domingo, agosto 03, 2008

O tempo que resta etc e tal.

O Tempo que Resta possui a sensibilidade peculiar semelhante à quase todos os filmes franceses que tenho visto ultimamente. Não muitos, alguns, ou um por semana pelo menos, porque fiquei mesmo obcecada por eles. São tão doces, delicados e engraçados na maneira mais singela de ser engraçado. E inteligentes. E elegantes. Ainda tenho uma lista deles para ver.

Mas então, vi O Tempo que Resta, de François Ozon, a história de Romain, um jovem fotógrafo com um câncer terminal que opta por viver os últimos momentos de sua vida de uma forma incomum (que eu não vou contar qual é). A gente vai vivendo esse tempo que resta com ele, se perguntando: e se fosse eu, o que faria? Mas não tem desespero, daqueles com cenas grandiosas de dramalhões que te deixam pra baixo o resto da semana. E na verdade a gente fica esperando que ele faça tudo que ele deve fazer antes de morrer, mas a vida não é assim... a morte não espera. E o desespero se transforma em nostalgia agonizante e acaba desse jeito, como um pôr do sol com o chegar da noite, simples e lindo.

Romain é gay. Ele tem um parceiro e tem também cenas quentes de sexo. Logo depois, assisti Clube de leitura de Jane Austen, e também tinha um casal de lésbicas. E tantos outros filmes agora tem casais homossexuais. Assim como a nossa sociedade estúpida tem aceitado os gays na mesma proporção que esses casais tem saído do armário, e vice-versa, os cineastas têm utilizado a homossexualidade (corrigida por Jarbas! valeu!) em suas histórias.

No entanto, as vezes eu fico achando que não passa de uma exploração ao tema quando o fato de ser gay aparece como fator de superação do personagem. Em O tempo que Resta e o Clube de Leitura não tem muito isso, não chega a ser uma temática, o parceiro de Romain poderia muito bem ser uma mulher que não iria alterar nada na trama, é normal o fato de ser gay. Fico receosa da homossexualidade se transformar em uma espécie de cota e o tema ser ainda mais banalizado. Tema que inclusive por engano ainda é tratado como algo da minoria. Culpa da nossa sociedade estúpida (que está progredindo, ou não?) e de alguns próprios gays que se acham tão diferentes que são incapazes de ver com naturalidade o fato de gostarem do mesmo sexo.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Bééé....

Já tive muitos vizinhos estranhos, mas este superou todos eles.
O som do nosso novo despertador: béééé....

Não, não moro numa roça, apenas tenho como principal vista um terreno baldio.
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quinta-feira, julho 31, 2008

Sambadinha para vereador de Vitória da Conquista.

Que terno e gravata não garante nada, isso aí a gente já sabe na teoria, na prática e de qualquer outra maneira ou até de todas as maneiras. Mas ao deparar com essa maravilha das campanhas eleitorais, eu penso: " jesus maria josé, em que bagunça vivemos". E que engraçado ( na verdade é triste mas ao receber meu salário hoje minha cota de tristeza foi gasta em questão de segundos) é ver um cantor de pagode, daqueles que rebolam em cima palco com calça branca estilo olhaopsiricodopovão sam-ba-di-nha fazendo cara de sensual para milhares de periguetes que inflam seu ego gritando "gostoso", se candidatando a vereador. Será que ele tem alguma noção do que se faz nessa nova profissão? Vou tentar uma entrevista exclusiva para o Vinte e Poucos Anos. Como diria minha amiga Leiliane, essa é a prova da evolução na política. Quando você menos espera, olha aí mais um candidato engajado socialmente de maneira tão peculiar e engrandecedora.

Repare no slogan super original


Muito obrigada Talita que após ter dividido duas deliciosas cervejas quase quentes num rápido happy hour me mostrou o cartaz na rua e ainda vimos que ao lado da propaganda de sua candidatura nosso candidato tem um cartaz divulgando um show marcado na Quinta Sem Lei. Olha só o estilo sam-ba-di-nha. Tá vendo?



Repare também que quem colou o cartaz acha mesmo que ele deveria permanecer no ramo da música, colou em cima do cartaz da candidatura...

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Eu quero entender porque falam tão mal da Veja. É uma revista tão cheia de anúncios sensacionais. Primeiro eu folheio olhando os anúncios, depois eu volto tudo e leio um por um.
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quarta-feira, julho 30, 2008




Vou voltar à leitura, já que me disseram que no meio do livro fica mais engraçado. Ou teria sido papo de nerd?
- Vamos atravessar na faixa.

- Que porra de faixa, já to aqui e não vou voltar, sou brasileiro...

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Minha conexão hoje está perfeita para baixar música!
Alguém me sugere alguma coisa legal?

Já baixei agora de manhã Metric,Cascadura, Forgotten Boys, The Go go's, Frejat e a trilha sonora de Juno.

terça-feira, julho 29, 2008

Se uma vida vive ou se uma vida morre em um segundo, imagina em 5 minutos o que pode acontecer....

Sonho Meu também...



Eu estava até gostando do comercial Sonho Meu, da Skol. Agora, eu vi como é tão machista quanto os outros todos de cerveja.
Por que as mulheres não podem ter o sonho da geladeira da Skol própria? Por que o papel delas só é dançar semi nuas nos bares? Por que elas sempre aparecem como intolerantes, emburradas e nervosas enquanto os homens estão ralaxados bebendo?
Não gosto de dar uma de feminista, mas poxa, eu mandei umas 15 frases!
Humpf!

sábado, julho 26, 2008

Elétrica Sol, uma empresa cidadã?


Dizer que é cidadã é fácil.
Ser cidadã de verdade e ter o mínino de responsabilidade ambiental é muito difícil.

Atitude incoerente com o discurso e péssima pra própria imagem da empresa, além do desperdício de energia com várias lâmpadas acessas todos os dias, durante todo expediente (o que pra mim não tem justificativa).

quinta-feira, julho 24, 2008

CSS - Donkey.



Não entendo porque tantas críticas negativas quanto ao segundo trabalho do CSS. Eu gostei. Divertido como o primeiro, porém menos bobo. Mais maduro e dançante como sempre. Just fun.




quarta-feira, julho 23, 2008

Como eu já escrevi em algum lugar: todo mundo vai ver Cavaleiro das Trevas, menos um grupo exigente de cinéfilos do qual eu faço parte. Não digo que seja exatamente uma exigência, que fica parecendo coisa de gente chata. Mas é pedir demais que de vez quando o Moviecom traga um filme "grande" sem ser dublado?

Cavaleiro das Trevas só em dezembro em dvd. Vem junto com papai noel.

terça-feira, julho 22, 2008

Selo Dardos.


O Vinte e Poucos Anos foi escolhido numa lista de quinze blogs para receber o Selo Dardos pelo o Hoje eu Vou Assim OFF!

Ai ai, to cheia de moral mesmo....fico feliz por ter sido incluída num bolo de blogs legais mesmo a gente se conhecendo há pouco tempo. Muito massa.

