segunda-feira, agosto 20, 2007

Festival de Inverno Bahia - 2007

Eu não quis escrever nada sobre o Festival antes dele acontecer para não expressar opiniões precipitadas. Mas o que eu esperava aconteceu. Exatamente o que eu esperava, com mais algumas poucas surpresas positivas. No entanto, entre mortos e feridos salvaram-se todos e a diversão rolou de qualquer jeito na sexta e no sábado, já que eu não tinha nenhuma razão de aparecer lá no domingo.
Aqui vai uma impressão muito particular dos shows do palco principal que eu vi:

Sexta

Elomar – cadê Elomar? Dizem que já tinham avisado, dizem que já era esperado: Elomar entrou e saiu do palco que ninguém viu (pelo menos ninguém que eu conheço). Dizem que ele deu “piti” pra dar entrevista no camarim, mas que durante o show fez até brincadeirinhas (depois de muito procurar achei alguém que viu). Parece que ele tocou umas três músicas e foi embora, com o estrelismo habitual. Pra mim, só consolidou a impressão de gente antipática que ele tem. Artista, pra eu gostar, deve tem o mínimo de carisma. O que o nosso Mestre dos Magos conquistense não tem, não importa o quanto ele seja importante paa música regional etc, etc... e tudo mais que os intelectuais adoram.
Nota: 4 (pelo menos ele apareceu!)


Leoni – Zzzzzzzzz. Quase dormi no show do Leoni. Não porque as músicas eram lentas, românticas, mas ele é realmente devagar, um cantor de barzinho. Eu também não gosto das letras dele. Então, nenhum atrativo.
Nota: 7 (pelo menos ele só cantou músicas conhecidas)

Lulu Santos – Entrada fenomenal, do nada! Já comecei gostando disso. A versão de “Deixa isso pra lá, vem pra cá o que é que tem” foi muito legal. Mas embora o show tenha sido bastante animado, foi mecânico.
Nota: 8 (eu me diverti)

Ira! – Eu digo sempre: para gostar do Ira! tem que entender o contexto em que a banda “nasceu”, aí depois é ame ou deixe-a. Caso contrário, você não vai entender a postura dos caras no palco ( Nazi rodando o microfone como aquelas lendas do rock, por exemplo) vai achar as letras horrorosas e tudo muito chato. Realmente não é uma banda muito “gostável” (a não ser pelo Acústico MTV, que eles estão bem mais digeríveis), mas eu amo de verdade e o show foi espetacular, apesar das falhas na voz de Nazi (o “bichinho” já ta ficando velho e sem fôlego). Eles tocaram as clássicas, as do Acústico e as 11 músicas do álbum novo, o que foi a melhor coisa que eu mais gostei. Eu me vi quase sozinha cantando as músicas. Muita presença de palco, Scandurra dando o show particular. O show que eu espera e mais um pouco.
Nota: 10 (claro!)

Sábado

Café com Blues- Tristemente perdi esse show.


Danni Carlos – Metida a sexy, forçada e uma mania irritante de gemer em todos os momentos possíveis das músicas. Gostei muito da banda, do som pesado, do repertório, mas dela....
Nota: 7 (a banda realmente é legal!)

Paralamas do Sucesso – O momento que eu mais esperava! Uma apresentação perfeita só com os milhares de clássicos e outras músicas legais que eu nem esperava que eles tocassem como “Vou sair pra ver o céu, vou me perder entre as estrelas”.
Nota: 10 (sem dúvidas).

Papas da Língua: Ô chatice.

Apesar de não ter sido, em nada, um Festival parecido com os outros (em animação, em atrações, em organização...) tiveram coisas que valeram realmente a pena, como:

Pontos Positivos:

Espaço Gourmet: Parabéns pela organização do espaço. Muitas opções de comida e bebida, um ambiente legal e ainda aquele palco alternativo com voz e violão.

Espaço Letras e Prosa: A livraria-café conseguiu um espaço bacana, colocou uns quadros em exposição, livros e claro o Café! E ainda dois sofás pro pessoal descansar. Nada muito cult, simples mas aconchegante. Gostei.

Maratona Uesb- Silva Calçados – Uma gincana em pleno Festival! Eu acho interessante esse tipo de atividade, bem interativa.

