domingo, julho 15, 2007

Sex and the City


Um mistério que eu não tinha a menor curiosidade de desvendar: por que 99,9% das pessoas a quem eu perguntava se gostava de Sex and the City me respondia com um sonoro “Adoro!”.

“Por que, por que, por que? Como podem gostar tanto de uma série que tem no elenco quatro mulheres com trinta e poucos anos que só falam de sexo e de suas vidas infelizes por não encontrarem um grande amor?” e “Como uma série assim ganhou tantos prêmios?” Era assim que eu pensava, e toda vez que o assunto era seriados norte-americanos eu fazia questão de entrar com minha indignação. E logo vinham os defensores: “Você precisa assistir, não é nada disso que você está pensando”.

Depois que fui abandonada por ALIAS e que as séries (Lost, The Office, Heroes, Ugly Betty) entraram de “férias”, fui atrás de algo que tivesse todas as temporadas na videolocadora. Minhas opções: À Sete Palmos, 24 horas e Sex and the City. Já tentei ver a primeira, muitas mortes pra uma pessoa impressionada como eu. A segunda, nem pensar! E sobrou as quatro mulheres com a libido esparramando por toda Manhatan, doidas pra dar uma.

Vamos lá, pensei, essa é minha oportunidade de provar minha teoria. Nem pensei da possibilidade de mudar de idéia, de ceder e um dia falar: “Sex and the City? Adoro!”

Quando começa o primeiro episódio, depois de um resumo de uma história que começa como um conto de fadas e termina como uma tragédia shakesperiana, a narração de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) me vem com um “Welcome to the “age of un-innocence”. Não há “bonequinhas de luxo” e “nunca é tarde demais para esquecer”. Ao invés disso, as bonecas trabalham e têm relações que tentam esquecer rápido. (...) O cupido voou do pedaço (...). Há milhares de mulheres nessa mesma situação nesta cidade”. E minha opinião se fundamentava: “Pra piorar ainda é uma série feminista”.

Era ruim mesmo, eu achei os primeiros episódios um desastre. Mas, algo me segurou nos vinte e poucos minutos de episódios (que depois viraram trinta) sobre as histórias de Carrie e suas amigas Charlotte, Miranda e Samantha e seus amores destrambelhados e muito, muito imperfeitos. Fui arrastando assim até o início da terceira temporada, quando as coisas foram mudando nos personagens, no jeito de filmar a série, nos temas, em tudo. A premissa era a mesma, mas algo carismático foi despertando e então pude me entregar a New York.

Fui entendendo que não era só sexo e relacionamentos vãos. Eram histórias que uma cidade induzia aos personagens, era a busca por um sentido na vida, pela busca do amor num lugar onde todas as coisas pareciam ser mais importantes e a luta para entender a cabeça dos homens é não tão menos árdua do que entender a si própria. E o mais importante: o valor da amizade. Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha não são amigas perfeitas, mas cúmplices de companheiras de experiências da maturidade. Ahh mas elas não são tão maduras assim... expõem inseguranças, infantilidades, dúvidas e desejos extravagantes. No entanto, são mulheres dignas, trabalhadoras, bem-humoradas. São fantásticas!

Carrie Bradshaw escreve para uma coluna de um jornal chamada Sex and The City. As histórias das colunas eram o pano de fundo da série que foi baseada em um livro de Candance Bushnell.

Durante as seis temporadas de Sex and the City é impossível não se apaixonar por Nova York e suas múltiplas faces. Manhattan é um cenário ideal para qualquer amante da vida urbana. Bares, restaurantes, exposições, festas, trabalho, tudo é 24 horas perfeito! E mesmo que você não se apaixone espontâneamente, os personagens estão ali para fazer você cair de quatro pela maior cidade do mundo. O que não são tão perfeitas são as pessoas e Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha sabem muito bem explicar isso nos 94 episódios exibidos originalmente pela HBO entre 1998 e 2004.

No último episódio, olha aquela sensaçao de abandono de novo.(veja post sobre ALIAS em 4 de fevereiro).

Sex and City é pra mim, além de outras coisas, um exemplo de comprovação da expressão “Não julgue antes de conhecer de verdade”.

Sex and the City? Adoro!

Carrie Bradshaw - Sarah Jessica Parker
Charlotte York - Kristin Davis
Miranda Hobbes - Cynthia Nixon
Samantha Jones - Kim Cattrall

2 comentários:

Tal Marins disse...

É por isso que eu falo: Até para discordar, não gostar e esculhambar você precisa conhecer bem, até mais do que quem gosta.Rsrsrsr
Não só para você amiga, mas para todos!
Por que vc acha que a gente esculhamba tanto o arrocha?
Quem pode esquecer aquele nosso reveillon? hauhauahuahua
Bju te amo!

LuzDosOlhos disse...

Eu nunk assisti!

:|

Ahhh... Eu trabalho na Pós-Graduaçãooo do JTS! Então te conheço de lah!


Q mundo pequeno... rsrsrs

bjimmm