Seguem as regras do Prêmio Dardos e os meus escolhidos:
1. Aceitar exibir a distinta imagem.
2.Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o Prêmio Dardos.”
- Ad(dicted), do Bruno.
- Cinefilia.com, de Hélio.
- Vou te contar, o Jarbas.
- Moviola Digital, do Rafael.
- Tédio Criativo, de Luiz.
- Miss Ceará, grupo.
- Hoje eu vou assim, Cristina.
- Palavras, de Shirley.
- A hora do arroto, de Shirley, Sheila e Carla.
- Muda o disco, Emi.
- Zapping News, do Alberto.
- Blog da Mostra Cinema Conquista, grupo. Espero que volte esse ano!!!
- Ondas de um verde mar, Talita. (Precisando atualizar!!!)
- Porra Bicho!, João, Jaque e Romana.(Precisando atualizar!!!)
- Hoje eu Vou Assim Off, Claaaarrrrooo!
; )

Apenas um civil

Essa foto "roubei" do blog Metara Comunicação. A camisa foi idéia de uma galera de Belo Horizonte.



Eu sempre brinco com um amigo no Rio: ande com uma placa na mão escrito "Por favor, sou apenas um civil". Brincadeira sem graça, eu sei.



Mas parece que teremos que fazer camisitas com nome de várias cidades do Brasil. Os erros das policias começaram a aperecer todos os dias, ontem no Maranhão, antes de ontem em Curitiba, sábado um rico, domingo um pobre. Mas ninguém se toca que na verdade esses tipos de assassinato sempre existiram e vão ser esquecidos em breve. Nossos interesses, assim como os da imprensa, são efêmeros. Ao que parece, nossas vidas também.

segunda-feira, julho 21, 2008

VPA Acadêmico.

Meu blog foi objeto de estudo em uma monografia!
O autor é meu amigo Dannillo que se forma agora em agosto em Jornalismo na UESB, portanto, eternamente meu calouro. : ))

O tema é: Blogs pessoais: a representação do eu na vida cibernética.

Se eu conseguir ver a apresentação dele coloco aqui o resumo dos resultados desse estudo.

Boa apresentação Dan e parabéns.

mania de crianças

Eu já fui chamada de insensível algumas vezes. Mas não tem nada a ver. Só queria entender qual a graça de achar que criança é sempre linda, engraçada, fofa, legal... e ter que usar imagem de um pentelho pra tudo que é maravilhoso nesse mundo. Se não é criança é bicho de estimação: espécies diferentes que fazem lambanças semelhantes. Eu gosto de crianças, só não as idolatro.


sexta-feira, julho 18, 2008

Informe Publicitário II

Procura-se emprego em campanha política para vídeo (apresentação, roteiro, texto ou direção), rádio, produção de texto, criações em geral e animação em festa para eleitorado. Só não seguro bandeira em semáforo e nem roubo.
Experiência: Jornalista jovem com gás, garra e coragem com experiência no mercado de 4 anos.
Se você é um candidato perdido neste blog, deixe um comentário ou o e-mail que eu envio o currículo com portfolio.

E por favor, tenha verba, porque de graça só rola o voto.

HVAO



Semana complicada. Mas entre alegrias e tristezas estou eu de novo no Hoje eu Vou Assim Off que, inclusive, está de cara nova.


Se a vida tá difícil, vamos ler um livro, ver um filme e enaltecer a beleza da vaidade.




quinta-feira, julho 17, 2008

Família Soprano.


A série merece um post maior, ao mesmo tempo em que nenhuma palavra é capaz de definir o que muitos dizem ser a melhor série de todos os tempos. E com razão. Família Soprano, sem sombra de dúvidas, foi a coisa mais inteligente e envolvente que eu já vi na minha vida.

Não me lembro de ter pensando diferente em algum dos 86 episódios das 6 temporadas. Mais de 8 meses assistindo a história de Tony Soprano e sua família da máfia italiana em New Jersey e os dramas de sua família dentro de casa. A relação entre os dois mundos, a linha tênue que os separa e a difícil e catastrófica tarefa de ser dois em um. O primeiro mafioso a freqüentar terapia e enfrentar os monstros que o acompanha desde sempre.

Personagens construídos com honestidade, cenas cheias de referências escondidas e simbolismos (muitos que devem ter passado despercebidos), emocionante e crua. Além de “bem amarrado”, quase nada se perde em Família Soprano e nada parece ser de graça, não é só entretenimento.

É uma série, claro, pra quem tem humor fino (me desculpem a vaidade) e negro, pois a graça muitas vezes está num olhar, num gesto e em cenas de carnificina. Tudo isso, porque se pega amor incondicional ou ódio mortal dos personagens, que se tornam íntimos ou completamente estranhos de uma hora pra outra. Não tem como assistir “de fora”, os sentimentos são reais.



Tony, com o charuto e a piscina - símbolos importantes.


Uma vez um amigo me perguntou o porquê de tudo ser resolvido com um assassinato ou briga (o que não é bem assim, essa visão simplória). Família Soprano não pretende mostrar um mundo utópico, cheio de idealismos. É um mundo onde o ser humano pode ser afável e desprezível ao mesmo tempo, onde não existem democracias e nem fantasias. Esse nosso mundo, o meu, o seu, só que cada um em sua realidade. O único devaneio permitido é aquele inevitável depois de cada episódio: a série é construída para pensar, pensar em nós, nos nossos instintos, impulsos, no animal que existe dentro de cada um. Sem lições de moral. A margem deixada para interpretações é o que mais fascina, é a beleza de instigar o espectador a chegar a alguma conclusão diante dos elementos usados, da construção dos diálogos, das seqüências, dos movimentos de câmera. Algo tenso, de tirar meu sono, me fazer gargalhar sempre e chorar compulsivamente algumas vezes.

Família Soprano ainda faz críticas ao estilo de vida que levamos hoje, sem parecer crítica, sem ser chata e apelativa. Mas o enfoque é mesmo naquilo que somos, em termos psicológicos, humanos, como isso influi no social e vice-versa. Uma via de mão dupla, um problema que não se sabe de onde surgiu e nem onde vai parar. Um lugar onde a justiça é feita com as próprias mãos, no olho por olho e também onde as injustiças são muito mais comuns.

Senti amor e ódio verdadeiro por todos os personagens muitas vezes, por isso a experiência de Família Soprano é inesquecível. E o que é melhor, sem um final clichê e conveniente. Algo para se entregar, se optar por assistir.

Obrigada à Hélio, por me incentivar a ver coisas legais, sempre.

quarta-feira, julho 16, 2008

Eu poderia falar sobre a crise da PM em todo Brasil.
Mas ela sempre existiu e é um assunto muito chato.
Por isso esse país não vai pra frente.

terça-feira, julho 15, 2008

Toda semana, "minha foto da semana".


Esta é a primeira.

Legenda: De castigo.




segunda-feira, julho 14, 2008

Tirando a poeira


Ultimamente tenho baixado muitos álbuns na internet. Músicas de bandas velhas amigas da vida e novos conhecimentos sonoros que uma boa conexão nos permite. Muita polêmica foi e voltou nessa questão de baixar de graça o que você deveria comprar e prestigiar respeitando os direitos autorais etc e tal. Hoje, agora, nesse exato momento, as coisas mudaram... já não é mais um assunto cheio de controvérsia e os empresários enxergam a WWW como uma nova e eficiente ferramenta de difundir ideais e ganhar dinheiro.
O fato é que sábado, aquele dia da faxina, abri uma caixa cheia de CDs que eu amo. E pensei: “quando eu esqueci isso aqui?” Tudo muda tão rápido... A transição do CD para as músicas em mp3 foi coisa The Flash, poucos anos e estamos nós aqui vivendo com um aparelho não sei quantas vezes menor que um discman na bolsa, servindo ainda como transporte de arquivos diversos.

