terça-feira, outubro 21, 2008

O Rappa - a trajetória pelo olhar de uma fã


O Rappa é uma das poucas bandas, se não for a única, que eu consegui durante esses anos acompanhar sua trajetória. Desde o primeiro e quase desconhecido álbum que leva o nome "O Rappa", eu sou fã de carteirinha dessa banda que sempre carregou nas letras, simplificando de forma até injusta, a temática social e religiosa (ou de fé, melhor dizendo).

No inicio, O Rappa era apenas para alguns poucos fãs de reggae ou rap que gostavam de cantar a periferia e os “menos favorecidos”. Muito antes de Falcão se transformar em sex symbol e da polêmica saída de Marcelo Yuka, que era responsável por boa parte das letras e canções, O Rappa sempre teve um espaço reservado com muito carinho na minha hit parade pessoal. Antes mesmo de se ser vista como uma banda de adolescentes (no sentido pejorativo. Um erro visto que as letras são deveras profundas e bem construídas), estava lá eu sempre esperando pelo novo trabalho dos cariocas.

Agora, O Rappa lança o "7 vezes", o sétimo álbum da banda que segue firme em seu propósito inicial, mas com o amuderecimento já conquistado no álbum anterior, sem muito alarde, sem muito holofote... apenas O Rappa que eu sempre gostei de ouvir.

Roubei esse pedacinho na internet: “O grito "olha o rapa!" significa ruas vazia e gente correndo. Nem poderia ser diferente. Na gíria popular, rapa é o caçador de camelôs, o inimigo número um da economia informal, atuante em travessas, esquinas e avenidas.
Porém, uma singela variação desse sinal de alerta — "olha O Rappa!" já quer dizer pistas cheias e gente dançando. Com um "p" a mais e usando as calçadas como fonte de inspiração, O Rappa faz apenas contrabando de idéias.”

O Rappa hoje é formado por Falcão, Xandão, Lauro Farias e Marcelo Lobato.

Para homenagear O Rappa, que surgiu em 93, “àss pressas”, na intenção de formar uma banda para acompanhar Papa Winnie numa turnê no Brasil, fiz um breve comentário sobre os sete álbuns.

O Rappa – 1994



O primeirão do Rappa é o que traz de forma mais crua a temática religiosa, de forma clara fala sobre macumba, “trabalhos”, e sobre a vida no pobre da favela. Talvez pela “secura” o cd não tenha feito tanto sucesso para um público maior. Para ser digerido é mesmo difícil. Hoje, quem conhece esse primeiro cd depois de ter ouvido as músicas mais atuais vai achar que nem é a mesma banda.
Tem músicas deliciosas no O Rappa como Coincidências e paixões e Brixton,Bronx ou Baixada. E também canções fortes como Todo camburão tem um pouco de navio negreiro.


Rappa Mundi – 1996

O álbum que projetou a banda inicialmente com a música Miséria S.A. A diferença entre esse e o primeiro é enorme nos quesitos qualidade técnica e melódica. O Rappa Mundi vem trabalhado com muito mais profissionalismo (produzido por Liminha) e demonstra agora pretensões de conquistar seu espaço no cenário musical. E consegue, de fato, ficar lado a lado com o Cidade Negra que já de antes se apresentava e consolidava naquele momento como uma referência do pop reggae. Este álbum traz Hey Joe, a forte versão brazuca da música de Jimi Hendrix com a participação de outros nomes que surgem como o Planet Hemp. Tem Vapor Barato, A Feira e Pescador de Ilusões, que virou quase um hino depois do Ao Vivo. As animadas Tumulto e Eu quero ver Gol foram durante muito tempo as mais “loucas” no show.

Lado B, Lado A – 2000

O Rappa já tinha caido na aprovação geral, quando lançou Minha Alma foi só correr pro abraço. Lado B, Lado A mostrou o crescimento progressivo da banda e nada de abandonar as raízes. Nesse cd, as músicas falam muito mais da favela, do cotidiano do trabalhador pobre e da vida de quem convive no trafico, não importa se no lado B ou A da pista de dança. A intensidade só aumenta. É um álbum que inicia, ao meu ver, letras que precisam ser mais mastigadas, analisadas palavra por palavra para gozar da poesia por entrelinhas.
Além de Minha Alma, tem Me deixa, o Homem Amarelo... e destaco a que eu mais gosto de toda história da banda: Na palma da mão.
Até pro Faustão a banda foi... mas suspeito que muita gente não sabe o que canta.

Instinto Coletivo Ao Vivo- 2002

Agora, que O Rappa já acumulou alguns hits chegou a hora de lançar o Ao Vivo. Um cd duplo também com músicas inéditas que transportou em álbum musical toda adrenalina dos shows. Caiu de vez no gosto da meninada com as frases de efeito, o gingado e o “rock and roll” pesados da guitarra. E muitos, muitos samplers. O Rappa aí já estava sem Marcelo Yuka...






O silêncio que precede o esporro – 2003

Quem é fã, sabe. Este foi o álbum esperado com grande tensão. A saída de Yuka foi polêmica e houve quem apostasse pra ver a banda “sobreviver bem” sem ele. Foi quando veio o esporro tão bem dado que quebrou o silêncio de toda a expectativa. Teve gente que disse até que era o ápice do amadurecimento (o que a gente só pode saber depois de outros álbuns lançados). O fato é que na minha opinião é realmente o melhor de todos. Claro que cada um teve seu tempo e sua história, as músicas deste álbum são, avaliando o conjunto da obra, as mais fortes. Falcão recebe destaque maior, sua voz é mais explorada em todas as canções e fica claro que a liderança do O Rappa estava em mãos muito competentes.
Mar de gente, Rodo Cotidiano e Reza Vela viraram hits facilmente, com a ajuda da MTV e das rádios que repetiam incansavelmente os clipes. Trabalho de MKT ou anseio de fãs? Não sei. O fato é que derramei muitas lágrimas ouvindo O Salto.


Acústico MTV – 2005

Seguindo a tendência dos acústicos, cheio de músicas transformados em baladinhas e quase nada inédito.










7 vezes – 2008

Quase cabalístico, o sétimo álbum chamado 7X tem 14 músicas. A última inclusive com o nome do cd e pode extrair daí qual o sentimento da banda com relação a esse momento meio que propositalmente místico (pelo menos eu tenho essa sensação). A marca da banda continua a mesma, o visual, os temas...seguindo as raízes e introduzindo novas idéias. O 7X é um álbum sem muitas surpresas pra mim, não achei que superou o anterior de inéditas e nem penso que se inicia ai uma estagnação provável. Achei muito bonito, mas nada que me chamasse atenção além da que eu já desprendo naturalmente pelos trabalhos da banda. Talvez ainda esteja entrando na pele a proposta do 7X.
O single escolhido foi a música “Mostro Invisível” que ainda estou fantasiando interpretações mil pra ela. Destaque para Em busca do porrão, Meu mundo é o Barro e Fininho da Vida. Uma versão de Súplica Cearense, de Luiz Gonzaga, lindíssima.

Fui na última terça-feira (dia 14) num show do Rappa em Porto Seguro. Com a experiência que quem já foi em 5 shows da banda, digo com certeza: a performance ao vivo no palco precisa ser revista urgentemente. Ta ficando chato o mesmo tipo de show sempre...

É isso.

; )

domingo, outubro 19, 2008

nega do leite

Existe uma idéia proferida por aqueles que adoram as idéias estabelecidas que adoram ser proferidas como verdade independentemente se estas tem ou não alguma comprovação empírica, explicação cientifica ou argumentação válida de fato:

E umas delas é: se nós temos dois ouvidos e uma boca "solamente" é porque deveriamos ouvir muito mais do que falar.

É fato que dando espaço para observação auditiva as chances de acumular informações é maior do que quando existe uma maior dedicação em colocar pra fora tudo aqui que está preso no ego de cada um.

Falar pouco é uma virtude. Melhor: saber controlar, frear a quantidade de palavras escarradas por segundo nos momentos em que se julgar necessário e coerente é mesmo algo que invejo em quem consegue fazer.

Seria o famoso "saber ouvir" para alguns. Mas não é isso. Eu sei ouvir, só não sei parar de falar. E não é que eu não goste de falar, eu adoro, é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. E eu preciso, porque sofro de uma ansiedade intensa, minha cabeça ferve o dia inteiro construindo diálogos, idéias, teorias, interpretações...uma hora eu preciso colocar isso pra fora e me permito quando há a oportunidade.

Depois de mais uma sequência dessas, quando a adrenalina descansa no sangue, vem a ressaca moral da falação incosequente. Dá até dor de cabeça.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Nando Reis em Conquista

O show foi maravilhoso!!!




Mas eu não sei o que acontece com os sistemas de som dos shows aqui em Conquista.. quase sempre é ruim demais...uma pena.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Propaganda Eleitoral de Vitória da Conquista

“Chegamos à reta final de mais uma eleição”. Da mesma forma que começa o texto de quase todos os programas eleitorais e manchetes de telejornal, estoy aqui para dar minha opinião sobre a propaganda dos nossos candidatos ao cargo de prefeito.

Poderia me gabar dizendo que assisti quase a todos os programas eleitorais das segundas, quartas e sextas. Mas não sei até que ponto isso seria bom, já que esse momento em frente à TV serve tanto para simpatizar com alguma proposta como ficar com raiva eternamente da cara do candidato.

