terça-feira, outubro 30, 2007
Lista para tapear.
5 coisas que eu mais odeio na internet:
1- Correntes e e-mails com mensagens pretendem ser comoventes. Não tem coisa mais ridícula que “Veja que lindo”, “Pense nisso”, “A morte de Jesus”, “Pra você (vale a pena)”, “Amigo é...”. Não leio nenhum, nem sequer abro e estou com uma vontade enorme de mandar um e-mail para todos aqueles que enchem minha caixa dizendo que aquilo tudo é idiotice.
2- Pop-up com a opção “fechar” difícil de achar. Ô coisa desagradável ficar que nem louca “onde eu fecho isso?”.
3- Quando a conexão cai quase no fim da transmissão daquele arquivo importantíssimo.
4- O site para registro de obras da Ancine. Aquilo sim é um teste de paciência.
5- Limite de 30 segundos em algumas músicas da Rádio Terra. Sim, eu ainda vou lá escutar músicas quando as minhas estão “desgastadas”.
sexta-feira, outubro 26, 2007
quinta-feira, outubro 25, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
Bactérias chocólatras
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/bacterias_chocolatras.html
To cheia dessas bactérias.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Errado por linhas retas
Dizem que religião não se discute. Acho discutível esse... como posso dizer... chavão.
O dia hoje foi da Igreja Católica representada pelo “Império Canção Nova de Televisão”.
Por um acidente de percurso, lá estava eu assistindo ao programa “Escola da Fé”. Um coroinha (coroa no diminutivo) falando sobre a Cultura Bizantina. Até aí nada que me chamasse atenção de verdade, tirando o fato dele repetir, repetir, repetir “berço da religião, da cultura, Império Bizantino, deuses, séculos passados” e mais um tanto de palavras-chave soltas sem nunhuma retórica lógica.
No bloco seguinte era a vez das perguntas de carta ou e-mail serem respondidas.
Uma católica, provavelmente adolescente ou mãe de uma, perguntou se piercing era pecado. O coroinha responde: “não, não é. Antigamente usavam as argolas para culto aos deuses, para ritos. Mas hoje... Quer dizer, eu fui a um dermatologista que diz que o piercing não é indicado porque pode (...) causar doenças sérias! Ele contou um caso de uma menina que tinha um piercing na língua e o cabelo dela começou a cair, quando ela tirou o piercing o cabelo voltou a crescer! A mesma coisa com a tatuagem, não é pecado ter tatuagem, mas ela começou a ser usada para homenagear os deuses pagãos e se você colocar uma pra tirar é um processo a laser e dói muito, além de ser caríssimo”. Não é tudo mentira, mas a voz possuia um ar de terrorismo assustadoramente dissimulado.
Pergunta seguinte: “pode comungar sem estar casado na Igreja, por que?” Resposta: “Não, não pode. Quem não é casado na Igreja Católico não pode receber o corpo de Cristo. Não é um casamento abençoado”. Quanta casamento desgraçado há nesse mundo....
Outra: “porque os adventistas guardam o sábado e dizem que os católicos estão errados guardando o domingo?”. Coroinha: “Veja bem... os adventistas...bom, não temos tempo aqui para explicar a religião deles, mas na Igreja Católica..Deus quando fez a Terra começou pelo domingo que é o primeiro dia sa semana...por isso que é segunda-feira e não primeira –feira, terça-feira...nasceu o sol...por isso que no século 2 foi originada a palavra Sunday...” (?!)
A próxima ligação foi o motivo da criação deste post: “os casais gays que adotarem uma criança podem batizá-la?”. Resposta do meu amigo coroinha: “Primeiro que casal gay...não existe... casal é um homem e uma mulher, um macho e uma fêmea..gay é...um par de gay...a criança que for adotada por um par de gay não pode ser batizada porque um par de gay não é abençoado pela Igreja... a Igreja não aceita casamento gay e uma criança não pode começar a ser educada com mal exemplo dentro de casa, sem uma estrutura...vai crescer errado...é um mal exemplo (de novo) para criança...uma criança precisa de alguém que possa cuidar dela, se essa criança estiver sendo criada por um par de gays ela não pode ser abençoada”. Sem mais palavras, isso é ridículo.