Quando peguei meus CDs, lembrei de como era antes deles. Um real pra quem era mais apaixonada pelo walkman do que eu! Fitas e fitas da Legião Urbana... fita embolando, mofando, pilha acabando rápido, não podia passar a música... E isso só tem o que? 15, 12 anos? Agora se eu quero uma música, em 2, no máximo, 5 minutos, eu baixo, escuto mil vezes se eu quiser. Naquele tempo, eu esperava minhas férias, pra quando eu ia pra São Paulo, ficava grudada no aparelho de rádio esperando a música tocar na 89FM (A Rádio Rock, Joe não mais tanto) pra apertar o REC. E tinha que ficar o ano inteiro com aquela mesma fita...Isso se ela não estragasse no meio do ano e meu pai tinha que enviar pelo correio uma nova gravação de músicas que nem pensavam em tocar no interior da Bahia.

Ô como era divertido.... Hoje é mais...

;)
Foto: Tirando a poeira.

sexta-feira, julho 11, 2008

Será possível?


Acreditem, este jornal de Itabuna colocou a foto do ator Daniel Dantas junto com Celso e Naji.
Do ator, minha gente!!!! Tá difícil acreditar...

Cine Mostra Jornalismo


Ontem Cristiano me perguntou: "Seja sincera, o que você está achando do evento?"
O evento é o Cine Mostra Jornalismo, composto por palestras, oficinas e mini-cursos sobre a fotografia em abordagens distintas. A insegurança dele era porque este é o primeiro evento realizado pelo novo Centro Acadêmico do curso de Jornalismo da Uesb, de onde vem minha formação. Não podia ter uma opnião geral sobre a Mostra, pois participei apenas de uma oficina e um mini-curso, mas disse a ele que qualquer tipo de iniciativa era válida no sentido de incrementar nossa grade, que é deficiente em muitos aspectos, em especial na área de fotografia.

(foto: Mini - curso Imaginação Criativa e Fotografia, com Pedro Ivo).

Disse que fiquei feliz por poder participar e por saber que aquilo estava aberto para qualquer pessoa, e que independente do rendimento dos cursos a iniciativa merece reconhecimento (principalmente quando se sabe que o Colegiado pouco ajuda e que todas as responsabilidades são por conta dos alunos).

Falando em Colegiado, muitos alunos não puderam estar em alguns momentos do evento porque estavam em aula. Algumas coisas nunca mudam. Mas é um tanto motivador saber que tem aluno que ainda está disposto a trazer algo a mais para o currículo dos aspirantes a jornalistas, e também àqueles que deixaram os corredores da universidade mas que fazem questão de retornar em oportunidades diversas.



Então, pra quem organizou o evento, espero que as dificuldades sejam motivadoras de mais "espaços" como esse. E que sempre convidem os veteranos!




Oficina Fotografia Publicitária - com Aline Mororó.

quinta-feira, julho 10, 2008

Passou um, passou dois...

Toda vez que a inspiração falta, o Google se apresenta como um recurso eficaz. Graaande Google... o que seria da gente, que vive da criatividade todo dia, se não fosse o Google?

Hoje procurando sinônimos para “ônibus” nas diversas regiões do país, achei a letra de uma música “Ponto de ônibus” (que não era a música de Ultraje a Rigor, que eu gosto muito). O achado é de uma banda do sul chamada Banda Real do Paraná. Achei o clipe que é tão sem noção quanto a letra. Vale a pena ver de tão hilário.

PS: Reparem como os integrantes da banda são engraçados naturalmente.

terça-feira, julho 08, 2008

Jornalismo Indigesto

A gente chega em casa, cansada...tá frio demais... toma um banho, faz uma sopa, senta pra comer, pega o jornal e a revista, liga a TV e tira aquele "momento informação" depois de um dia cheio.

Enquanto saboreio a prática e sempre conveniente Vono, na Record News as seguintes notícias quentinhas, diretamente do inferno:

- Aluna de um colégio público próximo à Brasília é espacanda por colega em frente ao cólegio. VEJA AS IMAGENS FILMADAS POR UM CELULAR DA MENINA TENDO UMA CONVULSÃO.

- Rapaz é espacando por mais de 5 rapazes em frente a uma boate. VEJA AS IMAGENS DA CAMÊRA DE SGURANÇA DA BOATE. Olha as marcas da violência (foco no rosto do cara massacrado no hospital e a pobre da mãe dando comida)

- Mulher leva tiro de ex-marido. ELA CHORA PELAS MARCAS DO ATO.

- CENAS DE ESPANCAMENTO NO AFEGANISTÃO...

Enjoei, larguei a sopa e desliguei a televisão.

segunda-feira, julho 07, 2008

Informe Publicitário


O Vinte e Poucos Anos informa que a sua autora, além desse espaço de leitura, possui um cantinho no Flickr com suas fotos e outro no youtube com seus vídeos pessoais e aqueles que em trabalhou para colocar o café na mesa e ser mais feliz nesse mundo. Sempre estarão lincados na lateral deste blog. Visitem de vez em quando.

Uma das fotos que estão no Flickr






Um dos vídeos de trabalho:

Agradecimento.


Há!
Eu super participei do Hoje eu vou assim OFF e nem agradeci!
Olha aí eu: http://hojevouassimoff.blogspot.com/2008/07/looks-da-semana-hoje-vou-assim-off.html

Ainda bem que Luiz e minha irmã Paula me chamaram atenção!


Valeu meninas, adorei!

domingo, julho 06, 2008

Bem vindo ao clube.

Ontem eu vi na TV o comercial da Nextel com Cacá Bueno, produzido pela agência Loducca. A Nextel é patricinadora da Stock Car.
Minha primeira impressão foi péssima, Cacá Bueno anda em uma pista de corrida falando: "Você já se pôs no meu lugar? Fica ouvindo por ai que só tá onde tá por causa do seu pai, se bobiar até você já pensou assim..." Eu achei um tanto quanto desaforado, mesmo fazendo a ligação com o mote da Nextel no final: "Nextel é inteligente, ilimitado é direto e pode ser pra você..." Mas como em uma única experiência com o filme eu só cheguei a uma conclusão superficial como essa, fui procurar o comercial no youtube pra ver de novo.



O que eu acho o máximo do youtube é a facilidade de procurar um único comercial e através dele encontrar toda a campanha.


Desde muito a Nextel está com essa campanha chamada "Bem-vida ao Clube". Nela, pessoas sempre caminhando em uma estrada vazia, falam sobre como sua vida poderia ter dado errado ou como não tinham moral e nem perspectivas para ser o que são hoje e mesmo assim venceram, acreditaram em seu próprio potencial. Mais ou menos isso. Aí, achei um comercial com Camilla Morgado e outros empresários. Os textos são muito mais interessantes do que eu o de Cacá Bueno, e depois eu até comecei a ver o comercial com mais simpatia.

Achei também o vídeo de Making of e descobri que o diretor dos comerciais é Fernando Meireles... confirmando a suspeita de que por trás daquilo teria mesmo um cineasta por causa da fotografia, dos ângulos e da forma natural e bonita como tudo acontece. Meireles fala sobre coisas interessantes sobre a campanha, mas o que eu achei engraçado mesmo foi ele dizendo que aquele produção ali era simples... lembrei da minha realidade no ramo da publicidade do interior da Bahia... aquilo pra mim seria uma produção de Hollywwod. Ô inveja.

Me chamou a atenção o fato dos "personagens" estarem vestidos com roupas com a cor na mesma totalidade das cores da estrada...como se eles fizessem o próprio caminho e que o caminho fosse feito deles, a pessoa segue o rumo daquilo que ela acredita.

