo de comprovação da expressão “Não julgue antes de conhecer de verdade”.
Charlotte York - Kristin Davis
Miranda Hobbes - Cynthia Nixon
Samantha Jones - Kim Cattrall
sexta-feira, julho 13, 2007
"Its a got a back beat, you can't lose it" *

quinta-feira, julho 12, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
My bathroom sweet bathroom.
Nas revistas de decoração e nas lojas de materiais de construção, meus olhos param nos banheiros. Ontem eu estava procurando uma imagem de chuveiro para um comercial e acabei gastando o tempo olhando imagens desses espaços tão íntimos, tão delicados, tão culpados pelos meus desejos mais domésticos e fúteis.
Vou colocar as fotos de alguns banheiros que possuem alguns elementos






segunda-feira, julho 09, 2007
Criatividade do pau oco!
Está comigo o tempo todo, mas vez em quando, quando eu procuro, quando realmente preciso, cadê?
Some, evapora, me deixa em péssimos lençóis no trabalho.
Deve estar na cabeça de outro. Por aí. Santa falta de consideração!
Ela esquece que meu pão de cada dia depende dela!?
A noite ela aparece. Aposta quanto? Como quem não quer nada.... aos poucos...até bombardear minha cabeça com as idéias que eu queria que tivessem aparecido a tarde!
Deve ser o frio. Essa criatividade cretina deve estar com algum desempregado que passa o dia deitado embaixo dos edredons assistindo Sessão da Tarde.
Porque aqui, na Agência, ela não está. Já olhei para todos os cantos da sala atrás da minha perdida inspiração.
Também já tentei procurar pela internet. Sem sucesso. A criatividade não consegue se esconder por trás daqueles malditos pop-ups!
Achei que ela pudesse voltar após algumas xícaras de café. Que nada.
Tentei algo mais forte, como balas de iogurte. Nada.
O que você quer de mim, Criatividade ingrata?
Que eu me ajoelhe, peça pelamordedeus?
Que eu me rebaixe ao nível dos clonadores de idéias incapazes de ter uma invenção um pouco original?
Nanão. Ainda tenho dignidade! Essa não me abandona, assim como você!
Enrolarei até o fim do expediente.
Mas por favor, volte amanhã às 8 da manhã.
Sem falta.
Pelamordedeus!
Hormônios X Hormônios
Com os hormônios à flor da pele, a rebeldia juvenil das meninas é muito difícil de ser contida, entendida, explicada e aceita. Elas querem mais, nada está bom, sempre estão gordas, odeiam obrigações de casa. A menopausa deixa as “quarentonas” e “cinquentonas” um tanto loucas, cheias de neuras, inseguranças, agravadas pelo aparecimento massivo dos cabelos brancos e das rugas, do engenhar da pele.
As duas idades sofrem de carência aguda. As duas querem ser o centro das atenções. As duas procuram confusão por nada. A mais nova sempre quer estar certa, a mais velha nunca admite estar errada. Quando as duas convivem numa mesma casa, só um terapeuta pode salvar.
São os hormônios que vem e os que vão...
Por isso, eu digo que amo meus vinte e poucos anos.
sábado, julho 07, 2007
BA 263
Há cinco anos faço esse mesmo percurso e há 5 anos me revolto com o descaso do governo estadual com as estradas. Não é só pelo descaso. É porque a maior propaganda do governo anterior era justamente a manutenção dessas estradas. Durante todo esse tempo só vi uma reforma sendo feita, no trecho de Itororó. Que era mais uma "tampação" de buracos do que uma assistência que a estrada realmente merecia e necessitava.
Entre Floresta Azul e Ibicaraí, os carros só andam a 10 km/h! O trecho que poderia levar 15 minutos para ser percorrido leva de 30 a 40 minutos. Nesse pedaço do caminho é onde tem a maior incidência de assaltos. Além disso, antes e depois dessa viagem você deve fazer uma revisão completa no seu carro!
Eu sei que tem outras, e muitas, estradas nessa mesma situação pela Bahia.
Estão dando um jeito no Marçal. Deixaram para fazer isso quando a situação já estava no limite do perigo, ou esperaran o momento mais conveniente politicamente. Ou começaram os trabalhos do novo governo estadual?
Não sei, não quero saber se quem está governando é A ou B. Não estou aqui para falar mal de direita ou esquerda. Não importa se é coisa de politicagem. Que seja. Mas que façam direito. Se é pra fazer propaganda eleitoral, que façam direito! Quero saber quando vão dar um jeito naquela estrada. Para, quando eu voltar à Itabuna, não tenha que desabafar de novo.
quarta-feira, julho 04, 2007
Frases de msn...
Para preservar a identidade das pessoas, não colocarei seus nomes.
Meu comentário depois.
"A arte existe para que a verdade não nos destrua" – Nietzsche (tenho muitos amigos intelectuais!)