Faço agora um resumo (afinal textos muito longos não combinam com blogs práticos) com uma perspectiva de eleitora enjoada e crítica.


Guilherme Menezes PT (PV/ PCdoB/ PSB/ PSDC/ PTdoB)
Vice: Ricardo Marques
Conquista sabe o que quer
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Com o mote "Conquista Sabe O Que Quer", Guilherme usou as armas que tinha: falar da Conquista e das conquistas do passado. Com a melhor estrutura física, de equipamentos e produção a propaganda do PT no sentido qualidade técnica e textual foi a melhor, obviamente porque foi a que teve mais recursos e experiência para saber o que fazer com estes.

Na maioria dos programas teve uma sessão “nostalgia”, mostrando o Município antes do governo PT e depois, com entrevistas com a população falando “ontem era assim e hoje é assado”. Em estúdio, entrevistas super produzidas com secretários, coordenadores de projetos da Prefeitura, professores, médicos e pessoas de “renome” na cidade que trabalham ou dependem da Prefeitura de alguma forma e deram uma “palhinha” nos programas.

Poderíamos resumir a campanha de Guilherme em uma só coisa: UTI Neo Natal. A única do interior da Bahia e mega explorada nas propagandas do candidato “viajante”, como os adversários o adjetivaram. O que é realmente um motivo de orgulho se transformou na maior fachada de propaganda, muitas vezes. E logo em seguida nas paradas de sucesso do PT vieram os prêmios conquistados com Guilherme e Zé Raimundo, o Município Amigo da Criança, por exemplo, e os projetos sociais como o Recicla Conquista, Conquista Criança, o Natal da Cidade e outros. Poucas propostas inéditas de fato foram apresentadas, a campanha foi pautada sob o juramento de dar continuidade ao o que já temos hoje.

Muitas “matérias” falavam sobre as conquistas que “só foram possíveis” porque “temos um presidente do mesmo partido, assim como agora as esperanças se renovam ainda mais com o Governo do Estado”. Diversas vezes pareceu que se a cidade não tiver um prefeito do mesmo grupo, nada ia dar certo nos próximos 4 anos. Inclusive, muitos projetos federais e estaduais foram mostrados direcionando o crédito deste para o governo municipal.

Como defesa das acusações de “viajante” que recebeu, Guilherme dizia que havia sido eleito deputado para trazer melhorias para cidade e que foi porque a população conquistense o elegeu. O que não deixa de ser verdade, mas a justificativa não parece ter “colado” muito.

Aos debates, o deputado, como já era esperado, não apareceu. Dizem que ele é tímido (?). Não sei. E também foi a poucas caminhadas e passeatas afins. Dizem que pegar na mão do povo não é o forte dele. Não sei. Deve ser por isso que tem pouca expressão na periferia e na zona rural.
Agora quase no final, aconteceu um comício pomposo com a presença de Jacques Wagner. O governador disse num discurso inflamado que se votasse em Conquista o voto era certo de Guilherme. Mas ele não vota. E Guilherme num discurso menos caloroso disse: “Governador, Vitória da Conquista tem um povo que comparece às discussões políticas”, ou algo parecido. Faltou continuar: “um hábito que eu mesmo não tenho”.

Herzem Gusmão PSDB (PTB/ PHS/ PPS)
Vice: Marco Antônio Veloso
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A favor de Conquista




O “jornalista” e radialista Herzem Gusmão teve uma campanha criativa. Com alguns diferenciais que elevaram a propaganda do candidato a uma das mais atraentes aos olhos dos eleitores, sempre brincando com metáforas e dando um up teatral nas inserções dos comerciais.

“Abandono” foi a palavra de ordem desta campanha que foi composta alguns repórteres e produtores “fruto” do curso de jornalismo da Uesb. Por isso, muitas “matérias” tinham o conteúdo de denúncia e por vezes documental. Focando na “revolta” de um povo que, em palavras usadas nas propagandas, teve o seu “voto jogado no lixo” já que votou em um prefeito que governou a Prefeitura “pela metade”. Então, os programas de Hérzem mostraram muito mais as periferias e a zona rural, onde os problemas sobre as necessidades básicas estão mais explícitos, mais crus, como a falta de emprego, saneamento básico, calçamentos e etc.

São nos lugares mais afastados do centro da cidade que Herzem Gusmão conquistou mais credibilidade com o seu programa de rádio Resenha Geral. Um programa que diz ser de utilidade pública, denunciando as injustiças desse mundo de uma forma deveras sensacionalista pra um povo carente de informação. Se a ética na profissão já é algo muito discutido, avaliando o Resenha Geral este conceito fica ainda muito mais difícil de ser definido. Isso porque não é segredo para ninguém que o que “paga” o seu programa são os patrocínios e através do “investimento” aplicado se define o quanto a sardinha vai ser puxada. Isto aconteceu durante muito tempo com a própria Prefeitura. Inclusive apareceu misteriosamente pelos e-mails da vida um desses momentos no Programa Resenha Geral:

E abusando desta sua credibilidade, Herzem Gusmão falou muitas vezes: “o povo já me conhece, sempre estive preocupado com o nosso Município” ou “sou o único candidato a apresentar propostas concretas”.

As propostas em geral são coerentes, providas da interpretação dos maiores anseios dos conquistenses (com exceção de algumas poucas que qualquer um é capaz de discernir se é possível realizar). O que me faz acreditar que apresentar propostas passa longe de ser o suficiente. Uma das propostas de Herzem Gusmão que mais me chamou foi a criação da “terceira empresa de ônibus coletivo” como uma das soluções para sanar o problema de trânsito e precariedade do transporte coletivo no Município. Não consegui enxergar a viabilidade do Projeto. Bastante explorado também foi a redução de IPTU, proposta que “combina” com a situação atual de crescimento da construção civil em Conquista.

Desde o inicio as propagandas eleitorais assumiram um tom de agressividade moderada. Mas a “chapa” foi “esquentando” com o decorrer do tempo chegando a ficar uma coisa feia de se ver. Quase no final, Hérzem praticamente “dialogava” com os programas do PT, como “ação e reação”.

No programa final, o candidato do PSDB disse que de uma coisa o conquistense pode ter certeza: ele nunca abandonará a cidade e ainda afirmou ter feito uma campanha limpa e transparente, sem acusações.


Esmeraldino Correia - PDT (DEM/ PTN/ PR/ PTC/ PMDB/ PR/ PSC/ PPS)
Vice: Geraldo Botelho

Por uma Conquista livre.
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A campanha com menos recursos, foi a campanha com mais tempo de propaganda eleitoral. O que poderia ser algo positivo, “enforcou” a propaganda eleitoral do tenente- coronel do 9º Batalhão da Polícia Militar de Vitória da Conquista.

Há muito tempo Esmeraldino “cavava” essa candidatura. Foi um coronel popular, sempre presente na mídia. Por isso, um dos seus discursos favoritos foi “eu não sai do nada”, dizendo que ele mais que ninguém conhecia os problemas de cada canto da cidade por causa do trabalho realizado no Batalhão, juntamente com “a educação é nossa maior prioridade”.
A propaganda de Esmeraldino começou bastante solta, explicitamente perdida, sem direção e objetivos claros. Estava “na cara” (e eu sei disso) que todos que toparam fazer parte desta campanha eram bastante “verdes” em experiências de trabalhos com política. Então, a programa foi o mais amador dos três, chamando atenção muito mais pelo esforço do que pelo conteúdo.

Também tinha como produtores e repórteres muitos recém formados em jornalismo e o tom documental e menos “propaganda” das matérias imperou quase todo tempo. A estrutura física não foi das melhores e o cromaqui do estúdio era bem tosco. Esmerldino dava seu parecer em ambientes diferenciados, na biblioteca, ao ar livre, em casa.... Iniciativa bastante criativa que deu mais versatilidade e “enquadrou” menos o candidato. As apresentadoras sem experiência foram se soltando com o decorrer do tempo.

Ainda no inicio, talvez pela necessidade de mostrar que por trás do candidato havia apoiadores de peso ou então pela falta de idéia melhor, foram veiculadas nas inserções comerciais a foto de algum político, o nome e “apoio de fulano de tal, Esmeraldino tem”.
Mas ainda faltava algo pra fazer a campanha de Esmeraldino ter um diferencial e chamar atenção. Foi quando Carlos Lupi, o Ministro do Trabalho e Emprego, veio à cidade e num discurso soltou a célebre frase “E conquista já decidiu, é 12, é 12, é 12, é 12”. Repetição que já era de uso do PT, mas que não tinha feito tanto sucesso.
O boom de Carlos Lupi produziu uma conseqüente lavagem cerebral do 12. Milhares de pessoas aparecem na propaganda eleitoral repetindo “é 12” infinitas vezes. Pronto, achou-se um ponto de partida, mesmo que de gosto duvidoso e, e abusou-se dele.
E funcionou e muito. Levando a sério ou não, o 12 virou febre e eu vi até crianças cantarolando na rua a música do 12.

O problema e a solução é que o programa do PDT tinha muito tempo disponível. As vezes, ficava muito chato todas as repetições mas por ela foi possível enfatizar o 12 muitas vezes, pelas entrevistas, vinhetas, computação gráfica... 12 pra todo gosto.