O de Camila Morgado:



E esse foi o que eu mais gostei:




Uma boa descoberta, mesmo com alguns meses de atraso.

sexta-feira, julho 04, 2008

WALL-E.

É ruim estar sozinho no mundo.


Mesmo eternamente de mal com o Moviecom por cometer o disparate de só passar filme dublado, fomos assistir Wall-E, o novo filme da Pixar-Disney. O bom de você entrar na sala de cinema sem nem saber do que se trata o filme é porque você pode se surpreender muito. Foi o caso dessa animação, que eu sequer sabia que era a história de um robô, único sobrevivente do planeta Terra, destruído pelas ações do próprio homem. Isso te lembra alguma coisa?

Claro, você pode até não agüentar mais ouvir sobre aquecimento global, degradação do meio ambiente e o conseqüente fim do mundo. Mas Wall- E aborda o assunto com muita criatividade, bom humor sem, é claro, esquecer os discursos sobre o compromisso de cada um, da importância da sustentabilidade e educação das novas gerações voltada para a formação de uma consciência ambiental. É um filme político, com referências sociais interessantes e pertinentes.

Mas, acima de tudo Wall-E é uma história de amor, entre o próprio e Eva, a robô mais fofa de todo universo. A paixão singela e inocente dos dois se torna ainda mais irresistível com as expressões humanas (de olhares, gestos) que compõem os personagens. Tudo muito engraçado de forma sutil e emocionante. Nunca achei que iria chorar vendo dois robôs morrendo de amores um pelo outro. Coisas que só a Pixar pode fazer: animação com sensibilidade, bom humor e inteligência. O filme tem poucos diálogos, quase não tem problemas ver dublado.

A bravinha Eva.

Os seres humanos aparecem no filme e Wall- E traz uma crítica sobre a desumanização das relações, consequente do desenvolvimento tecnológico, da mecanização e virtualização da comunicação . As alusões são interessantes, como a descoberta do fogo, o atrofiamento dos músculos do corpo humano, cada vez mais sedentário, o egocentrismo e a ausência de coletividade num mundo onde as máquinas operam por nós diminuindo o contato físico entre as pessoas. É fato, nós desaprendemos (ou nunca aprendemos) a viver em sociedade, e depois das diretrizes do capitalismo, a sociedade em rede e a desterritorialização em progressivo crescimento, as coisas tendem a piorar. Nos créditos finais, e é bom ficar pra conferir, aparecem os personagens do filme em pinturas rupestres, lembrando a humanidade nos tempos da caverna, o que confirma a regressão do desenvolvimento humano. Numa interpretação mais "viajada" lembra o Mito da Caverna de Platão.


Que não viu ainda, fica a dica. Um filme para reflexão e diversão. Até os mais brutos vão se derreter com Wall-E.

quarta-feira, julho 02, 2008


A torcida do Fluminense que saiu daqui de Conquista fez uma festa em frente o prédio que eu trabalho. Até a Globo apareceu pra conferir a bagunça dos mais de 40 fluminenses que sairam de ônibus pro Rio ontem a tarde.

terça-feira, julho 01, 2008

Com que roupa eu vou?

Ela está por todos os lugares. Depois que eu descobri o Hoje eu vou assim, a autora do blog, Cristiana Guerra, me persegue. Abre um site, olha ela, abro uma revista, de novo. Não é pra menos, a mineira foi muito original criando um espaço em que todos os dias ele exibe pela Meca virtual suas combinações estilosas e com muita personalidade. Antenada na moda e como eu só posso julgar pelo simulacro, muito simpática, ela conquistou muitas pessoas de todos os lugares desse Brasil com suas fotos e dicas que cotidianamente inspiram muitos de nós que odeiam sair para trabalhar com a mesma “cara” todo santo dia.

Cristiana (foto raptada do Hoje eu Vou assim)


Seguidores é que não falta, é só dar uma bisbilhotada nos comentários dos posts do Hoje eu vou assim. Além disso, como a armário de Cristiana é construído por roupas de grifes que custam os olhos da cara para a maioria de nós mortais, um grupo de meninas muito espertas, criaram o Hoje eu Vou assim Off (ou Hoje eu vou assim (pras pobres)). Uma opção para quem não tem muita grana, como eu, mas que gosta de sair bem arrumada para encarar o dia cheio de trabalho.


Ana, umas das meninas do HVA OFF


Cristiana explora muitas possibilidades. Tem o bazar on line “Filet para quem é mignon” que ela vende as próprias roupas e está conectada com vários outros sites e links que promovem o blog dela e que ela promove as marcas, numa recíproca de divulgação de estilos, tendências e essas outras coisas da moda.

Eu entendo e me envolvo pouco com moda, gosto de analisar os estilos de forma mais crítica como uma forma de manifestação de um tempo vivido. Mas de bom gosto eu entendo, e por isso visito o HVA e o HVA OFF sempre em busca de inspirações. Claro que tem combinações não rolam com "moizinho" (questão de gosto), mas consegui resgatar muitas peças graças ao exemplos dos blogs. Já estão nos meus favoritos.

segunda-feira, junho 30, 2008

Gisele e Rambo na nova Campanha da Volks.

Não é que Rambo tá na nova campanha do Gol Geração 5???
E mais, Rambo e Gisele! Ele mais estranho do que nunca e ela mais linda como sempre.

Como a agência que eu trabalho tem a conta da concessionária da Volks, fiscalizei algumas ações de comunicação que já começaram a aparecer da campanha do Gol.



O comercial de TV, até agora é o mais megalomaníaco (se é que hoje em dia esse termo tem algum sentido no mundo de todas as possibilidades de propaganda). Mescla imagens de Gisele apresentando o Gol no estúdio, de vestido preto, a mesma cor do carro, a cor clásssica, ("vestindo o Gol"), com imagens do carro vermelho, a cor da força, do luxo, agora sendo perseguido por helicópteros e afins, ultrapassando todas as barreiras de forma estilosa e impecável. Uma aventura hollydiana, de fato. Um carro para você, tranquilo, "normal", que vai de casa pro trabalho, gosta de beleza e conforto... e ao mesmo tempo, um carro pra você, que gosta de desafios, que é jovem, versátil. A delicadeza e a classe de Gisele com a força e de Sylverter Stallone, opa, de Rambo ou de Rocky!

Uma dublagem tosca, mas necessária, pois promove a identificação da voz que dubla os personagens de Stallone... não chega a estragar.

O mote fecha com chave de ouro. "Gol, lindo como nunca. Gol como sempre". Lindo como Gisele e "como sempre" Sylvester Stallone, que encaixa super bem com a volta recente de Rambo e Rocky, resgatados mais velhos, mas como a mesma personalidade em que foram "criados".

Efeitos, trilhas, pessoas de cinema pra um carro que "você" pode comprar.

Muito bom.

quarta-feira, maio 14, 2008

A pedida da vez: desce um Pecadinho aí!


A minha mais recente descoberta: a baiana Marcia Castro.

Depois de ter vencido o Prêmio Braskem Cultura e Arte, Marcia gravou seu primeiro álbum, "Pecadinho", batizado com o nome da música de Tom Zé. O samba-pop-frevo é dos idos dos anos 60/70 e segundo o próprio Tom Zé, em entrevista à revista Muito do A Tarde, Pecadinho ganhou agora a versão original na voz da cantora.