““Diamante de sangue” ASSISTAM! Uma lição para nunca mais esquecer!” (A Africa continua nos ensinando muitas coisas)
“Abu Ya al-haw; Abu Ya al Dabbagh Dabbagh roosts familia roosts… Depois dos 15 menina vira mulher” (quê?)
“É a…. diretamente do mundo da Lua... onde tuuuudo pode acontecer!” (Lucas Silva e Silva!)
“Meu vício agora é o passar do tempo” (huummm)
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” Fernando Pesssoa” (Essa é nova hein!)
“A medida de amar é amar sem medida” (uau!)
“Quem não sonha não anda de avião” (e quem não tem pesadelo?)
“minha vida pelo ralo” (ops! Se precisa de alguma amiga, estou aqui!)
“Feliz demais! Jesus é lindo!” (em Paixão de Cristo é mesmo!)
“dei uma saída, qq coisa deixe um recado” (ok!)
“Ainda bem que você vive comigo...pq senão como seria essa vida?” (eita povo apaixonado!)
“Imperdível! Teclado Office Multimídia PS/2 + Scroll 45,00” (interessados? Eu passo o recado!)
““Lança o teu pão nas águas, porque depois de muitos dias o acharás””(molhado, fermentado, provavelmente, impróprio para consumo)
“”A melhor maneira é a maneira certa” He-man” (Nerd!)
“GUUUUUUUU, TE AMUUU GORDUUUU” (UUUU-HUUUU)
“A tempestade sempre passa, o sol volta a brilhar” (Isso ai, bola pra frente, mãe!)
“Quero uma cia para aula de dança” (eu já desisti, fia. Homem que dança é difícil demais!).
“Umas pessoas amam o poder, outras tem o poder de amar” (pode ter os dois?)
“O mercado de Conquista tem jeito, vamos respeitar o espaço de cada um” (gente otimista).
“os dispostos se atraem” (boa!)
“Só não vive quem já morreu” (eu sempre disse isso, mas ninguém me escuta...).
“Dia anormal...sentimentos, saudades,..dor...entende? (sim, sim)
“Os olhos mentem dia e noite a dor da gente” (ê povo que sofre)
“Das cinzas nós renascemos” (diga isso pros meus dois amigos de cima)
“Meu troco é pouco, é quase nada” (Será que ele e Falcão deram 1,00 pra pagar 0,95 e ainda reclamam do troco!?).
domingo, julho 01, 2007
1º de Julho
Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que eu guardei prá ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia, ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Baby, baby, baby, baby
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá pra ti e para mim
Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor
Meu amor...
Renato Russo.
sexta-feira, junho 29, 2007
Homens imbecis
É a coisa mais ridícula que um ser masculino pode fazer e ele acha totalmente normal!
Eu tenho total nojo e ao contrário do que muita gente diz ganhar um “elogio” no meio da rua não eleva o ego de uma mulher (não o meu!). Eu não preciso que nenhum desconhecido na rua me diga se eu estou bonita ou gostosa! Quando estou realmente, as pessoas certas já fazem isso pra mim!
Eu escuto cada coisa... algumas dá vontade de rir, outra de chorar e outras de voltar e lascar um soco na cara do maldito. E são tão sem criatividade! Pior quando tentam inovar. Ô desgosto!
“Nossaaa, que belezura hein!”, “Gostosa!”, “Vai ser bonita assim lá em casa!”, “Olha que bonequinha”, “Delícia”, “Que morena!”, “Meu Deus, que olhos!”, “Com essa eu casava!”...
E tem os piores, dos mais tarados: “Eita, essa morena na minha cama”, “Mas deve ser gostosa na cama”, “Arranco essa saia em dois minutos”, “Vou chupar seu corpo todo”, “Vou meter a mão nessa b*”...
Mas o pior de tudo é quando realmente passam a mão! (é nessas horas que da vontade de chorar) e eu não posso fazer absolutamente nada, a não ser empurrar o cara e xinga-lo o dia inteiro, ele e todas as gerações da família do infeliz. E isso já aconteceu mais de duas vezes, em plena luz do dia, sem pudor nenhum! Um desrespeito.
Ah! Tem também os mais desaforados. Como eu nem olho pra cara da figura, logo depois das palavras obscenas e de mau gosto tenho que ouvir: “Que pena que é metida”, “Mas é exibida demais!” (!), “Mas se acha”, “Mas vai acabar sozinha com esse nariz empinado”, "Pena que é tão mal eduacada!", "Agradece pelo menos!"...
Umas duas vezes eu tive a felicidade de virar e dar dedo. Uma vez chamei de idiota. Morri de medo, claro. Vai que o cara volta e arruma briga. Eu não vou brigar com marmanjo no meio da rua! E se já são velhos... Velhos tarados!