Na sequência: “a Igreja aceita pessoas com DST para trabalhar nela?” Coroinha: “Claro que sim! A questão da doença é medicinal... a Igreja não tem preconceito nenhum!”
A última: “O que é um pecado mortal?” Reposta: “Pecado mortal é quando você prejudica alguém e você fica se remoendo com aquilo a vida toda, quando você rouba...por exemplo..é claro que roubar uma caneta não é um pecado....mas roubar 10 reais de uma pessoa que está passando por necessidade é...” E eu me pergunto: e se for uma caneta de 10 reais de uma pessoa que está passando por necessidade?
Se for verdade que Deus escreve certo por linhas tortas, esta é a maior prova.
Só não consigo enxergar o certo nessas linhas.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Come on baby, watch my car
Embora os detrans, as secretarias de trânsito e outros órgãos do gênero tenham se esforçado, muito ou pouco, através de iniciativas de prevenção, educação e fiscalização, é dispensada pouca atenção a três pontos importantes que influenciam no modo precipitado em que os motoristas, em especial aqueles de vinte e poucos anos, se comportam no asfalto.
O primeiro deles é a idéia já fincada na nossa antropologia moderna capitalista de que o carro atribui poder ao ser humano. Isso faz parte da nossa cultura. O carro é símbolo de soberania social, de alta auto-estima, de moral, sendo que esse meio de transporte deveria ser encarado somente como um meio de transporte. Por isso, quando alguém vai comprar um carro, não quer compra-lo com os únicos recursos que precisa, quer algo mais além, que diferencie dos outros. Não essencialmente do ato da compra, quem tem um carro (não generalizando) quer a sensação de poder enquanto dirige. Este conceito, misturado com bebida alcoólica, drogas e qualquer “psico-problema” causador de impotência, é um agravante para quem põe o pé no acelerador.
Pegando carona (literalmente) na idéia acima, estão os comerciais das empresas fabricantes de automóveis. O segundo problema. As propagandas de televisão são irresponsáveis e apelam mesmo para a sensação de poder. Estão errados? Não sei, afinal cada um tem que defender o seu. O que é questionável é o modo em que os carros se movimentam em alta velocidade, quebram padrões, regras tudo para passar a idéia de atitude, adrenalina e independência, tão interessantes aos jovens.
Recentemente dois VTs me chamaram a atenção:
O do Vectra GT http://www.youtube.com/watch?v=qshGRuDfbFQ) , no qual o carro sai de uma das Linhas (vermelha ou amarela) para fugir do trânsito no Rio, escala prédios ao som de “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” e termina com a frase que resume tudo: “ou você anda na linha, ou você anda no novo Vectra GT”. O carro é lindo, o som é empolgante e o motorista é de tirar o fôlego, mas o trocadilho é irresponsável porque a palavra “linha” remete também a não seguir regras, normas que devem ser respeitadas por todos, do mais comum à metamorfose ambulante.
Considero até pior o da Peugeot 206 1.4 Flex (http://www.youtube.com/watch?v=ZdFq_7pRiQo) . Aparece um “cara de coitado” que não agüenta mais o barulho de buzina, “o motor não agüenta, todo mundo querendo me passar, o que eu faço?”, tampando os ouvidos de todas as maneiras. Logo depois entra a solução: “Aproveite a promoção Força Máxima” e aparece o carro correndo em uma rua vazia, onde não se tem nenhum outro carro para buzinar. A imprudência ai fica por conta da mensagem de que seu carro é 1.0 e está atrapalhando o trânsito por isso você não consegue andar rápido nas ruas. A culpa não é do grande fluxo de carros da cidade e nem do trânsito mal administrado, é sua, com esse carro lento. Compre um Peugeot e saia agora fazendo ultrapassagens. Posso estar exagerando, mas é assim que interpreto e é através de mensagens subliminares e indiretas que as idéias “colam”.