Além de Tom Zé, Marcia ganhou a "benção" de outras grandes figuras do som brazuca a exemplo de Zélia Duncan e Zeca Baleiro.

Ela concorre agora com Fernanda Takai e Vanessa da Mata na categoria de Melhor Cantora Pop/Rock do Prêmio Tim de Música. A música "Queda" é tema do vilão Caio Blat na novela Ciranda de Pedra.

Parece que o sucesso está despontando para alguem que exala personalidade, humor e que é dona de uma voz fantástica.

Marcia Castro já é integrante do meu repertónio diário. Gostei mesmo.

Para conhecer: http://www.marciacastro.com.br/ (vale a pena conferir o site!)
Para ouvir: www.myspace.com/marciacastro

domingo, maio 11, 2008

A vida dos outros, Café com Blues, o site e afins.

Ontem, depois de 4 meses sem fazer show em Conquista, o Café com Blues se apresentou no Centro de Cultura. Era uma ocasião especial para a banda: o lançamento do site www.cafecomblues.com.br. O portal vem com uma certa demora, partindo do fato de que o Café com Blues tem grande prestigio entre as diversas categorias de apreciadores da música feita por aqui.

Como moi aqui não gosta de perder nem inauguração de faixa de pedestre, estava eu presente no show, rodeada das mesmas tantas pessoas que sempre estão nos mesmos eventos com as mesmas caras e poses: os eternos adoradores de Che Guevera, com seus botons, blusas do guerrilheiro e sandálias de Conselheiro , intelectuais (ou pseudos como prefiro chamá-los , mas sem querer ofender), músicos (que podem ou não se enquadrar em um dos grupos acima), poucos emos mas muitos metidos a descolados até que bem vestidos e neo dondocas com seus sapatos terríveis de bico fino (aliás, estas mulheres conquistenses frequentam todos os tipos de eventos, não perdem nenhuma oportunidade de desfilar, até mesmo ns arquibancadas do Lomantão, no campeonato baiano). Muita gente fina também. Enfim, todos de sempre, inclusive eu. Maaaaas isso não tem nada a ver com o que quero dizer nesse post, só que não posso perder a oportunidade de destilar meu inofensivo e singelo veneno.

As músicas do Café com Blues são cheias de personalidade e essa idéia de misturar o “nordeste com o norte americano”, música regional com blues é deveras simpática. Mas o show, tenho a impressão, que não foi muito empolgante para a maioria das pessoas. Pelo menos não foi pra mim, a única pela qual posso responder com certeza.
Acho que a pretensão de revelar surpresinhas durante a apresentação não surtiu tanto efeito e foram estéreis por elas mesmas.
Digo isso partindo de três momentos: o primeiro foi uma pausa no show para a reprodução de um vídeoclipe (muito, muito bem feito, inclusive) que quebrou gratuitamente o clima. Eles já tinham tocado aquela música e a interrupção poderia representar dois momentos diferentes da apresentação, mas não foi. Outra coisa, foi colocar as fotos tiradas antes do show, de pessoas “legais e conhecidas” com o cd na mão durante o show, tirou a atenção do palco e não acrescentou nada à beleza da noite. O ápice do show: o “duelo de gaitas” (se é que posso chamar assim), os dois descendo “titãs” descendo as escadas ao lado do público, talvez fosse para ser um instante triunfal, algo emocionate e inesquecível mas aos meus olhos de mera expectadora perdeu a força por parecer presunçoso.
Em geral, foi bonito. O som tava limpo e todos da banda tinham uma alegria verdadeira estampada na cara. Bom é ver o artista se divertindo com a própria perfomance. E a casa cheia.

O site começou de forma duvidosa. Não tinha informações sobre o show, a hora, local e afins. Se tinha, eu não achei. A agência do Café com Blues é a Voceve que rompeu as amarras do conhecido site de diversidades e expandiu suas funções para área de prestação de serviços em comunicação. Uma empresa que veio com uma promessa de deixar o mercado com uma cara mais jovem, antenada nas tendências e etc. O que de fato é verdade, mas que acabou por limitar a criatividade dentro do próprio conceito de ser moderninho. O site do Café com Blues é em flash (o que já deixou de ser novidade), com os ícones bonitinhos, sonzinhos e tal, mas tem a cara de todo trabalho que a Voceve faz. Talvez, o que é para ser uma grande caracteristica do trabalho desenvolvido pela agência representa hoje sua limitação. A idéia de ser diferente é válida. Realmente tem uma forte personalidade comparando às outras empresas do gênero na cidade, mas as peças ficaram parecidas demais por explorar somente aquilo que propõe e esquecer de alguns elementos sem ornatos, que não carregados pela ambição de ser distiguir dos outros a todo custo.
Bom, pelo menos tem alguém fazendo alguma coisa, e isso é bom.

Em geral, foi uma noite interessante. E mesmo colocando meus poréns, gostei muito.

Só acho que o Centro de Cultura precisa de uma reforma urgente: bancos confortáveis e iluminação das escadas não é pedir demais para um lugar que tem eventos todos os finais de semana.

quinta-feira, maio 08, 2008

ahhh o frio...

"Na Bahia faz calor o ano inteiro". Mentira.
Mas esse ano eu quase acredito.
Quanto mais a data do inverno chegava, mais calor fazia.
Era o verão austral super mega hipercard prolongado.
A frente fria chegava no país inteiro, menos aqui (e em outros lugares no nordeste, certamente).
Nada do equinócio de outono mostrar suas garras, nada.
E eu detonando meu estoque de vestidinhos, de roupas frescas.
Chegando no trabalho derretida de calor feito as geleiras da Patagônia com o aquecimento global.
Potencializando meu mau humor, minha TPM e tudo mais.
Até que hoje, como um milagre de São Sean Penn, um frescor atípico balançou meus cabelos cacheados quando abri a janela ao acordar.
Sim, havia nuvens no céu, não vi o sol, não havia aquela atmosfera densa e como um golpe de Bruce Lee um sorriso desabrochou no meu belo rosto amassado.
Coloquei, enfim, um roupa com mais centímetros de tecido, um lenço no pescoço e sai caminhando em câmera lenta.

Agora, o sol já desapontou, liquefazendo minha base facial para esconder olheiras.
Mas nunca vou esquecer aqueles momentos em que fui feliz.

segunda-feira, maio 05, 2008

Top top

As 20 mais repetidas no meu mp4 (não necessariamente nesta ordem).



The pretender- Foo Fighters
Long Road To Ruin – Foo Fighters
Nascedouro – Nação Zumbi
Fogo e Gasolina – Roberta Sá
O pedido – Roberta Sá
Bohemian Rhapsody – Queen
A kind of Magic – Queen
One vision - Queen
What Goes Around... - ...Comes Around – Justin Timberlake
Engenho de dentro – Jorge Ben Jor
1234 – Feist
Begin the Begin – REM
I cant win – The Strokes
Tonight Tonight – Smashing Pumpkins
Ava Adore - Smashing Pumpkins
Corpitcho – Maria Rita
Sowing The Seeds Of Love – Tears for Fears
Sem contenção – Bebel Gilberto
Slide Away – The Verve
Breaking the Girl – RHCP
Mulher amiga, quer aventura, muita adrenalina?
Viajando, tente colocar um o.b. no banheiro do ônibus.
SENSACIONAL! (a tentativa).

quarta-feira, abril 30, 2008

Persépolis





"Persépolis" é a história autobiográfica de Marjane Satrapi, uma menina que cresce no Irão durante a Revolução islâmica. O filme narra a trajetória dela durante sua infância e parte da juventude, uma vida marcada por tragédias,pela intolêrancia política e o fundamentalismo religioso de uma época. Com muito humor e cheio emoção, Persepólis assume um lado bastante humanista e sentimental que se contrapõem às guerras e conflitos que fragmentaram as relações familiares dos iranianos nos anos 80e 90.