Mas não há muito que ser feito. É ignorar e fingir que nada aconteceu.
Homens imbecis, engulam suas palavras e engasguem com elas!
Quero fazer um estudo antropológico sobre isso.
quarta-feira, junho 27, 2007
Alegria, alegria
Já fiquei pensando: essa garoa é péssima para essa tosse Highlander que me persegue. Definitivamente meu dia estava começando com o pé esquerdo.
Para tornar as coisas mais dramáticas, só faltava um carro passar e jogar água na minha camisa branquinha (o que parece ser regra para os dias ruins ficarem piores), era esse desastre que eu temia.
Na esperança de tornar aqueles primeiros momentos da manhã mais agradáveis liguei o rádio do celular enquanto caminhava para o ponto de ônibus. Tava tocando: “estou em milhares de cacos, eu estou ao meio. Onde será que você está agora?....” Adriana Calcanhoto em uma das suas interpretações mais deprês. Coincidência, porque ontem eu tava pensando em fazer uma lista das músicas indicadas para anteceder um suicídio e “Metade” liderava essa lista.
A sorte foi que antes que eu começasse a chorar “Metade” chegou ao fim. Eu esperava por outro “membro” da minha lista enquanto a vinheta da rádio tocava (“Rádio noveeeenta e seis”). E começa: “Tam, tam, tam... Tam, tam, tam... Tam! Caminhando contra o vento, sem lenço sem documento...”. “Alegria, alegria” pra contrariar tudo! Nesse momento eu já tava chegando no ponto de ônibus e quando Caetano cantou “no sol de quase dezembro, eu vou...” pensei: esse cara ta de brincadeira com minha cara. Sol, dezembro? Então preferi que, ao invés de ficar com inveja da alegria dele, era melhor eu trazer essa alegria para dentro de mim.
E assim foi.“Em caras de presidentes, em grandes beijos de amor, em dentes, pernas, bandeiras, bomba e Brigitte Bardot”, e lá estava eu, com outro astral, balançando o corpo a caminha do ônibus que parecia só estar me esperando, erguendo o rosto para a garoa como que “venha que você não me corta mais, leve essa irritação embora”.
“O sol nas bancas de revista, me enche de alegria e preguiça, quem lê tanta notícia”, coincidiu de eu estar passando em frente a uma banca de revista! Comecei a rir, numa alegria incontrolável que destoava de todos os outros rostos que me olhavam. (Será que todo mundo acordou com aquele pé esquerdo?). “Eu vou, por entre fotos e nomes, os olhos cheios de cores, o peito cheio de amoooooores vããããosss”, eu já estava cantando, errando a letra, trocando as seqüências, mas com os olhos cheios de cores embaixo do óculos escuro.
Quando acabou a música eu já tava no ônibus cheio, com as caras mau-humoradas que esbarravam na película invisível do bem-estar que envolvia meu corpo, minha alma. “Colocaram essa música pra mim! Sabiam que eu precisava dela!” dividia meu pensamento com a canção que estou cantarolando até agora. Claro que não, é totalmente improvável isso, mas e daí? Eu já estava totalmente “perdida em música”. Esse dia de agora, com certeza, não é mais aquele em que acordei com o pé esquerdo. "Por que não?"
terça-feira, junho 26, 2007
Votos contra? A favor? Abstenções?
A de hoje foi a seguinte: ela falava do caso dos meninos de classe média alta que espancaram uma doméstica, e do outro caso recente em que, também pelas mãos de “filhinhos de papai”, um outro garoto foi morto. Relembrou o caso do “menino João Hélio” e tantos outros que “entristecem a população”.
O que vêm acontecendo, fala Ana Maria acertadamente, é uma banalização da violência, e seguiu o papo por aí. Na conclusão ela faz um apelo para....a imprensa! Ela pede que os meios de comunicação se atentem para essa classe média/alta e o que vem se sucedendo com ela. Mais uma vez a imprensa, com o jornalismo como seu maior correspondente, aparece como salvador da pátria. Ana Maria esqueceu que existem outros três poderes antes do apelidado Quarto Poder ? E a instituição família?
Vamos deixar bem claro, Ana Maria, a imprensa, os meios de comunicação, o jornalismo têm a função de ser mediadores das ações sociais e pode até tomar iniciativas, dar um empurrão para que as coisas aconteçam, mas não dá pra responsabilizar e jogar nas costas desses profissionais toda a responsabilidade. O governo e a família devem estar muito mais atentos à juventude.
Não tiro a obrigação da imprensa em ajudar a educar, esclarecer e estar presente na formação dos jovens, mas ficou muito fácil, e virou moda, culpa-la por tudo.
Depois reclamam que o comunicólogo, em especial o jornalista, se acha o dono da verdade.