O outro ponto é (já me disseram que tem explicação, mas ainda não chegou a mim): porque os carros têm a opção de andar a mais de 100km/h se só é permitido 80km/h na maioria das estradas. Qual é a necessidade de andar tão rápido, uma vez que qualquer presa é menos importante do que a segurança e a vida das pessoas? Deve ter alguma explicação coerente. Se for algo com o motor, nenhuma tecnologia da mecânica pode rever isso? Esse ponto pode até ser inocente, no entanto não é lógico que se não tivesse a escolha de correr os índices de acidentes por alta velocidade diminuiria? (Ponto aberto a quem quiser esclarecer isso pra mim, já que eu não dirijo).
São diversas análises, estudos e comportamentos a serem analisados. O trânsito mata mais que o cigarro e as drogas. E não é tratado como algo em que todos os envolvidos tem suas parcelas de responsabilidade. Infelizmente.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Vai descendo na boquinha da garrafa
Rebola daqui, pula de lá e até para promover marca de sabão em pó Daniela Mercury surge do Além cantando e dançando no meio do supermercado embalando donas de casa sem ritmo e voltando para o Além com a mesma eficiência.
Quem é de fora diz que morre de inveja: “você mora na Bahia, uau!”
A culpa é da Bahiatursa, dos trópicos e da Ambev,
“Na Bahia faz sol o ano inteiro” por isso a Ivete Sangalo aparece em qualquer estação com uma coreografia com a lata de cerveja na mãe, se benzendo (“eu brindo sim, eu brindo a alegria..).
Cerveja não combina com frio mesmo. Não posso esperar que, mesmo com o calor que faz também do sul no verão, Humberto Gessinger apareça semi-nu embalando um pop rock a favor do consumo da cerveja nas belas praias sulistas.
As pinturas têm seus artistas (!):
Pensa-se que na Bahia:
- Tem muitas jovens mulatas com flor atrás da orelha com vestido branco, loucas para dar. Culpado: Jorge Amado.
- A preguiça é uma prioridade, assim como uma boa rede. Culpado: Chico Anísio.
-
- Tudo é lindo. Culpado: Caetano Veloso.
- Não tem jogador de futebol que preste. Culpados: Bahia e Vitória (hahaha)
- todo mundo usa trancinhas. Culpado: Olodum.
- É carnaval o ano inteiro. Culpada: Dona Micareta.Que hoje em dia tem muito mais fora do Estado, levando a Bahia à todo o Brasil durante o ano inteiro.
- Todos são bem-humorados. Culpados: “gentes” como Lázaro Wagner Moura Ramos e Dinho do Mamonas.
- Todos são bocas- suja. Culpado: Gregório de Mattos.
- Todo mundo sabe rebolar. Culpada: Carla Perez.
- A maioria tem pacto com Diabo. Culpado: ACM.
Eu que não falo nada, dizem que tem um vídeo no Youtube que estou dançando o Risca faca no Carnaval de Salvador...
quarta-feira, outubro 10, 2007
Devaneios
Não sei porque ainda estou estudando...
Quem diz que blog não passa de uma vitrine de vaidade, não tem competência ao menos de escrever algo interessante que sirva para colocar numa vitrine.
Os ditados populares devem se adaptar à realidade virtual diária
Quem tem boca vai à Roma- Quem tem Google Earth vai à Roma
Deus ajuda quem cedo madruga – Velox ajuda quem curte a madruga
Melhor um pássaro na mão do que dois voando – Melhor barra rolando do que mouse clicando.
Quem com porcos de mistura farelos come – Quem no Wikipédia pesquisa, farelos come
Panela velha é quem faz comida boa - E-mail velho é que enche a caixa à toa
terça-feira, outubro 09, 2007
Almost 2.5
Minha mãe casou com 24. Eu tenho 24. Eu não vou casar com 24. Não porque eu não quero, mas casar hoje não é mais uma necessidade, uma imposição da sociedade ou uma regra antropológica. Você casa se quiser, mora junto se quiser, dividi cama se quiser. Eu até quero e um semi-noivo eu tenho...