A perspectiva de toda situação social através do olhar da pequena Marji e as mudanças na vida do oriente médio com a introdução da cultura norte-americana são pontos interessantes e divertidos do longa, que concorreu ao Oscar de melhor animação.

Particularmente, eu achei Persépolis muito fofo.

Fica a dica.

Perspective - A cura de Lost




Conheço umas quatro pessoas que precisam se juntar à este programa pela cura de Lost (menos eu, claro).

terça-feira, abril 29, 2008

Pesadelos.

domingo, abril 27, 2008

Tarde de domingo.

Caminhando sozinha durante a tarde de hoje, domingo, tive uma sensação de nostalgia de um futuro não muito distante. Não havia identificado o que era exatamente até ver uma garota pendurada no orelhão gritando: “ahh que saudade”. Achei a origem da melancolia: a época em que cheguei à Vitória da Conquista... em 2002.


Dia 22 de abril deste ano fez 6 anos que eu moro aqui, no sudoeste baiano. E logo no inicio não tinha nada pior do que as tardes de domingo. Nos dias de semana tinham as aulas, tudo era novidade, a universidade era o mar pra Colombo. Sábados e, especialmente, os domingos eram um terror. Hoje eu penso como fui corajosa ou como eu estava desesperada para sair de casa e “ganhar o mundo”. Coragem minha e das centenas de estudantes que se mudam para estudar sem conhecer uma alma penada na cidade do novo lar. A saudade de domingo não é brincadeira... Pode até fazer desistir os menos persistentes e devotados. Mas a parte boa da parte triste, faz crescer: “é agora ou nunca, se eu posso agüentar a ausência total daquele mundo e enfrentar com a força de minhas próprias pernas a saudade, a solidão e a falta de um rosto conhecido (e geralmente a falta de um conforto mínimo e do dinheiro) eu posso qualquer coisa nessa vida”.


No entanto, antes de se sentir um ser desgarrado e experimentar os prazeres da nova vida sem o pai, a mãe, irmãos e os amigos de sempre, muito chororo é despejado nos orelhões mil. Lembro-me de alguns dias mais desesperadores desta fase, em que eu soluçava pedindo pra minha mãe que ela fizesse o dia passar rápido porque eu não agüentava mais o silêncio das ruas. O silêncio é o maior vilão desta história, depois da distância e da cruel rapidez em que acabam as unidades do cartão telefônico.


Com o tempo, tudo passa. Mas mamãe eventualmente ainda recebe umas ligações choramingonas.

Subindo a rua da minha casa e pensando sobre este post, numa tarde silenciosa de um domingo quase chuvoso.

Metal Créu.



Esse menino é o mais novo orgulho de Vitória da Conquista.

Ganhou até matéria no Globo.

http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL427123-9798,00-DANCA+DO+CREU+GANHA+VERSAO+METALEIRA+VELOCIDADE+CINCO.html

Letra:

O Metalcreu ele tem destruição
O Metalcreu tem é agressividade
O Metalcreu ele é mauito mais fodão,
e vai botando pra fuder em suas 5 velocidades.

Já chorei de rir. Várias vezes.

sexta-feira, abril 25, 2008

O Canto da Sereia, a escolha de um livro e tudo mais.

Minha escolha pelo livro da vez é bastante peculiar. Se não fosse, talvez não fosse a minha escolha, não é mesmo?
Então, recapitulando: a forma como escolho os livros que eu leio é muito própria. Ou não. Como sei que só tem uma pessoa no mundo que escolhe o livro pela “capa”? É... o livro tem que ser bonito, agradável e atrativo visualmente. Quando digo “capa” me refiro a toda estética do livro: a capa, a cor das páginas, a fonte e seu tamanho, o espaçamento do parágrafo... a maneira que desenvolvo para cada leitura depende de como o livro se apresenta. E antes de ele se apresentar pela essência de sua literatura, observo o seu rostinho. Quando bonito, minha aposta para uma futura leitura apetitosa é alta. Quando feio, sem graça e sem jeito, meus olhos viram de desconfiança.

Mas não só isso. Julgar pela “capa” é como dizer que toda loira é burra. É quando leio a sinopse (é de cinema!!!), claro. Numa primeira leitura já sei se vou gamar na história, mesmo que ela seja um fracasso (o que eu só vou saber no final).

Bati o olho, gostei e a premissa me agradou: é esse! Não tenho preconceito com autores ou gêneros (exceção para auto-ajuda, que eu posso até ler se me prometer ser engraçado).

Muita gente que conheço escolhe os livros porque está entre os 10 da Veja, ou porque todo mundo está lendo (que é uma redundância), porque tal autor é conceituado em tal tribo, porque o amigo leu e amou, porque é uma história de amor... Até leio estes livros, mas não por tais motivos.

Isso tudo era pra dizer que na viagem à Sampa visitamos muitos sebos. Em um deles, entre tantos livros que eu poderia ter comprado por “obrigação acadêmica”, olhei para aquela capa bonita do “O canto da Sereia” de Nelson Motta:
- Vou levar este livro.
-Por que?
- Porque é bonito.
- Hã?
- É.. além disso, a história se passa em Salvador.
- (cara de ?)
- E é legal, olha... na terça-feira de carnaval um assassinato e blá, blá, blá.
- Tem certeza? Olha tem tanto livro aqui...
- Não. Quero este.



Terminei de ler O Canto da Sereia ontem. É legal, envolvente, sem ser muito sensacional e sem ser medíocre demais. Realmente, o fato de ser desenvolvido pelas ruas de Salvador e por se tratar de algo possível de se acontecer (ah, não quero contar) faz a leitura divertida, mesmo se tratando de um “noir baiano”.

As palavras “noir baiano” são tão bonitas juntas que eu gostaria de ler o livro só pela bela sonoridade desta junção. Um “noir baiano”.. olha que coisa mais interessante.... E é mesmo.

quinta-feira, abril 24, 2008

Moinho.

Eu tenho mania de guardar o Caderno 2 do A tarde e "ler quando tiver tempo". Então, imagine só, às vezes minha mesa parece um depósito de jornal com as páginas mais interessantes do periódico baiano. Entrevistas, dicas de lazer em Salvador, cinema, exposições, tirinhas, palavras cruzadas e as novidades da música. Ahh, a capital...

Tentando organizar minha desorganização ou desorganizar minha organização, achei um 1/4 de texto sobre a Banda Moinho e outro 1/4 com uma fotona de Toni Costa, Lan lan e Emanuelle Araujo. A matéria é sobre o lançamento do álbum de estréia da banda, o "Hoje de noite", que traz o "samba baiano como carro chefe". Com dois anos na ativa, Moinho tem umas músicas bem embaladas e é mesmo uma mistura do Rio com a Bahia.

A matéria diz que no álbum tem a participação de Nando Reis, Davi Morais e Mart'nália. Mas eu ainda não pude ouvir inteiro porque não achei pra baixar (a comunidade Discografias já foi mais eficiente comigo).