Estamos vivendo em um mundo onde Clark Kent é o presidente do sindicato dos jornalistas? Se for, me avisem porque eu tenho que ir ali salvar uma pessoa de um incêndio.
segunda-feira, junho 25, 2007
Girlfriend in a coma
Acontece que surpreendentemente a música te faz regressar aos tempos em que essa mesma música fazia parte do seu melhor ou pior momento, ou simplesmente te faz sentir tudo aquilo daqueles dias que você viveu e por sorte teve uma música que marcou aquilo tudo e no presente te proporciona instantes dignos de uma nostalgia sem fim.
“Girlfriend in a coma” me colocou de novo dentro daquele Fiesta azul marinho, de volta a 1997. Macinho era o nome do meu “ficantizinho” na época (ficante no diminutivo porque embora nosso affair tenha sido intenso, não me lembro de ter durado muito). Ele era primo de uma das minhas melhores amigas e tinha 19 anos e eu 14.
Numa dessas tardes em que passei na casa dessa amiga ele se ofereceu para me levar em casa. Aceitei, até porque eu era doida varrida por ele e, mesmo sabendo que eu era um passatempo para ele que tinha mil meninas mais velhas oferecendo as coisas que eu ainda não oferecia, me vi em uma das raras oportunidades de estarmos a sós, sem a presença da prima/amiga.
Pedi para ele parar o carro uma casa antes da minha porque minha mãe não gostava que eu andasse de carro com qualquer pessoa, embora ela já conhecesse toda família dele, eu sempre temia minha mãe.
Foi quando, naqueles minutos namorando dentro do carro, ele disse:
- Conhece essa banda?
- Já ouvi falar... (mentira!)
- É uma grande banda dos anos 80. The Smiths.
- Huuummm. Coloca ai pra gente ouvir.
E começou “Girlfriend in coma”. A faixa nem era a primeira, mas ele colocou porque era a preferida dele. Eu achei a voz daquele vocalista estranha, muito estranha. Mas naqueles tempos as coisas estranhas me fascinavam. E claro, era a música preferida DELE!
- Gostou?
- Gostei!
E tinha gostado mesmo. Sempre gostei das batidas dos anos 80 e nessa idade eu estava formando meus gostos musicais.
Pedi o CD emprestado na esperança dele esquecer para sempre que estava comigo. Mas não deu muito certo. Meses depois ele pediu de volta e nem foi buscar pessoalmente. No tempo em que fiquei com o CD, ouvi quinhentas mil vezes “Girlfriend in a coma”, indo pra escola, deitada na cama, limpando a casa (que saudade daquele discman!). Suspirava ao lembrar do meu ficantizinho, naquela paixão adolescente como se ele fosse o homem da minha vida. Claro que não era. Mas dele tirei uma coisa muito boa: meu gosto por The Smiths e minha paixão por “Girlfriend in a coma”.
Sim, Zeca Camargo, “Girlfriend in a coma” é realmente inesquecível.
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Falando nisso, gosto por algumas bandas é realmente em alguns casos “coisa” de influência. O meu, devo a muita gente.
Começando por Beatles. Não tinha como não ser apaixonada. Meu pai sempre disse: “The Beatles é a melhor banda que já existiu e nunca vai existir algo igual”. Passávamos a tarde toda dançando na sala, ao som dos vinis que ele guarda como se fossem jóias preciosas. E são mesmo. Meu nome é por causa da música! (e também por causa de Michelle Pfeiffer, que minha mãe achava linda).
Queen, era a melhor banda de um tio. Metallica, de outro tio. Outro tio me veio com o CD do Rappa, quando a banda nem sonhava em ter sucesso com a atual proporção. Tracy Chapman era a “negona” da minha mãe. E com os namorados comecei a conhecer mais Smashing Pumpkings, Bob Marley, Silverchair, Greenday, Garbage, Alice in Chains, Tears for Fears, Bad Religion, Ultraje, Weezer, Strokes. Uma amiga me apresentou Bush. Uma tia, Macho Chao, Gilberto Gil, Marisa Monte. Uma amiga me veio com Bryan Adams e Bon Jovi, outra com Alanis Morissete.
Enfim, são apenas poucos exemplos de bandas e cantores que fizeram e fazem parte do meu repertório de favoritas.
Não posso esquecer das que eu “descobri” “sozinha”: A-ha, Foo Fighters, Barão, Lenny Kravitz, U2, Oasis, Paralamas, Deftones, The Cranberries, REM, Red Hot, Pearl Jam, Nirvana, Massive Attack, Skank, Pato Fu, Nação Zumbi, Titãs, Cássia Eller...
Poucos mesmo, pouquíssimos exemplos de uma centena de bandas que amo de paixão e que compõem a trilha sonora da minha vida, sempre embalada de muito rock e pop.
sexta-feira, junho 22, 2007
"Eu e ela" *

Meses, anos. A distância e o tempo em certos casos não causam nenhum efeito!