Enfim, estou fugindo do propósito do post (rs).
A parada é que vou fazer 25 em dezembro. Minha mãe deu luz a esse ser simpático que vos escreve aos 25 anos. Se fosse pra eu ter filho hoje estava perdida. Odeio choro de neném, perder noite só por um bom filme ou umas boas cervejas, gosto de gastar comigo, minha própria molequice toma todo o espaço e não tenho estrutura para ter um ser sobre a minha responsabilidade. Mas também não quero ser uma velha com um bebê nos braços. O filho ter 20 e você 60? Cruz credo.
Esses pensamentos “Com essa idade minha mãe nãoseioquelá” são importantes. Nãoseioquelá porque, mas são.
sexta-feira, outubro 05, 2007
aos meus colegas da publicidade
e junto com a péssima idéia você leva 5 idéias maravilhosas para impressioná-lo
a possibilidade da escolha ser para a pior opção é de 95%
tente ter mais um idéia maravilhosa ou despedicirá as outras 5.
quinta-feira, outubro 04, 2007
Dançando no Escuro

-Se você chora com comercial de margarina ou até mesmo em treino de F1.
-Se você sofre de ansiedade, de síndrome de fazer justiça com as próprias mãos em histórias de ficção ou de transtorno do pânico.
terça-feira, outubro 02, 2007
Olodum from Switzerland
B.J - Não vai ter cd? E como vai ser?
OL - O pessoal vai baixar as músicas na internet pelo site.
B.J - Mas sem lançar CD? Como vai ser isso?
OL -Sabe o que é? tem muita gente que compra o CD só por causa de uma música só.
B.J -Ah, e já aconteceu comigo de comprar o cd só por causa de uma música e nem ter a música que eu quero naquele cd.
OL -Pois é, agora você chega e baixa na internet a música do Olodum que você quer ouvir.
B.J - E com relação a pirataria?
OL - É evita isso também...
Além disso...
Brito Júnior cumprindo seu papel de gringo e fazendo perguntas como "deve ser difícil tocar com esse monte de gente ao mesmo tempo...", rebolando como um joão-bobo.
E o Olodum cumprindo seu papel "para gringo ver" com penteados surreais de tranças, entrelaçados e derivados verde-limão e rosa choc no cabelo e na barbicha.
Depois eu reclamo que lamentavelmente o baiano é figurinha nos filmes.
Quer curtir o som novo do Olodum? Tem na internet!
Foi gravado na Suiça, meus filhos! Tirem onda, sacaninhas.
domingo, setembro 30, 2007
previously on
No entanto explorando minhas memórias primitivas cheguei na minha solitária fantástica infância da qual hoje guardo com carinho lembranças dos dias trancada no apartamento me abastecendo de tigelas e tigelas de alface (sim, trocava qualquer quantidade de pipoca por um prato de alface) assistindo fisurada, religiosamente, todas as tardes na Manchete, Jaspion!Eu só perdia um capítulo do Jaspion quando tinha que sair com minha avó. Foi meu primeiro vício em série (se é que Jaspion é considerada como série) que eu lembro. Gostava também de Changeman, mas não se comparava. “Correndo a Via Lactea em seu Gigante Daileon Jaspion outra vez contra o temível Satan Goss”, você lembra dessa música do Trem da Alergria?
Mais tarde (não sei quanto) eu tinha a Punk, a levada da breca, que está voltando agora com legendas na internet. Punk passava antes de Chaves. E Chaves, sure, sure!
Na adolescência tinha Barrados no Baile e Melrose Place.
Mas nunca tive muuto interesse na verdade por séries, até dois anos atrás com Lost.