Apesar de tudo isso, a campanha de Esmeraldino foi a mais “limpa”, inclusive algumas vezes admitiram nos programas que trabalhavam com poucos recursos e não tinham a pompa das outras propagandas.

Esmeraldino só quis dizer que é o melhor pra Conquista e que é bonzinho. Esqueceram de avisar que na política não é bem assim que a carruagem anda. Infelizmente.



Eraldo Novais – PSOL
O PSOL só chegou até a metade da campanha eleitoral A candidatura do vice Detão foi impugnada. Enquanto eles ainda achavam que poderiam se eleger, fizeram toda propaganda eleitoral com apenas um vídeo, que mesclava imagens de caminhadas do PSOL com Heloisa Helena a frente e bandeiras socialistas erguidas. Depois entravam os dois candidatos falando sobre igualdade e todos os outros princípios do comunismo tão distantes da nossa realidade. As vezes pareciam integrantes do movimento estudantil dos anos 60.
Mas o interessante era que parecia um vídeo da Al Jazira feito com webcam. Mas se houvesse uma produção a mais poderia parecer um produto capitalista. Afinal, pra que tanta coisa se o proposto era o desprendimento do material? Fez sentido e foi até coerente.
Mas só valeu realmente a intenção, porque deram bye bye mais cedo que os outros.




No geral, foram dias muito tranqüilos em Vitória da Conquista. E todos queriam que o melhor vencesse, mas quem sempre vence é quem tem mais votos.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Mano Velho

Faça parte do movimento "Com o tempo de estar trabalhando, discuta sobre o tempo" e ganhe uma participação especial nesse blog super popular!

midocarmo.blogspot.com diz:
o tempo dirá que outro tempo virá sempre


Marcos Tulio diz:
o tempo sempre diz

midocarmo.blogspot.com diz:
o tempo sempre diz que n adianta esperar por ele... pq o tempo é agora... amanhã é algo que não existe...


midocarmo.blogspot.com diz:
quando amanhã for, será o nosso tempo


midocarmo.blogspot.com diz:
assim como esse minuto que vivemos agora


Marcos Tulio diz:
amanhã é algo que não existe agora

Marcos Tulio diz:
mas que com certeza será

midocarmo.blogspot.com diz:
sim... se n existe agora é pq n existe

ainda

Marcos Tulio diz:
então podemos confiar que ele será

Marcos Tulio diz:
só não podemos confiar que nós o presenciaremos

midocarmo.blogspot.com diz:
mas se nós não podemos confiar que nós presenciaremos não podemos confiar que ele será, pq o tempo é algo de cada um, individual e intrasferivel... o meu tempo, o seu tempo... ai o mistério do homem como unidade, ser


Marcos Tulio diz:
mas o tempo não se define na individualidade de cada ser, todos nós somos meros expectadores dessa entidade, que ao mesmo tempo que é assistida, nos assiste, nos ver chegar e passar

Marcos Tulio diz:
nesse sentido, o amanhã não se define pelo seu viver, mas pelo de todos nós, que apesar, no caso de um não existir, continuam a vive-lo

midocarmo.blogspot.com diz:
depende de que perspectiva você analisa o tempo... na verdade o que é o tempo? um entidade? como se fosse criado por alguem superior? a noção de tempo quem criou foi o homem...


midocarmo.blogspot.com diz:
e o tempo nos ver chegar e passar?


Marcos Tulio diz:
entidade no sentido de que ele está lá, e que nada muda ele. o que o homem inventou foi uma forma de medi-lo, uma unidade de medida

Marcos Tulio diz:
mas ele existe, mesmo que nós não estivessemos aqui, para inventar, segundos, minutos, horas, dias, meses, anos seculos...

midocarmo.blogspot.com diz:
lá onde?
midocarmo.blogspot.com diz:
ele está aqui


Marcos Tulio diz:
aqui onde?

midocarmo.blogspot.com diz:
o tempo sou eu e você, somos nós... cada um de nós


Marcos Tulio diz:
lá, aqui, quando falo lá, quero dizer que ele ocupa o lugar dele, não o meu, não o seu, nós não somos o tempo, nós vivemos sob sua influencia

midocarmo.blogspot.com diz:
só quando chove


Marcos Tulio diz:
hahaha

midocarmo.blogspot.com diz:
hauauhauahuahua

sexta-feira, setembro 26, 2008

Sobre o final de Dogville (pra quem assistiu):

A vingança é um prato que se come assado.
como diria meu excelentíssimo marido:

"para olho gordo, só colírio diet".

segunda-feira, setembro 22, 2008

Coronelismo Doido

Saldão de feridos nos comícios de ontem no interior da Bahia:

Itapetinga - 5 esfaqueados.
Cândido Sales - 2 feridos a bala.

É assim:
Falou demais? Uma facada na perna.
Não sabe em quem vai votar? Um tiro no pé.
Denunciou o cimento da compra de voto? Um espancamento em praça pública.
Provocou a oposição? Um foguete de São João na cabeça.
Prestou depoimento para imprensa? Sua casa pega fogo.
Trocou seu voto? Bang, bang! Perdeu a chance de votar pela última vez na vida.
Se sobreviveu e deixou que descobrissem seu voto e seu candidato perdeu as eleições? Você perde o emprego e sua família é perseguida durante 4 anos.

Orgulho da torcida alvi verde: Marcos, 400 jogos defendendo o gol do Palmeiras.

Terminou ontem a Conquista Florescendo, Feira de Flores de Holambra .

Com uma variedade extensa de plantas e flores, a feira brindou a entrada da Primavera em Conquista.

Ideal pra quem tem espaço em casa... tinha tanta coisa linda! Como eu moro num apartamento minúsculo, comprei três plantinhas tão minúsculas quanto.

Coloquei o nome de Meireles, Salles e Coutinho.
Nerd?

sábado, setembro 20, 2008

Eu, o lixo reciclável e todos nós.

Hoje, nas propagandas eleitorais dos candidatos a prefeito de Vitória da Conquista, dois dos três programas falaram sobre o meio ambiente. De forma coerente até, poética, como sempre acontece quando é pra falar sobre o "futuro do planeta Terra" e com propostas viáveis e necessárias de acordo com a realidade da nossa cidade (a que eu conheço).

Um deles começou com a apresentadora falando assim: "Meio ambiente. Como ele interfere na sua vida?". Confesso que ouvi poucas palavras depois dessa apresentação. Fiquei pensando que o grande mal de quando se trata de algum problema social é que ele é colocado como algo que vem de fora pras nossas vidas e pouco é pensado no sentido de como nós mesmos somos agentes diretos no processo a ser analisado. O meio ambiente interfere nas nossas vidas, nossas vidas interferem no meio ambiente, nós fazemos parte do meio ambiente não somente como receptores das conseqüências e sim como participantes ativos de tudo que acontece. Então, quando vem a pergunta "como ele interfere na sua vida?" fico com aquela sensação de que meio ambiente de um lado, população de outro e vamos esperar que alguém faça alguma coisa por ele, pela gente.

Mas enfim, isso foi só um inside, uma fuga rápida que me vez lembrar de algo que aconteceu comigo esses dias.

Em todo processo de mudança de casa, uma enxugada básica nas tralhas que acumulamos durante anos se faz necessária. E eu juntei muitas: jornais, revistas, folhetos de eleição ainda de 2004, bilhetes, contas, panfletos, algumas apostilas descartáveis, pastas velhas...ou seja, um mundo de papel que rendeu três sacolas muito grandes com material quase que implorando para ser reciclado.

E agora? Começou a lida para achar quem o faça. Aqui na cidade, tem o Projeto Recicla Conquista, da Prefeitura Municipal. Um programa interessante, mas insuficiente para a demanda. Pego o telefone e:

-Oi, eu moro no Centro e tenho aqui muito papel que pode ser reciclado. Não quero de jeito nenhum jogar fora o que pode gerar renda e ajudar na preservação do meio ambiente (eu sou uma pessoa boa, rs).

- Você pode trazer aqui no Recicla Conquista, no caminho do Shopping. (longe pra caramba).

-É, mas eu não tenho carro. Não tem como vir buscar?

- Olha, a gente pode ver um dia nessa semana ou na outra. Porque estamos sem carro suficiente pra fazer as buscas. O ideal seria trazer.

- É... mas se vir, pode ser que horas?

- Nós podemos de 9 ao meio dia e de 2 às 5.

-É, essa hora eu trabalho. Pode ser sábado?

-Infelizmente...

(...)

Aí, desliguei e fiquei de tentar de novo. Duas semanas se foram e não consegui ninguém pra ir buscar e nem carro pra levar. Joguei fora.

Quase um mês depois passei pela mesma situação. Agora, com papelão, muitas caixas de papelão dos presentes que ganhamos. O pior que dessa vez eu nem podia guardar muito tempo, então embalei tudo e sai na rua atrás daquelas famílias inteiras que saem com uma carroça “catando” material reciclável como fonte de renda depois do horário de expediente. Não achei.

Joguei no lixo com a indicação na sacola: “Reciclável” pra ver se uma alma passava antes do caminhão de lixo e levava.

A gente tenta, mas por aqui, pra nossa vida prática, ainda não é “viável” ser “ecologicamente correto”. Uma pena.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Eu sou uma eterna curiosa, a astrologia explicaria pelo meu signo, sagitário.