Nenhum! Aliás, acho que tem o poder de fazer crescer o amor, o querer bem.
Crescemos juntas. Eu e ela. Os quatro anos de idade de diferença nunca foram um problema.
Mas não crescemos juntas todos os dias. Crescemos juntas de quinze em quinze dias, de mês em mês, até de ano em ano, quando as férias nos unia como se o ano letivo nunca tivesse separado.
Testemunhamos momentos inesquecíveis em nossas vidas. Histórias que carregaremos para sempre. Somos cúmplices das melhores descobertas. Vítimas de um laço de sangue enérgico.
Sorrimos, choramos juntas.
Brincamos de boneca, andamos de bicicleta, de patins.
Acobertamos uma a outra.
Começamos a namorar juntas.
Acordávamos e dormíamos juntas, como irmãs, como parte uma da outra.
E quando a vejo, meu coração dispara de alegria. E o período de afastamento não provoca estranheza. Conversamos como no cotidiano. Nos olhamos com a mesma naturalidade e inocência de criança.
Tudo isso porque esse amor é inexplicável, ultrapassa todas as barreiras que deterioram um relacionamento.
Não tem um dia que eu não pense nela. Com saudade e admirando a sorte de tê-la na minha vida. A sorte de ter uma prima tão especial.
Feliz aniversário, Tatinha.
*"Eu e ela" não é apenas o título. É uma música do Grupo Raça que a gente cantava muito quando criança e era muito difícil acertar a letra.
quinta-feira, junho 21, 2007
Até soarem as trombetas.
Então, a opção era assistir televisão. Xuxa, Mara Maravilha e Angélica. A menina queria ser uma delas. Controle remoto como microfone e cartas de um baralho velho como as cartas dos telespectadores. Baralho para o ar. “E o vencedor é????”
Porém, a menina foi crescendo e em algum instante da sua pré-adolescência ela se apaixonou pela língua inglesa e decidiu, por conta própria, entrar em um curso de inglês para ser aeromoça, ou como dizia um tio que era piloto da aeronáutica, “comissária de bordo que é mais bonito”. Aí, pela primeira vez, ela teve apoio de todo mundo e passava horas olhando mapas, sonhando com as cidades que conheceria.
Por anos, estava certa do que queria ser quando crescer. Até que assistiu ao filme Apollo 13 e tudo mudou. O céu dos aviões era muito pouco para ela. Ela queria o espaço, as estrelas. Iria ser astronauta e era tão emocionada com a descoberta que chorava com os filmes e os olhos brilhavam com qualquer notícia cósmica. Enchei o quarto de pôsteres da via-láctea, das constelações. E até o pai dela começou a colecionar fascículos de um jornal e montou uma enciclopédia com todos os conhecimentos básicos da astronomia. Só tinha um problema: a menina não tirava boas notas em Física e o sonho foi indo por água abaixo.
Até que ela começou a dar valor ao seu gosto pelo rock. A época era a ideal: adolescente, cheia de dúvidas, de questionamentos, a música parecia perfeita para o momento da vida dela. “Vou ter minha banda de rock”. Teve muitos amigos que tinham bandas, começou a ter aulas de bateria, de violão, só vestia preto e colava o all-star preto com silvertape. Não vingou, o negócio dela era só acompanhar os ensaios mesmo e fazer participações nos showzinhos de rock na banda do namoradinho só cantando “Everything Zen” e pulando do palco em “moshes” inesquecíveis. A banda nunca existiu, e ela não desistiu do rock, mas achou mais fácil aprender a tocar berimbau.
Foi quando começou a trabalhar: aulas de inglês, guia turístico, monitora de esporte e lazer de hotel, recepcionista de eventos, secretária... Uma coisa era certa: ela sabia e gostava de se comunicar. Mas já era a hora de decidir a profissão! No terceiro ano paralelo com cursinho pré-vestibular ficou em dúvida entre estudar economia, história, geografia, letras ou publicidade e propaganda.
Até que viu entra as opções: Jornalismo, numa única universidade pública do interior da Bahia. E ela queria ficar na Bahia mesmo.
As letras J-o-r-n-a-l-i-s-m-o brilharam para ela. Havia setas coloridas, trombetas, uma sinfonia completa e fogos de artifício. E ela não entendia porque tinha tantas dúvidas se a arte da informação te acompanhou pela vida inteira, bem sutilmente. Cresceu em meio a jornais que seu pai vendia, aos ensinamentos de sua mãe sobre a importância da comunicação, vidrava os olhos no Jornal Nacional e lia incessantemente matérias em revistas diversas. Ela nunca tinha percebido como ela crescera com o jornalismo. Todo mundo sabia disso. A menina gostava de expressar opiniões, de criticar, adorava discussões de cunho social e o que mais queria era fazer do mundo um lugar melhor.