Hoje... bem hoje, acompanhando tem, voltado das férias: Heroes, Ugly Betty, The Office e Greys Anatomy. Lost só volta o ano que vem. Começamos Californication. Pausamos um pouco Desparate Housewives, 4400, Nip Tuck Talvez continue com House, mas A sete Palmos acho que não, muito sórdido, apesar de adorar o humor negro. Vi tudo de Sex and the City e Alias (!).
Tudo muito legal, tudo bobaginha, free fun.... american way of TV. Não há mal nisso. Eu adoro. E apesar de ser fã número um do cinema brasileiro não tenho paciência para as mini-séries nacionais.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Devaneios
Lula já poderia ter feito um cursinho intensivo de inglês.
Se fossem fabricar uma Barbie brasileira teria o corpo da Camila Pitanga. Com mais peitos e com as mesmas celulites.
terça-feira, setembro 25, 2007
A gente não quer só comida, a gente quer orkut, google e msn.
Na TVE Brasil tem o Mobilização Brasil, uma parceria com o Banco do Brasil. O programa conta exemplos no país inteiro de comunidades que se juntaram e conseguiram resolver problemas sociais através, claro, na maioria das vezes, de ações comunitárias do Banco.
O papo de hoje foi inclusão digital. O BB tem o Programa Estação Digital que pretende combater a exclusão social com a inclusão digital, com a implantação de estações com computadores com internet e aulas de informática. Um trabalho voltado para as cidades do interior e para periferia das grandes capitais.
Entre as histórias dos confins do Ceará e do Paraná e as entrevistas com uma coordenadora do Projeto e um responsável pela Fundação do Banco, eis que sai da boca desse último a frase mais óbvia e contraditoriamente chocante de toda minha manhã (!): “As pessoas de baixa renda têm que ter acesso à internet para facilitar a solução dos seus problemas”.
Na minha cabeça ficou “internet... solução de problemas...internet...solução de problemas”.
Bom, a inclusão digital é de fato muito importante e quase uma necessidade vital, isso nem se discute. Até porque hoje para arrumar um emprego (que não seja braçal) tem que conhecer no mínimo o Word. Mas eu ainda fiquei pensando nos pobres resolvendo seus problemas através da internet, enfim...
Estava muito cedo para uma meditação tão profunda, para pensar na sociedade. E voltei “a solução dos problemas” para o meu umbigo, pensei em mim. A internet resolve boa parte dos meus problemas (e do seu também, provavelmente)!
Para comprar, para pesquisar sobre doenças, tendências da moda, correntes filosóficas, previsão do tempo, para comunicar, bater-papo, saber da vida dos outros, ver resultados de exames, significado das palavras, tradutores, ler, ler, ler, ler notícias, crônicas, dissertações, opiniões, piadas, críticas, ver, ver, ver, ver séries, filmes, peças publicitárias, fotos, vídeos caseiros, ouvir, ouvir, ouvir, ouvir, músicas, jingles antigos, voz de quem ta longe...
E mais, se não fosse a internet estaria escrevendo no meu diário agora. Diário de papel, que coisa mais primitiva...
No Mobilização Brasil fiquei sabendo também que a próxima cidade a ser implantado o Estação Digital é Vitória da Conquista.
segunda-feira, setembro 24, 2007
Verdão (literalmente) e ô!
Mas que unforme verde- cana é aquele, hein?
Seguindo as tendências da Coleção Verão 2008...
quarta-feira, setembro 19, 2007
Democracia Caô
Sabe de quem é a culpa de tanta bagunça na política brasileira na minha modesta opinião?
A democracia.
A democracia que nunca existiu, na verdade, de fato.
Mas existe nos discursos, nas justificativas, nas desculpas esparradas, no papel.
Quero um exemplo de democracia prática.
Poder votar em quem quiser?
Huuumm, só isso? É votar em quem quiser mesmo?
Nas últimas eleições o que mais escutei foi: “vou votar em fulano porque fulano é o menos pior”. Isso é democracia?
É poder usar roupa vermelha sem ser chamado de subversivo?
É escutar livremente Chico e Caetano?