Por isso eu pergunto agora:



De onde Regina Duarte tirou aquele sotaque bizarro na novela Três Irmãs?

segunda-feira, setembro 15, 2008

time, my precious

Até a poeira assentar na minha vida, vou aparecer por aqui aos poucos... mas enquanto isso, vou colocar um texto incompleto. sei que se depender de tempo não termino nunca.
:)))


Sem título

Eu falo com freqüência para os meus amigos recém jornalistas que a realidade quando se sai da universidade, em especial para nossa profissão, é muito, mas muito diferente do que alguns deles que nunca trabalharam na área esperam. E isso eu digo por experiência própria de ter a formação na mesma Instituição e por conhecer um pouco desse mercado que cada vez mais caminha para o ecletismo e a convergência de funções. Esses fatos na verdade são familiares à quase todas as profissões, no entanto com o jornalismo a situação é mais crítica porque este desce as mesmas corredeiras de interesses da publicidade e, que neste rio de água nada doce da comunicação produz muito mais lucros.

A discussão é infinita e volta sempre à tona, nas universidades, entre os profissionais e nos órgãos fiscalizadores, mediadores e controladores de jornalismo, publicidade e propaganda e etc. O uso dos recursos que deveriam ser estreitamente pertencentes à área da comunicação responsável pela informação e esclarecimento dos fatos de interesse popular, de forma menos imparcial possível e etc e tal, o jornalismo, é utilizado para vender idéias, conceitos para o consumo de um produto ou prestação de serviços através de uma publicidade muito bem disfarçada, ou nem tanto. Na realidade está já subentendido que o texto jornalístico está inundado de posicionamentos, já que é impossível estar isento. Porém não é esse o ponto proponho agora.

Penso nesse instante em duas questões importantes: o preparo dos jovens jornalistas para o mercado e a lida dos jovens jornalistas no mercado cada vez mais sincrético. Isso porque nem coloco aqui a escassa importância dada à pesquisa, por parte de professores e alunos. Nesse caso, muito mais dos alunos, confesso.

Primeiro: não somos preparados para encarar a realidade e vejo que isso não é exclusivo da minha universidade. Começando pelo fato da nossa consciência critica não ser preparada para o uso prático da profissão. A falta de diálogo entre a teoria e o exercício do jornalismo, de trazer os autores para a atualidade e promover uma discussão que valha para rotina dos profissionais é um dos maiores déficits. Então, os estudantes vivem no mundo de sonhos, das objetividades, para cair bruscamente no mundo cheio de novelos, esperando fazer parte de grandes redações de jornal, produções de telejornalismo e assessorias de comunicação que irão estar de acordo com os princípios estudados durante aqueles anos.

(continua, um dia)

segunda-feira, setembro 08, 2008

Os brincos que Juliana Paes usará em seu casamento custaram 100 mil reais.
Eu preciso trabalhar 10 anos ganhando 830 reais e não gastar nenhum centavo desse dinheiro pra poder comprar esses brincos.
Fora a maioria das pessoas no Brasil que ganham um salário mínino, 415 reais... uns 20 anos de trabalho sem comer.

sexta-feira, setembro 05, 2008




Uma noite em que recebemos um banho com balde de água jogado pela janela da vizinha do bar que, além disso, ameaçou chamar a polícia.

E uma noite em que fizemos tantas rimas pornográficas que era praticamente um filme de Alexandre Frota.

Uma noite em que celebramos menos uma no mercado das pulgas das solteiras, não poderia ficar de fora deste blog.


Parabéns Gal!

Amo vc e desejo que a nova fase seja marcada por tanta baixaria e felicidade como foi esta noite.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Waldick Soriano morreu.
Um minuto de silêncio nesse blog.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Nestes tempos de mudança de casa: móveis novos=promoção=lojões de varejo.

Pela primeira vez na vida eu prestei atenção naqueles comerciais de “batidão” focando minha atenção nos produtos (e nos preços) e não na construção desesperada e agonizante que virou febre nas propagandas do gênero.

As “fortes” da região são a Insinuante, Ricardo Eletro, Lojas Maia, Eletrosom e Ponto Frio Digital. Já que eu entrei e saí muitas vezes (mas muitas meeesmo) de cada uma, me tornei quase um perito neste tipo de loja de móveis, eletro-eletrônicos, eletro-domésticos e tudo mais que você imaginar.

Por isso, fiz uma espécie de premiação avaliando diversos quesitos que considero fundamentais no ato da compra de um produto:

1 – Melhor atendimento

Lojas Maia (atendentes que sorriem, conversam e te dão todo tempo do mundo pra pensar. E se você volta pela décima vez sem decidir, eles continuam sorrindo).

2- Pior atendimento

Ricardo Eletro (quando consegui ser atendida, em qualquer uma das lojas, o atendente estava de cara fechada, era grosso e se você fazia perguntas sobre o produto eles não sabiam e nem procuravam saber. Você vai embora como se fosse uma mosca incômoda no prato de sopa).

3 – Melhor Preço e planos de pagamento

Insinuante (aqui você manda!)

4- Preços mais altos

Ponto Frio Digital

4 – Melhor disposição dos produtos (organização)

Ricardo eletro (a do Shopping, porque é do Shopping né?!)

5 – Pior disposição dos produtos

Lojas Maia (uma bagunça só)

6- Nunca tinha nada que eu queria

Eletrosom

7 – Variedade de Marcas

Insinuante

8 – Ambiente propício à compra (pensados ou não para ajudar na experiência positiva no ato da compra)

Insinuante (só por ser a que tinha mais claridade)

9- Ambientes mais degradantes

Ricardo eletro e Lojas Maia

10 – A menos compatível com a propaganda

Ricardo Eletro (que só cobre a oferta da concorrência se for a vista).

11 –Uniforme dos funcionários

Ponto Frio Digital

12 – O gerente mais disponível

Insinuante

No geral

Insinuante - foi onde compramos o que precisava pra casa.

Ricardo Eletro - só entro numa loja se eu for obrigada de alguma forma a fazer isso.

E isso tudo serve pra que mesmo?
Quase não assisto o Fantástico, mas ontem eu vi aquele Márcio Nãoseidasquantas dizendo que as profissões que vão sobrar profissionais no mercado (que construção frasal linda!) são as de Direito, Jornalismo e Psicologia.
Poxa, na minha casa tem uma jornalista e um futuro psicólogo. Que arraso.

sábado, agosto 30, 2008

O Sindicato dos Atores Esticados e Aspirados de Holywood deveria colocar uma cláusula no contrato com seus associados com a seguinte indicação:

-Evitar fazer cenas muito dramáticas com gritos, choros ou qualquer esperniação que exija um movimento maior dos músculos da face e um esforço além daquele que o botox permitir.

Meg Ryan e Nicole kidman deveriam ser as primeiras a assinar.

Quem quiser saber do que eu to falando assista "Margot e o Casamento" e "Eu e as mulheres".

sexta-feira, agosto 29, 2008

O céu de hoje.


Apesar de nublado, o céu hoje está lindo!

Imagem que capturei a poucos minutos...

quinta-feira, agosto 28, 2008

Discurso de canditado em campanha política é igual a questão de prova de vestibular. Suspeite mais daqueles que falam TODOS, NENHUM, SEMPRE OU NUNCA. Estes são sem noção.

"Todos os cidadãos terão direito à moradia"

"Nenhuma criança ficará fora da escola"

"Sempre estarei ao dispor da população"

"Nunca roubarei um centavo dos cofres públicos"

quarta-feira, agosto 27, 2008

Festival de Inverno Bahia 2008



O final de semana passado foi o do Festival de Inverno Bahia. “O maior festival de pop rock da Bahia” como, cheia de orgulho, a Rede Bahia divulga. E deve ser mesmo. Visto que acho difícil ver numa edição só de evento nomes como Nando Reis, Barão, Pato Fu, Zeca Baleiro, Biquíni Cavadão ou O Rappa, Los Hermanos, Engenheros do Hawai, Plebe Rude,Vanessa da Mata e Lenine ou Ira!, Paralamas e Lulu Santos, por exemplo.

Feito que só “alguém” com o cacife da Rede Globo tem condições de promover, pelo menos aqui no interior.

Claro que não poderia ser diferente: todo ano tem polêmica antes do Festival. Nem digo tanto pela grade de programação, afinal, quando uns choram de desgosto outros morrem de alegria com as atrações escolhidas para agitar a arena do Parque de Exposições. Mas digo pelos atrativos, o preço e, claro, a “meia entrada” para estudantes. A divulgação do Festival também fica por desejar, não em ênfase e presença, mas em coerência.

O primeiro equívoco é querer comparar as outras edições com a primeira. Nunca vai ter um ano tão bom quanto o de 2005 e não foi culpa só das atrações. Era a novidade, o clima, a experiência de receber algo extraordinário nunca antes vivido por Vitória da Conquista. O preço do passaporte foi baixíssimo, ingressos sendo distribuídos à rodo, empolgação total de todo mundo e uma pretensão comedida de querer ser realmente o maior Festival de Inverno das redondezas nordestinas. E o primeiro ano foi radical. Tinha bungee jump e similares e um tanto de outras alternativas nos stands dos parceiros. Depois foi ficando morno. Nada mais de muito arrojado (no máximo uma pista de gelo em 2007), diminuiu a presença das bandas locais e a tenda ficou meio órfã. Este ano teve uma “ponte do rio que cai” apática, uma feira de artesanato igualmente sem graça e...só.