Cinco anos depois ela se tornou uma jornalista e se apaixonou perdidamente pela arte do vídeo-documentário.
Agora quer ser professora. De Jornalismo, claro. Ou uma documentarista reconhecida? Talvez os dois. Quem sabe.
quarta-feira, junho 20, 2007
Vamos para Cannery Row.
Seria possível hoje uma rua dessa em algum lugar desse mundo?
Ou essa foi a última rua onde "Temos que fazer alguma coisa por ele" ainda soa com tão tamanha sinceridade que nos enche de vontade de regressar 7 décadas?
Vamos morar em Cannery Row com Mack e os rapazes, com Dora e as meninas, com o Sr. e a Sra. Malloy. Vamos comprar na mercearia de Lee Chong, contemplar as obras de Henri, aprender sobre a ciência e sobra a vida com Doc, brincar com Darling.
Não se iluda! Lá nem tudo dá certo. Ou melhor, quase nada. Mas tudo é perdoável, tudo é compreensível, quase tudo é aceitável, desde que exista a bondade, desde que exista soliedariedade, desde que se aproveite a vida como ela é. Viver a vida no paralelo.
Cannery Row existe em um livro.
Leitura é uma rua como Cannery Row.
Um refúgio possível de um mundo que não entende mais o valor de um sentimento, que banalizou a vida humana.
Vamos para Cannery Row.Vamos nos importar uns com os outros pelo menos uma vez na vida, de coração.
Leia: A rua das ilusões perdidas - John Steinbeck
segunda-feira, junho 18, 2007
Sem o lume da fogueira na noite de São João
Eu não chego a detestar o São João, mas confesso que não me toca nem um pouco.
Acho até bonita a cultura junina, essa do nordeste, a do arrasta-pé, a da quadrilha, das bandas que realmente tocam forró com letras sertanejas, mas.... não me toca, não tem jeito.
Dançar forró não é a minha. Posso até dançar na falta de opção. Estou numa festa, não fico no canto criticando, falando mal e falando mal de todo mundo. Procuro me divertir, e se nessa festa tiver rolando aquele forrozinho decente, sem problemas! Com boas companhias e um clima agradável, topo quase tudo.
Mas veja só, não faço o que vejo muita gente fazendo: reformando o guarda-roupa para as festas, parcelando em não sei quantas vezes as camisas das festas, olhando vitrines encantadas com os novos modelos de botas, enfim... não me toca.
Como disse, posso achar bonito mas o cheiro da fumaça da fogueira me incomoda, com aquele tanto de banderola na rua eu fico tonta, e a disseminação de bandas IMPRESTÁVEIS me irrita. As Calcinhas pretas e de todas as cores, as combinações de bebidas e comidas como Mastruz com Leite, Cacau com Leite, Limão com Mel, Caviar com Rapadura e os meios de transporte: Cavalo de Pau, Aviões do Forró, Boeing do Forró.... mais que tudo, isso não me toca.
Então, nesse São João, se eu não ganhar cortesias fico em casa como se fosse um final de semana qualquer. Com as cortesias, aproveito a noite com alguma agradável companhia, batendo papo e tomando quentão, aproveitando o frio. Se tivesse feriado aproveitava para ver minha família e comer muito milho cozido, bolo de puba, amendoim, cocada, pé-de-moleque, paçoca... isso sim me toca!
sexta-feira, junho 15, 2007
Considerações sobre a edição do Jornal Hoje, de hoje.
Ninguém se abala mais, tudo é normal.
Durante a matéria que contava a operação da tropa de choque em uma faixa de entrada de uma favela, o destaque foi dado para os bandidos que exibiam para os policiais metralhadoras por trás de um muro. O muro era a barreira entre eles. Então, um furgão blindado da policia demoliu o muro. "Bandidos e a Tropa de Choque trocam vários tiros". Basicamente acabou a matéria e ninguém se atentou, ou se se atentou e achou uma coisa secundária, que em meio aos tiros, na faixa de transição entre bandidos e policia, uma mulher passava com suas crianças, tranquilamente (pelo menos visualmente). Em outro momento, um rapaz sai de uma casa, olha para os dois lados e sai ainda sim, como se fosse atravessar a rua e esperava o carro passar.
Duas coisas me chocaram:
1- as pessoas já incoporaram a violência ao cotidiano. O que acaba sendo uma necessidade de sobrevivência: ou convive com a guerra ou não vive mais, mesmo sabendo que se a pessoa optar por conviver com a guerra pode não viver mais sendo vítima de uma bala perdida.
2 - Nem foi citado na matéria a despreocupação aparente das pessoas que andavam pela rua!
Sem análises antropológicas por hoje, isso tudo é muito triste.
- Na outra matéria, em seguida, vemos a matéria sobre a chegada dos "restos mortais" daquele engenheiro brasileiro que foi sequestrado e morto no Oriente Médio (porque não sei exatamente em que país ou cidade).