De qualquer forma, o som não traz nenhuma novidade esplendorosa, mas supri minha necessidade de conhecer batucadas novas. O clipe de Esnoba é legal, sem muitas pretensões, mas ainda tem aquela "Emanuelle do axé" deveras sedutora, como seus cabelos pra lá e pra cá, um pouco exagerada para o tipo de som proposto, devo salientar. E Lan lan.. meu sonho é vê-la sem pensar em Cássia Eller. No entanto, estas são observações além da música, que ouvindo agora "Carnaval" me lembra um pouco Sandra de Sá.

Acabei de descobrir também que "Esnoba" é o tema da histérica Rakelli, da novela das 8.Acho que preciso ouvir a televisão quando ela estiver ligada.

Site para conhecer o Moinho de forma instantânea : http://www.myspace.com/omoinho


Clipe de Esnoba

quarta-feira, abril 23, 2008

Um resumo fotográfico do fim de semana.



























O slogan da sua empresa pode estar em um ditado qualquer

Fazenda Carma - Quem planta vento, colhe tempestade

Viação Tartaruga - Devagar se vai ao longe

Restaurante Self Service - Aqui se faz, aqui se paga

Self Service Sushi Bar - Quem tem pressa come cru

Tagarela Tur - Quem tem boca vai à Roma

Centro Cardiológico Blecaute - O que os olhos não vêem o coração não sente


(o que a gente não faz com o tédio de uma longa viagem, hein Luiz?)

terça-feira, abril 15, 2008

Pareço uma adolescente em processo de auto afirmação.
Problemáticos estes vinte e poucos anos.
Quem não se dá ao prazer de ser normal deveria ser considerado louco.
Tudo bem que tudo tem limite, não vou ser nenhuma abitolada pelas coisas convencionais, não vou viver sempre naquele mundo dos comuns. Não nasci pra isso.
Definitivamente, não.

Mas não entendo a necessidade de parecer superior. Às vezes soou assim. O que eu acho uma pena. Lanço uma culpa recriminatória sobre mim nesses momentos. Não que eu ache a minha mente tão mais iluminada que a do outro, não que eu seja tão mais extraordinária que a figura ao lado. Mas em certos momentos quero matar aqueles que não compartilham da mesma opinião minha e que gostam de coisas que eu considero bobas e pobres, mesmo eu sendo a rainha adoradora de fenômenos considerados bobos e pobres (chinfrins, não) por outras pessoas.

Então se eu cansar das palavras difíceis, apelo pro clichê.
Quando eu cansar do filme francês, vou pro estádio ver um jogo.
Se eu cansar da Nação Zumbi Bebel Gilberto, dos Beatles, do Queen ou da quinta sinfonia de Beethoven, vou ouvir Backstreet Boys e Cansei de Ser Sexy.
Se eu cansar do livro, vou ver a novela das 8.
Quando eu cansar de estudar, vou ler a Nova.

Pra que usar poetas, antropólogos e afins se eu posso dizer tudo com minhas próprias palavras?

Como diria Samuel Rosa: “Os filósofos não dizem nada que eu não possa dizer” (hehe)

(Quanta incoerência. Comecei de um jeito, terminei de outro... who cares?)
Vamô galera, acorda!
Ainda temos vinte e poucos anos!
Pra que lamentar tanto da vida se ainda temos forças de sobra?
Pra que reclamar que ganha pouco se ainda temos um mundo de possibilidades pela frente?
Pra que nos amuar se somos livres, independentes e a única responsabilidade é com o que reflete no espelho!
Vista aquela roupa, cante aquela música, saia acompanhada, sozinha.
Não desperdicemos nossa juventude com essa falta de coragem, com essa preguiça infinita.
Vamos aproveitar enquanto somos bonitos e jovens.
Vamos ser "sem-vergonha".
Vamos aproveitar a vida, suga-la ao máximo, saboreá-la intensamente.
Os holofotes estão em cima de nós.
É agora. Nossa vida, só nossa, é agora.
Depois será tudo como antes.



E vamos repetir estes clichês, estas frases piegas, até nosso tempo de fato passar.

segunda-feira, abril 14, 2008

quinta-feira, abril 10, 2008

Os donos da noite.


Os donos da noite (2007), de James Gray.

Este drama policial ambientado nos anos 80 é capaz de deixar você muito bem acordado mesmo nos dias de maior cansaço. Fica a dica.

sábado, abril 05, 2008

A letra R de todo lugar e de lugar nenhum.

Alguém que lê esse blog tem a noção do que é ter um complexo de personalidade? Uma coisa meio Jason Bourne, essa de não saber de onde pertenço. Como diriam os Titãs (todos eles juntos em uníssono) “sou de lugar nenhum, sou de lugar nenhum”.

Todo esse desassossego vem da letra R, essa Ridícula. Além da velocidade, do ritmo, da entonação e da distinção fonêmica de cada sotaque que esse Brasil nos apresenta a letra R é a vilã na vida de quem sai de uma região para outra. Quando sai de São Paulo e vim morar na Bahia era a escola em peso: “fala porta”. E eu, tímida que era (na verdade eu tinha idéias assassinas para cada um que me fizesse de idiota desse jeito, mas preferia esconder minha maldade atrás de um ser pré-adolescente palerma) falava “POrrrrrrTA”, igualzinha Sandy naquela música que marcou meu aniversário de 10 anos.

Aí, cada vez mais ridicularizado, massacrado e humilhado meu sotaque foi se escondendo e eu fui forçando o bainês para ser aceita pela comunidade infanto-juvenil da escola como um ser normal.
Quando meu pai me ligava de São Paulo e eu falava SORRRVETE com o R vindo da garganta e não da língua, ele falava: “já ta pegando o sotaque hein!” e com todo o preconceito dele “ai meu deus, minha filha já ta virando uma baianinha”.

“E agora? O que faço?”, a confusão na minha cabeça crescia mais rápido do que as constrangedoras pedrinhas nos meus seios. Ao invés de assumir meu sincretismo, ser uma paulistana- baiana e seja o que Deus quiser, fiz o que parecia ser mais fácil e que me deixa seqüelas até hoje: passei a “comer” o R. Então era “pota”, “sovete”, “pupurina” , “unifome” . As críticas continuaram do mesmo jeito (fala direito menina!), mas pelo menos eu não era mais daqui e nem de lá, era de lugar nenhum.

Hoje eu sou mais daqui do que de lá, assumi minha identidade, tomei um ultimato na minha vida e por supremacia sou muito mais baiana. Mas ainda não sei o que fazer com o R. Bem que dizem que os traumas de criança são carregados pra vida inteira. To “pedida”.

O trabalho.



O blog com periodicidade mais irregular do mundo é o meu. Mas o motivo do meu desleixo, da minha ausência comigo mesma tem um nome. Uma palavra muito conhecida por todos nós, em especial jornalistas que têm a sorte de estarem empregados: trabalho.

Esses dias eu recebi uma mensagem muito carinhosa dizendo que “trabalho” vem do latim tripalium que significa instrumento de tortura. Imagina aí, você chega em casa sete e tanta da noite, exausta, prestes a matar o primeiro que perguntar o porquê daquela sua cara abatida, doida pra tomar um banho e dormir mas ainda levou afazeres para casa, e recebe uma mensagem comprovando o que você pensa o dia inteiro: estou sendo escravizada com meu próprio consentimento!