Um ganho no ano passado foi o Espaço Gourmet, um acerto da organização. Um espaço aconchegante, elegante e delicioso no Festival para matar a fome e jogar conversa fora. Embora a disputa por um lugar fosse grande no intervalo e durante os shows mais chatos para a maioria. Este ano o perfil o Espaço Gourmet estava lá, mas não do mesmo jeito e um grande corredor de barracas de sanduíches e afins foi adicionado para os comilões de plantão. Eu não gostei, ficou com cara de Exposição Agropecuária apesar de ter sido mais fácil comprar cerveja desse jeito.

Convenhamos que o preço do Festival sempre foi justo. A polêmica sempre foi com a tal da venda para estudantes. Nos dois primeiros anos foi liberada a meia entrada sendo vendida de qualquer jeito: carteirinha de biblioteca, comprovante de matricula... No ano passado foi divulgado que não teria meia. Teve passeata e o diabo a quatro e liberaram com o comprovante. Este ano teve uma reunião com representantes de estudantes, a UNE e a TV Sudoeste (como assim foi passado de boca-a-boca, algo que não posso afirmar por não ter fontes seguras), na qual ficou decidido que só iria vendar meia com a carteirinha dos órgãos estudantis. Convenientemente tinha um guichê da UBES quase em frente ao stand do Festival, o que facilitou a vida de todo mundo, mas que não deixa de comprovar a, vamos dizer assim de uma maneira bem pejorativa e clichê, “máfia”. E esses representantes que ninguém sabe quem são? O “movimento estudantil” só aparece nesses momentos de defender a meia entrada e reivindicar contra o aumento da passagem de ônibus. Claramente politicagem de todos os lados, os estudantes apáticos foram levados de um lado para o outro como marionetes. Falta também saber exigir transparência nas decisões.
Depois de vais e vens, o que sempre me deixou indignada é que depois de tantas “brigas”, na entrada do Festival nunca exigiram nenhum documento meu, como aterrorizaram dizendo que o nome estaria gravado no ingresso, sendo este intransferível.

Deixando de lado essa questão, em 2008 a segurança estava bem melhor que no ano passado em que as pessoas eram assaltadas no ritmo do resultado da Tele Sena. Talvez fosse resultado do “controle” da venda de ingressos, sei lá. Mas estava tudo bem tranqüilo. Tranqüila não foi a fila para entrar no primeiro dia. CINQUENTA MINUTOS pra entrar, passar para ser revistado por um bando de inexperientes, fazendo um trabalho de tapeação. Nos outros dias, furamos fila mesmo e entramos em cinco minutos. Feio é mesmo, mas tava fazendo papel de otária naquele um quilômetro de fila.

Agora vamos aos shows.

1º Dia - sexta-feira

O Circulo na tenda eletrônica.

O mesmo show que eles fizeram aqui pouco tempo atrás. Bastante animado, o clima intimista. Poderia até estar no palco principal no lugar de Simone Sampaio.

Luíza Possi

Não vi inteiro e o que eu vi eu não cheguei a achar ruim, mas sem graça. Também não conhecia nenhuma música dela, ai ficou difícil... Mas se ajuda, achei-a bem bonita...

Capital Inicial

Todo mundo reclama que o cara só fala palavrão... Dinho sempre foi assim, um drogado naturalmente. Eu sou fã dele, da banda. O show realmente deixou a desejar. Foi mais curto que os outros, faltaram os clássicos que todo mundo gosta de ouvir, como Veraneio Vascaína e Música Urbana e acho mesmo que não um dos melhores dias da banda. E acabando o show ficou uma frustração geral no ar, mas deu pra pular até.

Arnaldo Antunes

Deve-se respeitar o cara, pelas composições, pela história.... Mas a voz dele é chata (o que a gente já sabia), o show um tédio para se assistir em pé, bêbado e na multidão. Só pra quem é fã mesmo.

2º Dia

Perdi Café com Blues

Maria Rita



UMA MUSA. Animada, elegante, linda e com a voz perfeita durante todo o show. Pode ser papo de fã, mas o show foi fantástico. Onde eu estava senti que estava sozinha sambando, dançando.... depois me contaram que em outro lugar tinham gays e mulheres descendo até o chão e chorando. Eu estava no lugar errado.

Frejat

Ah Frejat... você e sua garrafa de “visky”.... Nunca canso desse cara, mesmo com as rimas mais ridículas da carreira solo Frejat é sempre Frejat. Um ponto a menos para as caixas de som que pifaram do lado direito do palco, durante umas 5 músicas não deu pra escutar nada!
Simone Sampaio - Não vi.

3º dia

Dado Villa lobos



O que eu ouvi de Dado anteriormente não me convenceu da carreira solo dele. Tem umas musiquinhas legais e só. Como era de se imaginar, o que animou foram as músicas da Legião. Mas ele é bem simpático e eu gostei mais do show do que imaginava. Não foi tedioso, como o de Leoni e Arnaldo Antunes, por exemplo, outros ex-bandas dos anos 80.



Pitty

Eu esperava muito por esse show. Gosto da Pitty e ela sempre foi figurinha carimbada no meu mp4. O show foi loucura porque ela tem fãs insanos e eu claro... lá na frente...
Foi uma apresentação legal... quando a gente gosta muito da banda fica difícil falar mal, a não ser que seja mesmo algo terrível. Por exemplo, nem tinha percebido que ela mal falou com o público, cantou e saiu. Mas como foi com Los Hermanos, nem reparei nisso. Deveria, porque acho presença de palco essencial.


Jota Quest

Tenho a sensação que o show do Jota Quest só não perde no quesito animação geral para Biquíni Cavadão. Foi lindo todo mundo pulando, um show eletrizante, igual a todos que eu já vi, mas animadíssimo. Fechou bem o Festival.



Uma observação: não entendi porque a TV Sudoeste falou de todos os shows menos do Café com Blues e os da Tenda. Sabotando a própria tentativa de promoção dos artistas locais ou eles não interessam muito agora?

Entre nenhum morto e nem ferido, foi divertido. Melhor que o de 2007, não tão bom quanto o de 2006. 2005 não tem comparação.

; )
Obs: fotos e vídeos feitos por mim. nos dois vídeos eu estava sendo levada por uma galera pulando... e eu no bolo... por isso que estão assim...

terça-feira, agosto 26, 2008

Mudanças e muito trabalho tomam tempo. E falta dele impede que eu escreva por aqui até mesmo as asneiras mais breves. Mas agora que tudo está assentando, volto aos poucos.
Sei que o meu retorno está sendo ovacionado. Calma, calma, gente...

: )

terça-feira, agosto 12, 2008

Minha mais nova mania é participar dos concursos do Flickr - Br.

Apesar de ser uma concorrência quase desleal porque a maioria dos fotógrafos usam máquinas mega power invejáveis de controles mil, eu entro com a cara e a coragem com minha "amada digital" e apelo para originalidade e pelo o que ela tem de melhor para me oferecer (que são muitos atributos, diga-se de passagem).
Nesta quinzena a temática é "macro" e no meio de muitas fotos belas de flores, folhas e insetos eu participo com uma foto do meu penduricalho oriental:



Aproveito e coloco outra que ganhou muitos elogios. ; ) Temática "movimento". To ficando tão fanática que nem pedalando eu paro.












segunda-feira, agosto 11, 2008

Pós em Comunicação e Mkt. Empresarial.


Acabou-se o que era doce... e foi amargo algumas poucas vezes...
Doce pelos amigos, pelos excepcionais professores, pelos momentos de diversão (durante e depois das aulas) e pela experiência de aprender coisas novas e valiosas que se não forem usadas na vida profissional ou pessoal, serve ao menos para me gabar (hahaha) de saber algo a mais. O que pra mim, as duas opções são válidas.
Amargo às vezes por ter que vencer o sono, o cansaço do trabalho nas trinta horas por mês ,durante um ano e uns 3 meses, concentradas em uma noite, uma tarde e uma noite e uma manhã e uma tarde.

Valeu o dinheiro aplicado, valeu as amizades feitas (e outros reencontros), valeu as skóis no Estação Art e valeu por ter me transformado em uma profissional que vale uns reais a mais no mercado de trabalho.

Agora é a monografia. Que venha a pesquisa!
Na foto, começando de cima:

Cris Santana, Cris Ataide, Evelly, Mara, Anderson, Rivael, Fabiana e Túlio. Sara, Radamés, Priscila, Daniesley, Rita, eu, Tchaquelliny, Monik, Grace, Luanda, Isabela, Fabrícia e Lucinéia. Graziele, Melchi, Patrício, Lucio, Murilo, Luiz e Alexandrino.

terça-feira, agosto 05, 2008

humpt

Tem dias que não tem jeito. Você acorda com pensamento positivo: hoje nada vai me tirar do sério. Nada vai perturbar minha alegria e meu dia vai ser como o de Truman em seu show, tudo correndo bem de acordo com os conformes e as leis de um dia bom, sendo surpreendida vez em quando por uma boa notícia, um elogio ao meu trabalho ou um quilo a menos na balança ou, bastaria, na aparência.

