segunda-feira, junho 25, 2007

Girlfriend in a coma

Zeca Camargo (em De a-ha a U2) colocou “Girlfriend in a coma” no topo das cinco músicas “mais, mais” do The Smiths. Como eu faço com todas as músicas que conheço, ao ler o título dela comecei a cantolar o refrão grudento sem parar durante o resto da noite: “Girlfriend in a coma, I know, I Know, its serious”.

Acontece que surpreendentemente a música te faz regressar aos tempos em que essa mesma música fazia parte do seu melhor ou pior momento, ou simplesmente te faz sentir tudo aquilo daqueles dias que você viveu e por sorte teve uma música que marcou aquilo tudo e no presente te proporciona instantes dignos de uma nostalgia sem fim.

“Girlfriend in a coma” me colocou de novo dentro daquele Fiesta azul marinho, de volta a 1997. Macinho era o nome do meu “ficantizinho” na época (ficante no diminutivo porque embora nosso affair tenha sido intenso, não me lembro de ter durado muito). Ele era primo de uma das minhas melhores amigas e tinha 19 anos e eu 14.
Numa dessas tardes em que passei na casa dessa amiga ele se ofereceu para me levar em casa. Aceitei, até porque eu era doida varrida por ele e, mesmo sabendo que eu era um passatempo para ele que tinha mil meninas mais velhas oferecendo as coisas que eu ainda não oferecia, me vi em uma das raras oportunidades de estarmos a sós, sem a presença da prima/amiga.

Pedi para ele parar o carro uma casa antes da minha porque minha mãe não gostava que eu andasse de carro com qualquer pessoa, embora ela já conhecesse toda família dele, eu sempre temia minha mãe.
Foi quando, naqueles minutos namorando dentro do carro, ele disse:

- Conhece essa banda?
- Já ouvi falar... (mentira!)
- É uma grande banda dos anos 80. The Smiths.
- Huuummm. Coloca ai pra gente ouvir.

E começou “Girlfriend in coma”. A faixa nem era a primeira, mas ele colocou porque era a preferida dele. Eu achei a voz daquele vocalista estranha, muito estranha. Mas naqueles tempos as coisas estranhas me fascinavam. E claro, era a música preferida DELE!

- Gostou?
- Gostei!

E tinha gostado mesmo. Sempre gostei das batidas dos anos 80 e nessa idade eu estava formando meus gostos musicais.
Pedi o CD emprestado na esperança dele esquecer para sempre que estava comigo. Mas não deu muito certo. Meses depois ele pediu de volta e nem foi buscar pessoalmente. No tempo em que fiquei com o CD, ouvi quinhentas mil vezes “Girlfriend in a coma”, indo pra escola, deitada na cama, limpando a casa (que saudade daquele discman!). Suspirava ao lembrar do meu ficantizinho, naquela paixão adolescente como se ele fosse o homem da minha vida. Claro que não era. Mas dele tirei uma coisa muito boa: meu gosto por The Smiths e minha paixão por “Girlfriend in a coma”.
Sim, Zeca Camargo, “Girlfriend in a coma” é realmente inesquecível.
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Falando nisso, gosto por algumas bandas é realmente em alguns casos “coisa” de influência. O meu, devo a muita gente.
Começando por Beatles. Não tinha como não ser apaixonada. Meu pai sempre disse: “The Beatles é a melhor banda que já existiu e nunca vai existir algo igual”. Passávamos a tarde toda dançando na sala, ao som dos vinis que ele guarda como se fossem jóias preciosas. E são mesmo. Meu nome é por causa da música! (e também por causa de Michelle Pfeiffer, que minha mãe achava linda).
Queen, era a melhor banda de um tio. Metallica, de outro tio. Outro tio me veio com o CD do Rappa, quando a banda nem sonhava em ter sucesso com a atual proporção. Tracy Chapman era a “negona” da minha mãe. E com os namorados comecei a conhecer mais Smashing Pumpkings, Bob Marley, Silverchair, Greenday, Garbage, Alice in Chains, Tears for Fears, Bad Religion, Ultraje, Weezer, Strokes. Uma amiga me apresentou Bush. Uma tia, Macho Chao, Gilberto Gil, Marisa Monte. Uma amiga me veio com Bryan Adams e Bon Jovi, outra com Alanis Morissete.
Enfim, são apenas poucos exemplos de bandas e cantores que fizeram e fazem parte do meu repertório de favoritas.
Não posso esquecer das que eu “descobri” “sozinha”: A-ha, Foo Fighters, Barão, Lenny Kravitz, U2, Oasis, Paralamas, Deftones, The Cranberries, REM, Red Hot, Pearl Jam, Nirvana, Massive Attack, Skank, Pato Fu, Nação Zumbi, Titãs, Cássia Eller...
Poucos mesmo, pouquíssimos exemplos de uma centena de bandas que amo de paixão e que compõem a trilha sonora da minha vida, sempre embalada de muito rock e pop.

3 comentários:

Lindinha disse...

Que bom que vc teve tantas boas influências musicais! O que seria de nós sem essa mania de querer entrar no mundo dos adultos antes da hora? Rs. Com 14, querer namorar um "velho" de 19?! Kkkkk. Sei bem como é isso!
E que bom que curtimos o mesmo som!:)
Beijos Mi

Caique disse...

o que é "loser"??? ai...eu num sou isso nao!

Finder disse...

Não. A melhor banda de todos os tempos se chama "Rush".
\m/