A família, os amigos, todos estavam muito abalados e apesar do fato do assassinato ter sido a dois anos, a matéria era um quanto fúnebre, como só poderia ser.
No entanto, uma coisa me incomodou tanto quanto o fato de ver as pessoas enterrando um amigo dois anos após sua morte, num sofrimento que se arrastou por todo esse tempo: o uso da expressão "restos mortais" mais de quatro vezes durante o telejornal. Uma pelo âncora nas manchetes, de novo para chamar a matéria, e pelo repórter duas vezes na matéria.
"Restos Mortais" é muito forte, especialmente na hora do almoço, porque enquanto eu como eu imagino os "restos mortais" do engenheiro, quais parte do corpo poderiam estar no caixão, em que estado de putrefação.... A imaginação é uma coisa inevitável, principalmente nesses casos em que não se vê exatamente o que se é noticiado.
Como jornalista, penso: mas qual seria o sinônimo para "restos mortais" menos agressivo? Se a notícia é cruel, deve-se amaciar as expressões para que sejam digeríveis e aquele almoço ser bem digestivo? Ou isso seria "maquiar" a notícia?
Questões que são tratadas por todos os manuais de ética do jornalismo, mas que na verdade não têm respostas para uma conduta ideal. É questão de bom senso, e bom senso é pessoal.
Ou deveríamos, nesse caso, agir como as pessoas que passam em meio a tiroteios, como se nada tivesse acontecendo? Vamos aceitar que boa parte de vida é bem cruel? E é mesmo.
Não sei.
-Para quebrar o clima tenso, um pouco sobre pordutos de beleza. Na matéria fiquei sabendo que o Brasil é o terceiro maior consumidor de cosméticos, só perdendo para EUA e Japão. O foco era: mulheres tenham cuidado com os produtos sem a inscrição na Anvisa e cuidado com as propagandas enganosas! Entra um especialista da Anvisa e fala que não existe produto que tira ruga, que deixa mais nova, que deixa o cabelo assim, assado e para não confiar nas marcas que juram milagres. Acaba matéria, qual é o primeiro comercial que passa? O novo creme anti-rugas da Avon! E na assinatura do comercial algo como "Avon, você sempre jovem".
No mínimo, hilário.
Aí alguém pensa: "Como o especialista da matéria disse para não usar marcas assim, vou mudar para Natura. Ou melhor, vou parar de usar cosméticos!" Ou então: "Esses caras da Anvisa não sabem de nada!".
Escolha um lado.
Para um almoço tranquilo, desligue a TV.
dez mais
As dez palavras/expressões que eu mais falo:
1- Ave Maria
2- Que porra, velho!
3- Te amo
4- To com saudade
5- Deeeeeus me livre!
6- Alô, aqui é Michele da Aktiva Publicidade, tudo bem?
7- To com fome de novo
8- Já Elvis
9- Eba!
10- Ô Meu Deus, porque eu sou tão atrapalhada?
segunda-feira, junho 11, 2007
Meu "saut de chat "* na definição de Le Parkour

Esta é a definição do sempre útil Wikipédia para a nova (ou nem tão nova assim) mania dos jovens. Uns dizem que é um esporte radical, outros que é uma arte que chega perto a uma arte marcial. A verdade é que o Le Parkour já virou um passatempo de muita gente no Brasil também. Tempos atrás, minha irmã chegou e disse: “Vou ali na praça tal ver meus amigos no Le Parkour”. E eu, soltei um sonoro “No que???” . Beirando à ignorância no quesito “adolescente” (veja as áspas, na hora achei que fosse coisa de adolescente), pensei que “lepacú” fosse alguma ceita que tava fazendo a cabeça da galerinha (“galerinha” já é coisa de gente velha), num ritual onde todo mundo vestia preto, lendo textos obscuros retirados da internet, evocando espíritos com velas e tal, tal, tal.... Nos segundos seguintes ao pedido (“pedido”? até parece que ela ainda me pede para ir a algum lugar), quando minha irmã viu minha expressão espantada, quase entrando em pânico e quase por prender ela na cama e não deixá-la ir ver pqp de “lepacú” nenhuma, recebi uma explicação rápida e por pouco, tardia (por pouco porque eu já estava para ter um ataque) do era aquilo de nome estranho.
“Le o que, Paula?”, “Le- ParkouR, Michele, nunca ouviu falar?”, “Não!”, “É, tipo, todo mundo fica pulando de um lado pro outro, fazendo malabarismos, com uns obstáculos... , entendeu?” “Ah sim, sim, já sei o que é”. Mentira. O que eu imaginei foram aquelas pessoas que fazem malabares com fogo em cordas em festas “psi”. Mas tudo bem, eu não queria parecer estar de fora de uma coisa que era tão normal para ela, afinal sou uma irmã mais velha “moderninha”,e também o fato de não ser uma ceita de jovens que se conheceram em alguma comunidade do orkut já me aliviava.