Mas aí, tenho que correr, de salto alto, que andar pra mim já é uma tarefa olímpica, atrás de um cachorro rua acima que escapou quando saia de casa.

Chego na agência com cheiro de cachorro e recebo a bela notícia que o cliente reprovou a campanha porque fulano de tal viu um outdoor em São Paulo e achou a idéia (dos outros) melhor.

Malditos animais domésticos e maldita mente provinciana que acha mesmo que tudo que tem na capital é melhor do que no interior.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Avante verdão!



Sem goleiro estrela, sem ficar 4 semanas liderando, sem goleada e perdendo pênalti. Mas vamos subindo...

domingo, agosto 03, 2008

O tempo que resta etc e tal.

O Tempo que Resta possui a sensibilidade peculiar semelhante à quase todos os filmes franceses que tenho visto ultimamente. Não muitos, alguns, ou um por semana pelo menos, porque fiquei mesmo obcecada por eles. São tão doces, delicados e engraçados na maneira mais singela de ser engraçado. E inteligentes. E elegantes. Ainda tenho uma lista deles para ver.

Mas então, vi O Tempo que Resta, de François Ozon, a história de Romain, um jovem fotógrafo com um câncer terminal que opta por viver os últimos momentos de sua vida de uma forma incomum (que eu não vou contar qual é). A gente vai vivendo esse tempo que resta com ele, se perguntando: e se fosse eu, o que faria? Mas não tem desespero, daqueles com cenas grandiosas de dramalhões que te deixam pra baixo o resto da semana. E na verdade a gente fica esperando que ele faça tudo que ele deve fazer antes de morrer, mas a vida não é assim... a morte não espera. E o desespero se transforma em nostalgia agonizante e acaba desse jeito, como um pôr do sol com o chegar da noite, simples e lindo.

Romain é gay. Ele tem um parceiro e tem também cenas quentes de sexo. Logo depois, assisti Clube de leitura de Jane Austen, e também tinha um casal de lésbicas. E tantos outros filmes agora tem casais homossexuais. Assim como a nossa sociedade estúpida tem aceitado os gays na mesma proporção que esses casais tem saído do armário, e vice-versa, os cineastas têm utilizado a homossexualidade (corrigida por Jarbas! valeu!) em suas histórias.

No entanto, as vezes eu fico achando que não passa de uma exploração ao tema quando o fato de ser gay aparece como fator de superação do personagem. Em O tempo que Resta e o Clube de Leitura não tem muito isso, não chega a ser uma temática, o parceiro de Romain poderia muito bem ser uma mulher que não iria alterar nada na trama, é normal o fato de ser gay. Fico receosa da homossexualidade se transformar em uma espécie de cota e o tema ser ainda mais banalizado. Tema que inclusive por engano ainda é tratado como algo da minoria. Culpa da nossa sociedade estúpida (que está progredindo, ou não?) e de alguns próprios gays que se acham tão diferentes que são incapazes de ver com naturalidade o fato de gostarem do mesmo sexo.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Bééé....

Já tive muitos vizinhos estranhos, mas este superou todos eles.
O som do nosso novo despertador: béééé....

Não, não moro numa roça, apenas tenho como principal vista um terreno baldio.
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quinta-feira, julho 31, 2008

Sambadinha para vereador de Vitória da Conquista.

Que terno e gravata não garante nada, isso aí a gente já sabe na teoria, na prática e de qualquer outra maneira ou até de todas as maneiras. Mas ao deparar com essa maravilha das campanhas eleitorais, eu penso: " jesus maria josé, em que bagunça vivemos". E que engraçado ( na verdade é triste mas ao receber meu salário hoje minha cota de tristeza foi gasta em questão de segundos) é ver um cantor de pagode, daqueles que rebolam em cima palco com calça branca estilo olhaopsiricodopovão sam-ba-di-nha fazendo cara de sensual para milhares de periguetes que inflam seu ego gritando "gostoso", se candidatando a vereador. Será que ele tem alguma noção do que se faz nessa nova profissão? Vou tentar uma entrevista exclusiva para o Vinte e Poucos Anos. Como diria minha amiga Leiliane, essa é a prova da evolução na política. Quando você menos espera, olha aí mais um candidato engajado socialmente de maneira tão peculiar e engrandecedora.

Repare no slogan super original


Muito obrigada Talita que após ter dividido duas deliciosas cervejas quase quentes num rápido happy hour me mostrou o cartaz na rua e ainda vimos que ao lado da propaganda de sua candidatura nosso candidato tem um cartaz divulgando um show marcado na Quinta Sem Lei. Olha só o estilo sam-ba-di-nha. Tá vendo?



Repare também que quem colou o cartaz acha mesmo que ele deveria permanecer no ramo da música, colou em cima do cartaz da candidatura...

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Eu quero entender porque falam tão mal da Veja. É uma revista tão cheia de anúncios sensacionais. Primeiro eu folheio olhando os anúncios, depois eu volto tudo e leio um por um.
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quarta-feira, julho 30, 2008




Vou voltar à leitura, já que me disseram que no meio do livro fica mais engraçado. Ou teria sido papo de nerd?
- Vamos atravessar na faixa.

- Que porra de faixa, já to aqui e não vou voltar, sou brasileiro...

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Minha conexão hoje está perfeita para baixar música!
Alguém me sugere alguma coisa legal?

Já baixei agora de manhã Metric,Cascadura, Forgotten Boys, The Go go's, Frejat e a trilha sonora de Juno.

terça-feira, julho 29, 2008

Se uma vida vive ou se uma vida morre em um segundo, imagina em 5 minutos o que pode acontecer....

Sonho Meu também...



Eu estava até gostando do comercial Sonho Meu, da Skol. Agora, eu vi como é tão machista quanto os outros todos de cerveja.
Por que as mulheres não podem ter o sonho da geladeira da Skol própria? Por que o papel delas só é dançar semi nuas nos bares? Por que elas sempre aparecem como intolerantes, emburradas e nervosas enquanto os homens estão ralaxados bebendo?
Não gosto de dar uma de feminista, mas poxa, eu mandei umas 15 frases!
Humpf!

sábado, julho 26, 2008

Elétrica Sol, uma empresa cidadã?


Dizer que é cidadã é fácil.
Ser cidadã de verdade e ter o mínino de responsabilidade ambiental é muito difícil.

Atitude incoerente com o discurso e péssima pra própria imagem da empresa, além do desperdício de energia com várias lâmpadas acessas todos os dias, durante todo expediente (o que pra mim não tem justificativa).

quinta-feira, julho 24, 2008

CSS - Donkey.



Não entendo porque tantas críticas negativas quanto ao segundo trabalho do CSS. Eu gostei. Divertido como o primeiro, porém menos bobo. Mais maduro e dançante como sempre. Just fun.




quarta-feira, julho 23, 2008

Como eu já escrevi em algum lugar: todo mundo vai ver Cavaleiro das Trevas, menos um grupo exigente de cinéfilos do qual eu faço parte. Não digo que seja exatamente uma exigência, que fica parecendo coisa de gente chata. Mas é pedir demais que de vez quando o Moviecom traga um filme "grande" sem ser dublado?

Cavaleiro das Trevas só em dezembro em dvd. Vem junto com papai noel.

terça-feira, julho 22, 2008

Selo Dardos.


O Vinte e Poucos Anos foi escolhido numa lista de quinze blogs para receber o Selo Dardos pelo o Hoje eu Vou Assim OFF!

Ai ai, to cheia de moral mesmo....fico feliz por ter sido incluída num bolo de blogs legais mesmo a gente se conhecendo há pouco tempo. Muito massa.

Seguem as regras do Prêmio Dardos e os meus escolhidos:
1. Aceitar exibir a distinta imagem.
2.Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o Prêmio Dardos.”
- Ad(dicted), do Bruno.
- Cinefilia.com, de Hélio.
- Vou te contar, o Jarbas.
- Moviola Digital, do Rafael.
- Tédio Criativo, de Luiz.
- Miss Ceará, grupo.
- Hoje eu vou assim, Cristina.
- Palavras, de Shirley.
- A hora do arroto, de Shirley, Sheila e Carla.
- Muda o disco, Emi.
- Zapping News, do Alberto.
- Blog da Mostra Cinema Conquista, grupo. Espero que volte esse ano!!!
- Ondas de um verde mar, Talita. (Precisando atualizar!!!)
- Porra Bicho!, João, Jaque e Romana.(Precisando atualizar!!!)
- Hoje eu Vou Assim Off, Claaaarrrrooo!
; )

Apenas um civil

Essa foto "roubei" do blog Metara Comunicação. A camisa foi idéia de uma galera de Belo Horizonte.



Eu sempre brinco com um amigo no Rio: ande com uma placa na mão escrito "Por favor, sou apenas um civil". Brincadeira sem graça, eu sei.



Mas parece que teremos que fazer camisitas com nome de várias cidades do Brasil. Os erros das policias começaram a aperecer todos os dias, ontem no Maranhão, antes de ontem em Curitiba, sábado um rico, domingo um pobre. Mas ninguém se toca que na verdade esses tipos de assassinato sempre existiram e vão ser esquecidos em breve. Nossos interesses, assim como os da imprensa, são efêmeros. Ao que parece, nossas vidas também.

segunda-feira, julho 21, 2008

VPA Acadêmico.