É comemorar o fato de um místico caçado pela Ditadura, como o Paulo Coelho, ser hoje um dos escritores brasileiros mais conceituados fora do país?
É deixar que existam eguinhas pocotós, robertos jeffersons, danças da bundinha e collors se reelegendo?
A democracia é um disfarce. "Vocês me escolheram, estou representando os interesses do povo"
"Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, direta ou indiretamente, por meio de eleitos representantes”
Veja bem, por “meio” não somos nós exatamente. E os “meios” influenciam no fim da forma que bem convêm. "Os fins justificam os meios"? Não sei. Mas acho que os fins ruíns espelham um péssimo trabalho realizado pelos meios.
No entanto, eu não entendo quase nada de política, sou uma semi-analfabeta e tento, como um velho de bengalas tenta subir uma ladeira ou como um cego no tiroteio, acompanhar o que acontece. Sei o que parece certo e errado, para o coletivo. Ou seja, represento aí, numa estimativa hipotética, 70% da população. Muitas pessoas que escolhem “seus meios” para justificarem bem “seus fins” sem saberem bem quais os critérios de escolha, sem saberem onde estão amarrando seus jegues.
Eu quero entender o que é democracia num país como o Brasil.
Alguém pode me explicar de uma maneira que um caseiro de Caculé entenderia?
Vou dizer o que meu país amado (sem ironias, porque eu amo mesmo) parece para mim: um bordel. Bordel choca? Não? Puteiro é melhor?
Lula é nosso Jader, nossa Mama, nossa Pilar Ternera.
Ofendo os bordéis? Afinal são locais de trabalho também e alguns até dignos, dizem.
Então qual o nome que se dá ao lugar onde todo mundo que tem dinheiro e poder pode fazer tudo que quiser? Ah sim, Brasil mesmo né?
Brasil: país onde a anarquia é o sistema do Senado. Anarquia não dá, não. Anarquia prega a ausência da preocupação com dinheiro. Estão vendo? Não sei de nada porque não consigo entender.
Marx, Marx.... suas teorias também não se encaixam nem como algo viavelmente idealizador. O socialismo está para o ser humano assim como o SUS está para os pobres: bonito mas irrealizável. Não é de nosso feitio, desde os primórdios, se contentar em ter o tamanho de pedaço de pão igual ao tamanho do pedaço de pão do vizinho.
Renan Calheiros foi absolvido e tudo de repente pareceu uma historia de ficção inventada pela imprensa. Mas eu não entendi direito o que realmente aconteceu, assim como aquele caseiro lá de Caculé. Mas o Presidente disse que a gente deve aprender a acatar as decisões do Senado, nossos meios.
Vamos acatar ou pegar em armas e partir para uma Guerra Civil?
Difícil, muito difícil...
Como diria Bezerra da Silva: "malandro é malandro e mané é mané".
Enquanto isso no Tabelionato de Notas....
O primeiro de onde minha vista alcançava (sim, qualquer órgão que preza o nome de órgão público não pode faltar uma “filinha” básica) era, com todas as letras, um representante da espécie que eu mais estranho ultimamente, um EMO junkie com seu cabelo na cara, uma blusa listrada, all-star vermelho (ahhh saudade da época em que all-star era coisa de gente com personalidade) e claro, lendo um livro com capa de livro clássico e um chapéu de Che Guevara. Um chapéu de Che Guevara num EMO! Eu hein! EMO combina com Che Guevara? Mas eu não gosto também do Che. Não por ele, mas pelo símbolo que ele representa (traumas da ala “esquerdista” da universidade). Não tem que combinar né? Eu mesma prego isso, que pessoa mais contraditória....
Sim, atrás do emo (diminuí para as minúsculas) tinha um senhor baixinho, moreno (quando você lê só moreno, você imagina como? “moreno”é tão genérico...), calça social azul, blusa de botão branca, um bigodinho de Sargento Pincel. Era aparentemente um contador. O que leva uma pessoa em sã consciência se tornar um contador? “Vou passar minha vida preparando folhas de contra-cheque, que delicia!” Eu hein 2.