“E quem vai, Paula?”, “A galera da escola”, “Tá bom, não chega tarde”. E lá se foi minha irmã ver “malabares com fogo”.
Diz-se que o Le Parkour chegou ao Brasil em 2004, mas... “o Parkour surgiu na década de 80, na França. David Belle, usou inspirações no seu pai, um dos combatentes na Guerra do Vietnã, que usava alguma das técnicas do Parkour (que naquela época não possuia este nome) na guerra. David Belle então adaptou essas técnicas e as batizou "Le Parkour" (O Percurso). Após isso, ele treinava a sua disciplina, e com muita dedicação e tempo, foi reunindo pessoas. Mais tarde, ele apareceu em várias reportagens na mídia, então o Parkour passou de desconhecido à uma disciplina praticada no mundo todo” .

Os adeptos ao Le Parkour deixam bem claro que a arte não é simplesmente saltar de prédios. “Ele consiste em um homem correndo de alguém/algo e nenhum obstáculo pode pará-lo, mas, ele não é só isso, além de passar os obstáculos, você deve executar os movimentos da forma mais natural possível usando o obstáculo como se fosse parte do seu corpo. Vale a pena ressaltar que você treina o Parkour para você mesmo, você não faz movimentos para impressionar outras pessoas, até por que, isso pode resultar em sérias quedas.”. (http://www.overmundo.com.br/overblog/o-que-e-le-parkour).
Deve ser realmente uma coisa bem bonita de se ver. De ser ver, ok irmãs mais novas?
sexta-feira, junho 08, 2007
Limpando o porão.

Não é de hoje que o ser humano está à procura da vida perfeita. E eu, o que que eu tenho? Posso reclamar de alguma coisa?
Começando por mim. Não sou nada perfeita. Mas não sou má (não por querer), tenho jogo de cintura, inteligência suficiente para sobreviver. Minha saúde não é exemplar, mas vivo muito bem, não tenho vícios, não uso drogas e só bebo aos finais de semana. Consegui o que eu mais queria: graduar e estou dando um passo além na Pós. Bem ou mal, me sustento, sou independente.
Minha família não tem uma estrutura convencional e não é um modelo de família ideal, das que a sociedade pinta. Mas tenho uma mãe e um pai que com todos os seus defeitos, me amam e não medem palavras para dizer o quanto se orgulha de mim. Minha irmã é linda, esperta, confia em mim. Minha avó é um chamego só, um exemplo de vida. É a MINHA família, e eu sei que quando precisar estarão lá.
Tenho uns seis bons e fiéis amigos, nada perfeitos. Uns me julgam, outros não me ouvem muito, mas quando derramo uma lágrima eles estão lá, com seus ombros e lenços não falando frases feitas de conforto, mas me confortando com: “eu te amo, acima de todas as coisas que possa acontecer”. E o melhor: são cúmplices e responsáveis pelos meus melhores momentos, são companheiros, originais. Meus amigos são FODA! (no bom sentido, rs)
Meu emprego é divertido. Também passa longe de ser o emprego perfeito, mas ganho o suficiente para sobreviver, num lugar agradável e com um chefe gente boa. Minha profissão tadinha... ser jornalista não é fácil, de verdade. Mas é o que eu amo, com todos os defeitos e não me vejo fazendo outra coisa que não seja na área de comunicação. Tenho muitas expectativas para o futuro, de que as coisas vão melhorar.
Tenho um namorado cheio de defeitos, mas possuidor de uma inteligência invejável. Carinhoso, amável, divertido, gostoso e me ama! Me fez enxergar muita coisa boa nessa vida. É quem eu quero casar e construir uma vida junto.
Então, depois de muitas horas enclausurada em mim mesma, curtindo o vazio da casa com uma vassoura na mão ou com a barriga molhada no tanque, revendo fotos, abrindo pastas e, como fez Rocky Balboa em sua volta triunfal, conotativamente limpando o porão, cheguei a conclusão que EU TENHO TUDO!
Afinal, o ideal não é a perfeição. O ideal é o que faz cada dia valer a pena.
terça-feira, junho 05, 2007
Princesinhas do pó

Já foi flagrada usando cocaina em um banheiro de um bar, já apareceu em milhares de fotos largada, descabelada e jogada à sorte dos paparazzi, bêbada nem se fala, já atropelou um fotógrafo, dizem que tentou cortar os pulsos duas vezes, já foi presa, já admitiu sofrer de bulemia e já divulgaram fotos dela em uma festa com uma faca no pescoço de uma amiga. Fora que já apareceu sem calcinha em várias fotos (os paparazzi não perdoam!)