Meu blog foi objeto de estudo em uma monografia!
O autor é meu amigo Dannillo que se forma agora em agosto em Jornalismo na UESB, portanto, eternamente meu calouro. : ))

O tema é: Blogs pessoais: a representação do eu na vida cibernética.

Se eu conseguir ver a apresentação dele coloco aqui o resumo dos resultados desse estudo.

Boa apresentação Dan e parabéns.

mania de crianças

Eu já fui chamada de insensível algumas vezes. Mas não tem nada a ver. Só queria entender qual a graça de achar que criança é sempre linda, engraçada, fofa, legal... e ter que usar imagem de um pentelho pra tudo que é maravilhoso nesse mundo. Se não é criança é bicho de estimação: espécies diferentes que fazem lambanças semelhantes. Eu gosto de crianças, só não as idolatro.


sexta-feira, julho 18, 2008

Informe Publicitário II

Procura-se emprego em campanha política para vídeo (apresentação, roteiro, texto ou direção), rádio, produção de texto, criações em geral e animação em festa para eleitorado. Só não seguro bandeira em semáforo e nem roubo.
Experiência: Jornalista jovem com gás, garra e coragem com experiência no mercado de 4 anos.
Se você é um candidato perdido neste blog, deixe um comentário ou o e-mail que eu envio o currículo com portfolio.

E por favor, tenha verba, porque de graça só rola o voto.

HVAO



Semana complicada. Mas entre alegrias e tristezas estou eu de novo no Hoje eu Vou Assim Off que, inclusive, está de cara nova.


Se a vida tá difícil, vamos ler um livro, ver um filme e enaltecer a beleza da vaidade.




quinta-feira, julho 17, 2008

Família Soprano.


A série merece um post maior, ao mesmo tempo em que nenhuma palavra é capaz de definir o que muitos dizem ser a melhor série de todos os tempos. E com razão. Família Soprano, sem sombra de dúvidas, foi a coisa mais inteligente e envolvente que eu já vi na minha vida.

Não me lembro de ter pensando diferente em algum dos 86 episódios das 6 temporadas. Mais de 8 meses assistindo a história de Tony Soprano e sua família da máfia italiana em New Jersey e os dramas de sua família dentro de casa. A relação entre os dois mundos, a linha tênue que os separa e a difícil e catastrófica tarefa de ser dois em um. O primeiro mafioso a freqüentar terapia e enfrentar os monstros que o acompanha desde sempre.

Personagens construídos com honestidade, cenas cheias de referências escondidas e simbolismos (muitos que devem ter passado despercebidos), emocionante e crua. Além de “bem amarrado”, quase nada se perde em Família Soprano e nada parece ser de graça, não é só entretenimento.

É uma série, claro, pra quem tem humor fino (me desculpem a vaidade) e negro, pois a graça muitas vezes está num olhar, num gesto e em cenas de carnificina. Tudo isso, porque se pega amor incondicional ou ódio mortal dos personagens, que se tornam íntimos ou completamente estranhos de uma hora pra outra. Não tem como assistir “de fora”, os sentimentos são reais.



Tony, com o charuto e a piscina - símbolos importantes.


Uma vez um amigo me perguntou o porquê de tudo ser resolvido com um assassinato ou briga (o que não é bem assim, essa visão simplória). Família Soprano não pretende mostrar um mundo utópico, cheio de idealismos. É um mundo onde o ser humano pode ser afável e desprezível ao mesmo tempo, onde não existem democracias e nem fantasias. Esse nosso mundo, o meu, o seu, só que cada um em sua realidade. O único devaneio permitido é aquele inevitável depois de cada episódio: a série é construída para pensar, pensar em nós, nos nossos instintos, impulsos, no animal que existe dentro de cada um. Sem lições de moral. A margem deixada para interpretações é o que mais fascina, é a beleza de instigar o espectador a chegar a alguma conclusão diante dos elementos usados, da construção dos diálogos, das seqüências, dos movimentos de câmera. Algo tenso, de tirar meu sono, me fazer gargalhar sempre e chorar compulsivamente algumas vezes.

Família Soprano ainda faz críticas ao estilo de vida que levamos hoje, sem parecer crítica, sem ser chata e apelativa. Mas o enfoque é mesmo naquilo que somos, em termos psicológicos, humanos, como isso influi no social e vice-versa. Uma via de mão dupla, um problema que não se sabe de onde surgiu e nem onde vai parar. Um lugar onde a justiça é feita com as próprias mãos, no olho por olho e também onde as injustiças são muito mais comuns.

Senti amor e ódio verdadeiro por todos os personagens muitas vezes, por isso a experiência de Família Soprano é inesquecível. E o que é melhor, sem um final clichê e conveniente. Algo para se entregar, se optar por assistir.

Obrigada à Hélio, por me incentivar a ver coisas legais, sempre.

quarta-feira, julho 16, 2008

Eu poderia falar sobre a crise da PM em todo Brasil.
Mas ela sempre existiu e é um assunto muito chato.
Por isso esse país não vai pra frente.

terça-feira, julho 15, 2008

Toda semana, "minha foto da semana".


Esta é a primeira.

Legenda: De castigo.




segunda-feira, julho 14, 2008

Tirando a poeira


Ultimamente tenho baixado muitos álbuns na internet. Músicas de bandas velhas amigas da vida e novos conhecimentos sonoros que uma boa conexão nos permite. Muita polêmica foi e voltou nessa questão de baixar de graça o que você deveria comprar e prestigiar respeitando os direitos autorais etc e tal. Hoje, agora, nesse exato momento, as coisas mudaram... já não é mais um assunto cheio de controvérsia e os empresários enxergam a WWW como uma nova e eficiente ferramenta de difundir ideais e ganhar dinheiro.
O fato é que sábado, aquele dia da faxina, abri uma caixa cheia de CDs que eu amo. E pensei: “quando eu esqueci isso aqui?” Tudo muda tão rápido... A transição do CD para as músicas em mp3 foi coisa The Flash, poucos anos e estamos nós aqui vivendo com um aparelho não sei quantas vezes menor que um discman na bolsa, servindo ainda como transporte de arquivos diversos.

Quando peguei meus CDs, lembrei de como era antes deles. Um real pra quem era mais apaixonada pelo walkman do que eu! Fitas e fitas da Legião Urbana... fita embolando, mofando, pilha acabando rápido, não podia passar a música... E isso só tem o que? 15, 12 anos? Agora se eu quero uma música, em 2, no máximo, 5 minutos, eu baixo, escuto mil vezes se eu quiser. Naquele tempo, eu esperava minhas férias, pra quando eu ia pra São Paulo, ficava grudada no aparelho de rádio esperando a música tocar na 89FM (A Rádio Rock, Joe não mais tanto) pra apertar o REC. E tinha que ficar o ano inteiro com aquela mesma fita...Isso se ela não estragasse no meio do ano e meu pai tinha que enviar pelo correio uma nova gravação de músicas que nem pensavam em tocar no interior da Bahia.

Ô como era divertido.... Hoje é mais...

;)
Foto: Tirando a poeira.

sexta-feira, julho 11, 2008

Será possível?


Acreditem, este jornal de Itabuna colocou a foto do ator Daniel Dantas junto com Celso e Naji.
Do ator, minha gente!!!! Tá difícil acreditar...

Cine Mostra Jornalismo


Ontem Cristiano me perguntou: "Seja sincera, o que você está achando do evento?"
O evento é o Cine Mostra Jornalismo, composto por palestras, oficinas e mini-cursos sobre a fotografia em abordagens distintas. A insegurança dele era porque este é o primeiro evento realizado pelo novo Centro Acadêmico do curso de Jornalismo da Uesb, de onde vem minha formação. Não podia ter uma opnião geral sobre a Mostra, pois participei apenas de uma oficina e um mini-curso, mas disse a ele que qualquer tipo de iniciativa era válida no sentido de incrementar nossa grade, que é deficiente em muitos aspectos, em especial na área de fotografia.

(foto: Mini - curso Imaginação Criativa e Fotografia, com Pedro Ivo).

Disse que fiquei feliz por poder participar e por saber que aquilo estava aberto para qualquer pessoa, e que independente do rendimento dos cursos a iniciativa merece reconhecimento (principalmente quando se sabe que o Colegiado pouco ajuda e que todas as responsabilidades são por conta dos alunos).

Falando em Colegiado, muitos alunos não puderam estar em alguns momentos do evento porque estavam em aula. Algumas coisas nunca mudam. Mas é um tanto motivador saber que tem aluno que ainda está disposto a trazer algo a mais para o currículo dos aspirantes a jornalistas, e também àqueles que deixaram os corredores da universidade mas que fazem questão de retornar em oportunidades diversas.



Então, pra quem organizou o evento, espero que as dificuldades sejam motivadoras de mais "espaços" como esse. E que sempre convidem os veteranos!




Oficina Fotografia Publicitária - com Aline Mororó.

quinta-feira, julho 10, 2008

Passou um, passou dois...

Toda vez que a inspiração falta, o Google se apresenta como um recurso eficaz. Graaande Google... o que seria da gente, que vive da criatividade todo dia, se não fosse o Google?

Hoje procurando sinônimos para “ônibus” nas diversas regiões do país, achei a letra de uma música “Ponto de ônibus” (que não era a música de Ultraje a Rigor, que eu gosto muito). O achado é de uma banda do sul chamada Banda Real do Paraná. Achei o clipe que é tão sem noção quanto a letra. Vale a pena ver de tão hilário.