Enfim, eu estava (e ainda estou, na verdade) envolvida com quatro vídeos desenvolvidos para o Ibametro. Eles (o pessoal do Ibametro) estão fazendo um trabalho de diagnóstico de algumas feiras do interior da Bahia e fomos contratados para produzir uns docs a fim de ilustrar a pesquisa. Então, neste trabalho em que fiz produção, direção, texto e roteiro, eu muito me diverti apesar de tudo. Ir à feira, em especial as de cidades pequenas como a de Itapetinga, Livramento, Brumado e Rafael Jambeiro nos faz entrar em contato com tantas histórias, é onde a narrativa de cada pessoa se soma e se transforma em uma única realidade, onde acontecem encontros de culturas e de vidas, um local de singularidades. É o contato com a pobreza, com o descaso, mas também carreguei lições de esperança e de persistência.

Voltando de Jambeiro - esperando Deus mandar um pau-de-arara pra me levar.


Apesar de reclamar demais de cansaço e de repetir inúmeras vezes “se eu ainda ganhasse bem!”, a recompensa disso tudo é no final você olhar pro fruto de tanto suor e saber que saiu legal dentro das limitações impostas. Aí, podem até não reconhecer, mas estarei orgulhosa de ter dado conta do recado.

quarta-feira, março 19, 2008

Macaquinho em Itapetinga

Figuras como essa que fazem nosso trabalho ser mais engraçado e interessante.


terça-feira, março 11, 2008

"Trenzinho Caipira" - Brincando de Cordas

Brincando de Cordas

Vitória da Conquista é uma cidade que respira música. Isto não se pode negar pelo número de bandas que vez em quando expõem suas imagens na Medina do cenário musical conquistense. Ou até mesmo pela quantidade de matérias que já foram escritas nesse site sobre shows de artistas locais e sobre a diversidade de bandas da Terrinha, sempre mencionada artisticamente mais como a Terra de Glauber, do cinema. Bandas de todos os tipos, pra todos os gostos, dessemelhantes, mas com algo em comum: absolutamente jovens, em sua maioria. E não só jovens no quesito idade, são espiritualmente jovens, incontestavelmente jovens, absolutamente jovens. Daquela juventude que te faz querer levantar do banquinho decadente do nosso Centro de Cultura para cantar, dançar e aplaudir. Jovens, mesmo quando o repertório é deveras remoto.

É esse o caso do Brincando de Cordas, trazendo à tona o chorinho. Não gosto de adjetivar muito, mas nesse caso não tenho saída: do impressionante e maravilhoso Brincando de Cordas, dispensando meu habitual exagero.

Na semana passada foi o lançamento do CD dessa banda que conheci há quase dois anos atrás, ainda como iniciantes. Antes de começar a apresentação, me arrepiei só de ver o Centro de Cultura lotado, de rostos conhecidos e de gente nova, de todas as idades. Quando as cortinas abriram, um segundo arrepio: uma produção de palco simples, mas extremamente adequada e de bom gosto, “um cenário de novela das seis”, como diria a vocalista. Falando nela, que doçura de menina, essa Ananda. Depois das luzes acesas, surge o Brincando de Cordas para emocionar minha noite com o “Choro Cantado”, nome do CD.



Fotos: Rapha Flores

Com um repertório cheio de grandes nomes como Pixinguinha e Villa -Lobos, a banda desses meninos que nem parecem ter alcançado os vinte e poucos anos ainda fizeram um show lindo e versátil. Numa encenação criativa: um integrante da banda vestindo à caráter anos 20 ficou sentado numa cadeira de balanço no palco, ao lado de uma radiola. As músicas tocadas pela banda eram o que tocavam na radiola dele, cenicamente. Os artistas convidados eram chamados ao palco por um telefonema fictício, depois de um diálogo igual imaginário através de um telefone museológico. E ainda, uma interação discreta, porém significante com a platéia, criando aquele clima intimista num lugar cheio de gente.

Não vou falar aqui da parte técnica da banda, do show e nem nada disso. Só conheço o usual do chorinho e o meu cérebro responde melhor a parte emocional da música. Então, com todo aquele carisma, talento e o suporte de considerados “monstros” da música brasileira no set list, o Brincando de Cordas provocou aplausos, suspiros, sorrisos e no meu caso, como sou praticamente uma personagem de novela das seis com a sensibilidade à flor da pele, lágrimas em um dos momentos mais delicados que já presenciei em palcos conquistenses: “Trenzinho Caipira” de Vila-Lobos, com um som de gaita de cortar o coração de tão lindo.

Um show coisa linda de se ver na terra da música.

terça-feira, março 04, 2008

0 paraíso mora ao lado.

Uma das minhas frustrações gerada pela falta de recurso financeiro e vergonha na cara é não visitar a Chapada Diamantina com freqüência. E nem nunca. O paraíso mora ao lado, cheio de História, de ar puro e de cachoeiras maravilhosas.

Passei uma semana em Mucugê em 2004. Um lugar fantástico, de uma tranqüilidade incomum nessa vida, gente simples, boa. Um refúgio de caminhos a percorrer por entre pedras e rios. Aventura pra quem gosta e descanso pra quem precisa.

Depois disso nunca voltei por lá. Lá, onde os paredões guardam a mais perfeita obra da natureza.

Quando me falaram “Você vai ter que filmar um vídeo em Livramento” fiquei logo na expectativa de voltar à Chapada. Mas por um infortúnio da objetividade do trabalho a ser realizado não precisei ficar por lá nem um dia. E nem pude aproveitar.

e eu não sabia que o asfalto é verde!


Livramento de Nossa Senhora não é bem Chapada Diamantina. A pacata cidade é chamada de “portal sul” da Chapada, a 9 km de Rio de Contas, já Chapada. Entretanto, só de olhar “aquela” cachoeira e sentir o sabor do cheiro de mato fresco embrenhado nas montanhas gigantescas valeu pela viagem.


Livramento


Um pulinho em Rio de Contas só pra dizer que não fui. Mesmo com os poucos 15 minutos atravessando cidade de carro fiquei babando para voltar em uma outra oportunidade, em um passeio.









Rio de Contas



Minha meta é alcançar Lençóis em breve!

segunda-feira, março 03, 2008

negas onipresentes

Não é de hoje que as “negas malucas” se tornaram uma opção divertida nas ações de promoção de vendas. O problema é que agora qualquer pit stop, qualquer festa e comemoração tem que ter um homem vestido de nega maluca escandalizando tudo. Não interessa o tipo da empresa, vamos botar nossa marca na rua? Chama uma nega maluca!

Não sei se isso é peculiar só no interior da Bahia, mas o fato é que às vezes os coitados que acham que estão chamando a atenção e promovendo um recall positivo para sua empresa podem estar profundamente enganados.

As ações de propaganda, comunicação, promoção de vendas e etc. devem estar de acordo com o perfil da empresa. Com exceção de festas comemorativas, como os aniversários em que os recursos sempre são mais livres no quesito divulgação, todo cuidado é pouco para não cair no ridículo.

Estava eu, passando descompromissadamente em frente a um curso de formação profissional. O curso acabara de inaugurar e lançou uma campanha modesta na televisão e rádio e.... caixas de som e negas malucas em frente à sede.

Achei tão absurdo um curso de formação profissional colocar negas malucas rebolando a som de pagode distribuindo panfletos em frente ao curso que não resisti e tirei uma foto. O pessoal fez até pose, tão solícito...


O curso ainda lançou um comercial na televisão muito duvidoso: mostra as dependências do local, os computadores, as salas de aula, a biblioteca, os espaços comuns, tudo vazio, sem uma alma penada para figuração.

Uma escola sem ninguém dentro e negas malucas representando a imagem de um curso profissional... hum.. que mal gosto.

Enfim...