Depois um office-boy, com certeza! Cara de pressa só para ter cara de pressa porque na verdade ele está adorando aquela fila: vai adiar os pagamentos, a coleta de assinaturas, outras filas, toda aquela papelada na mão tudo para amanhã.
Uma adolescente acompanhada da mãe e uma evangélica (evangelismo deveria ser profissão) e eu.
Será que alguém lá atrás está me analisando? Tipo, se for mulher: olha aquela menina ali de cabelo cacheado, com nariz tão empinado e com macacão de trinta reais da promoção de 70% da Marisa. Ser for homem: “hummm how you doing?”.
Até que um rapaz que tinha saído da fila enquanto eu a observava voltou e disse: “um absurdo! Uma cidade com 300 mil habitantes e só um Tabelionato para autenticar documento!” E eu pensei: “é mesmo, mas pensar sobre isso é muito chato. A evangélica desistiu”.
terça-feira, setembro 18, 2007
"Faça do bom senso a nova ordem"
Antes de começar a escrever digo que a intenção só pra mim não vale. Os detalhes são importantes e têm a capacidade devastadora de estragar não só a intenção como todo o resto que tentarem fazer no mesmo sentido em idéias posteriores. Vou olhar com meus olhos de desconfiança até me provarem ao contrário, até restabelecerem novamente o bom senso.
Então, esclarecido o meu jeito cri-cri e excessivamente self de assistir televisão, começo por partes minha análise "nada nada" intelectual e pela primeira parte (ou por todo resto) você deve pensar que até um pouco superficial. Ou muito, ou ter certeza.
Fernanda Lima é chatinha. Sem ter um porque convincente, nos instantes de entrevistas fizeram uns cortes rápidos com takes no rosto dela fazendo cara de conteúdo quando falavam da realidade social no Brasil na época quem que surgiram as bandas de rock do início da década, cara de compaixão quando a mãe, a irmã, os amigos, Dado e Bonfá contavam histórias com tons trágicos e cara de diversão quando o lance era a juventude desvairada e as suas aventuras dos tempos do Aborto Elétrico. Odeio caras e bocas. Se não tem o que contribuir faça suas perguntas e vá embora ou volte para as passarelas (nada contra modelos, inclusive tenho uma quedinha pela Gisele, ô mulher interessante!).
Tinha também uns cromaquis nas passagens dela, com imagens de cartões postais de Brasília e do Rio que só não perdia no ridículo para as roupas que ela usava de acordo com a moda de cada época. Que coisa bizarra. Não a idéia, o que eu assisti.
As encenações...ahhhh as encenações!!! Que lindas! Eu tenho certeza que a produção do programa tirou aquele povo de associações filantrópicas dos piores atores da TV brasileira. Embora eu não concorde que um Especial sobre a vida de alguém precise necessariamente de encenações, eu entendo que como foi produzido por um canal de TV acredita-se que para dar mais drama (mais!) à história de Renato e da Legião seja preciso colocar pessoas para reconstituir as vidas. O resultado foi uma mistura de Linha Direta com novela mexicana. Adicionaram uma babaquice incompreensível ao jovem Renato, uma melancolia teatral tão tosca que o drama virou comédia. Sorte que minha paixão pela Legião transcende todas as coisas.
O conteúdo (talvez isso justifique as caras de Fernanda Lima) dos entrevistados foi bem interessante. Assim com uns efeitos em computação gráfica como se fossem historinhas fazendo link com as músicas. Acho até que esse efeito poderia ter aparecido mais ou até tomar a parte humanamente (ou humanisticamente?) dramatizada.
Queria poder ter prestado menos atenção nas besteiras para apreciar (ou não apreciar) a história de uma maneira geral e sentir aquilo verdadeiramente como uma homenagem. Mas não deu.
Deixo aqui um recado (como se alguém fosse ler) do próprio Renato: “Faça do bom senso a nova ordem”.