PS: Reparem como os integrantes da banda são engraçados naturalmente.

terça-feira, julho 08, 2008

Jornalismo Indigesto

A gente chega em casa, cansada...tá frio demais... toma um banho, faz uma sopa, senta pra comer, pega o jornal e a revista, liga a TV e tira aquele "momento informação" depois de um dia cheio.

Enquanto saboreio a prática e sempre conveniente Vono, na Record News as seguintes notícias quentinhas, diretamente do inferno:

- Aluna de um colégio público próximo à Brasília é espacanda por colega em frente ao cólegio. VEJA AS IMAGENS FILMADAS POR UM CELULAR DA MENINA TENDO UMA CONVULSÃO.

- Rapaz é espacando por mais de 5 rapazes em frente a uma boate. VEJA AS IMAGENS DA CAMÊRA DE SGURANÇA DA BOATE. Olha as marcas da violência (foco no rosto do cara massacrado no hospital e a pobre da mãe dando comida)

- Mulher leva tiro de ex-marido. ELA CHORA PELAS MARCAS DO ATO.

- CENAS DE ESPANCAMENTO NO AFEGANISTÃO...

Enjoei, larguei a sopa e desliguei a televisão.

segunda-feira, julho 07, 2008

Informe Publicitário


O Vinte e Poucos Anos informa que a sua autora, além desse espaço de leitura, possui um cantinho no Flickr com suas fotos e outro no youtube com seus vídeos pessoais e aqueles que em trabalhou para colocar o café na mesa e ser mais feliz nesse mundo. Sempre estarão lincados na lateral deste blog. Visitem de vez em quando.

Uma das fotos que estão no Flickr






Um dos vídeos de trabalho:

Agradecimento.


Há!
Eu super participei do Hoje eu vou assim OFF e nem agradeci!
Olha aí eu: http://hojevouassimoff.blogspot.com/2008/07/looks-da-semana-hoje-vou-assim-off.html

Ainda bem que Luiz e minha irmã Paula me chamaram atenção!


Valeu meninas, adorei!

domingo, julho 06, 2008

Bem vindo ao clube.

Ontem eu vi na TV o comercial da Nextel com Cacá Bueno, produzido pela agência Loducca. A Nextel é patricinadora da Stock Car.
Minha primeira impressão foi péssima, Cacá Bueno anda em uma pista de corrida falando: "Você já se pôs no meu lugar? Fica ouvindo por ai que só tá onde tá por causa do seu pai, se bobiar até você já pensou assim..." Eu achei um tanto quanto desaforado, mesmo fazendo a ligação com o mote da Nextel no final: "Nextel é inteligente, ilimitado é direto e pode ser pra você..." Mas como em uma única experiência com o filme eu só cheguei a uma conclusão superficial como essa, fui procurar o comercial no youtube pra ver de novo.



O que eu acho o máximo do youtube é a facilidade de procurar um único comercial e através dele encontrar toda a campanha.


Desde muito a Nextel está com essa campanha chamada "Bem-vida ao Clube". Nela, pessoas sempre caminhando em uma estrada vazia, falam sobre como sua vida poderia ter dado errado ou como não tinham moral e nem perspectivas para ser o que são hoje e mesmo assim venceram, acreditaram em seu próprio potencial. Mais ou menos isso. Aí, achei um comercial com Camilla Morgado e outros empresários. Os textos são muito mais interessantes do que eu o de Cacá Bueno, e depois eu até comecei a ver o comercial com mais simpatia.

Achei também o vídeo de Making of e descobri que o diretor dos comerciais é Fernando Meireles... confirmando a suspeita de que por trás daquilo teria mesmo um cineasta por causa da fotografia, dos ângulos e da forma natural e bonita como tudo acontece. Meireles fala sobre coisas interessantes sobre a campanha, mas o que eu achei engraçado mesmo foi ele dizendo que aquele produção ali era simples... lembrei da minha realidade no ramo da publicidade do interior da Bahia... aquilo pra mim seria uma produção de Hollywwod. Ô inveja.

Me chamou a atenção o fato dos "personagens" estarem vestidos com roupas com a cor na mesma totalidade das cores da estrada...como se eles fizessem o próprio caminho e que o caminho fosse feito deles, a pessoa segue o rumo daquilo que ela acredita.

O de Camila Morgado:



E esse foi o que eu mais gostei:




Uma boa descoberta, mesmo com alguns meses de atraso.

sexta-feira, julho 04, 2008

WALL-E.

É ruim estar sozinho no mundo.


Mesmo eternamente de mal com o Moviecom por cometer o disparate de só passar filme dublado, fomos assistir Wall-E, o novo filme da Pixar-Disney. O bom de você entrar na sala de cinema sem nem saber do que se trata o filme é porque você pode se surpreender muito. Foi o caso dessa animação, que eu sequer sabia que era a história de um robô, único sobrevivente do planeta Terra, destruído pelas ações do próprio homem. Isso te lembra alguma coisa?

Claro, você pode até não agüentar mais ouvir sobre aquecimento global, degradação do meio ambiente e o conseqüente fim do mundo. Mas Wall- E aborda o assunto com muita criatividade, bom humor sem, é claro, esquecer os discursos sobre o compromisso de cada um, da importância da sustentabilidade e educação das novas gerações voltada para a formação de uma consciência ambiental. É um filme político, com referências sociais interessantes e pertinentes.

Mas, acima de tudo Wall-E é uma história de amor, entre o próprio e Eva, a robô mais fofa de todo universo. A paixão singela e inocente dos dois se torna ainda mais irresistível com as expressões humanas (de olhares, gestos) que compõem os personagens. Tudo muito engraçado de forma sutil e emocionante. Nunca achei que iria chorar vendo dois robôs morrendo de amores um pelo outro. Coisas que só a Pixar pode fazer: animação com sensibilidade, bom humor e inteligência. O filme tem poucos diálogos, quase não tem problemas ver dublado.

A bravinha Eva.

Os seres humanos aparecem no filme e Wall- E traz uma crítica sobre a desumanização das relações, consequente do desenvolvimento tecnológico, da mecanização e virtualização da comunicação . As alusões são interessantes, como a descoberta do fogo, o atrofiamento dos músculos do corpo humano, cada vez mais sedentário, o egocentrismo e a ausência de coletividade num mundo onde as máquinas operam por nós diminuindo o contato físico entre as pessoas. É fato, nós desaprendemos (ou nunca aprendemos) a viver em sociedade, e depois das diretrizes do capitalismo, a sociedade em rede e a desterritorialização em progressivo crescimento, as coisas tendem a piorar. Nos créditos finais, e é bom ficar pra conferir, aparecem os personagens do filme em pinturas rupestres, lembrando a humanidade nos tempos da caverna, o que confirma a regressão do desenvolvimento humano. Numa interpretação mais "viajada" lembra o Mito da Caverna de Platão.


Que não viu ainda, fica a dica. Um filme para reflexão e diversão. Até os mais brutos vão se derreter com Wall-E.

quarta-feira, julho 02, 2008


A torcida do Fluminense que saiu daqui de Conquista fez uma festa em frente o prédio que eu trabalho. Até a Globo apareceu pra conferir a bagunça dos mais de 40 fluminenses que sairam de ônibus pro Rio ontem a tarde.

terça-feira, julho 01, 2008

Com que roupa eu vou?

Ela está por todos os lugares. Depois que eu descobri o Hoje eu vou assim, a autora do blog, Cristiana Guerra, me persegue. Abre um site, olha ela, abro uma revista, de novo. Não é pra menos, a mineira foi muito original criando um espaço em que todos os dias ele exibe pela Meca virtual suas combinações estilosas e com muita personalidade. Antenada na moda e como eu só posso julgar pelo simulacro, muito simpática, ela conquistou muitas pessoas de todos os lugares desse Brasil com suas fotos e dicas que cotidianamente inspiram muitos de nós que odeiam sair para trabalhar com a mesma “cara” todo santo dia.

Cristiana (foto raptada do Hoje eu Vou assim)


Seguidores é que não falta, é só dar uma bisbilhotada nos comentários dos posts do Hoje eu vou assim. Além disso, como a armário de Cristiana é construído por roupas de grifes que custam os olhos da cara para a maioria de nós mortais, um grupo de meninas muito espertas, criaram o Hoje eu Vou assim Off (ou Hoje eu vou assim (pras pobres)). Uma opção para quem não tem muita grana, como eu, mas que gosta de sair bem arrumada para encarar o dia cheio de trabalho.


Ana, umas das meninas do HVA OFF


Cristiana explora muitas possibilidades. Tem o bazar on line “Filet para quem é mignon” que ela vende as próprias roupas e está conectada com vários outros sites e links que promovem o blog dela e que ela promove as marcas, numa recíproca de divulgação de estilos, tendências e essas outras coisas da moda.

Eu entendo e me envolvo pouco com moda, gosto de analisar os estilos de forma mais crítica como uma forma de manifestação de um tempo vivido. Mas de bom gosto eu entendo, e por isso visito o HVA e o HVA OFF sempre em busca de inspirações. Claro que tem combinações não rolam com "moizinho" (questão de gosto), mas consegui resgatar muitas peças graças ao exemplos dos blogs. Já estão nos meus favoritos.