Concurso de vídeo feito pelo celular
– Eu não vi o resultado e muito menos uma divulgação do concurso durante o festival, mas a idéia foi bem legal, principalmente porque foi voltada para estudantes do Ensino Médio.

Não choveu! – A organização do Festival não coordenava o tempo, mas foi um ponto alto do festival a ausência da chuva.

Pontos Negativos:

Qualidade do som
– Foi muito triste isso. O som do palco principal estava pior do que o do Festival do ano passado que já estava pior do que o primeiro. No início show do Paralamas eu coloquei a mão na cabeça e falei: “ô gente.... não faz isso não!” Até microfonia aconteceu, o som do baixo estava mais alto, nada de equalização, ruídos... Um som bom deveria ser prioridade.

Comprovante de matrícula na entrada – Aliás, não teve. Tanta polêmica, tanta ameaça, pra chegar na porta e dizer que não precisava de comprovante de matrícula!?

Pista de Patinação no Gelo – Pista pequena e valor muito alto para o tempo que podia patinar.

Espaços alternativos – Se foi intencional, achei burrice. A maioria das melhores atrações do Palco Principal tocou ao mesmo que as melhores atrações dos palcos alternativos. Um exemplo foi Simone Sampaio e Paralamas. Quando acabava uma coisa, acabava outra e não tinha mais nada pra fazer. Além disso, diminuíram o número de atrações na Tenda Eletrônica.

Grade de Proteção da Grua – Garantiam boas imagens com aquela Grua, mas a grade de proteção era muito grande e tomou um bom espaço da frente do palco. Quem ficou lá na frente ficou apertado e quem ficou atrás não enxergava. Os cabos da câmera pendurados ficou feio.

O tapete – Não esticaram aquele pano para proteção da grama.. Embolado, vi muita gente tropeçando nele.

Assaltos – Muitos assaltos!

Falta de telão – Se você não ficar pelo principal esperando a atração entrar, corre o perigo de perder boa parte do show. Isso porque não tem como saber quando começou o show. Um telão perto da Tenda com imagens do Palco Principal, por exemplo, iria evitar que isso acontecesse.

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Constatação

Aquele Alex , a “voz” do Festival, é realmente uma mala e constatei “ao vivo”. Além de ser possuidor de uma voz irritante e extremamente forçada, ele é ignorante e chato. Alex entrevistava os artistas antes de entrarem no palco e meu sonho era ouvir uma pergunta pertinente. O exemplo foi a entrevista feita com Ira! e eu fiz questão de memorizar. Depois de uma introdução chinfrim, ele pergunta para Nazi sobre o visual Wolverine por ele adotado. Poxa, o cara não sabe que esse visual foi coisa de mais dois anos atrás e que Nazi nem usa mais! Alex vira e pergunta pra Scandurra, um dos maiores artistas do rock nacional, como é a emoção de tocar numa cidade baiana que faz frio e termina a entrevista perguntando para Nazi como foi a parceria com a Pitty, também coisa ultrapassada. O mais bonito foi o fechamento da entrevista em que Alex diz que, quando você for comprar o CD novo tem que levá-lo numa carroça, porque está “da pesada”. O que me irritou, além disso tudo, foi que ele só mencionou o álbum novo, mas não fez nenhuma pergunta sobre. E o Ira! subiu no palco e tocou 11 das 12 músicas de “Invisível DJ”. É certo que perguntas pouco elaboradas devem ser feitas numa situação daquelas, mas devem sempre, sempre devem ser coerentes!



No geral, me diverti muito no Festival, mas nada que se iguale às outras edições.

5 comentários:

tulio disse...

Paralamas já é previsivel ser foda... Lulu santos foi foda também. Danni carlos surpreendeu, tocou muitos hits e agradou o público. Não assisti papas (da ou na?)lingua.
Ira não assisti, acho um saco! :P
Quanto ao som, também acho que não estava 100%, mas muitos "defeitos" que vc falou não são culpa do som.
Cada banda tem um tecnico de som, que equaliza de acordo com a banda... se o baixo estava alto, é porque o paralamas gosta de tocar assim.
MIcrofonia é normal com palco, tudo no palco mexe com microfones, então se vc passar de algum limite pode dar microfonia.
Apesar de não fazer minha cabeça, eu daria um 9,5 para o festival.

[ Jarbas ] disse...

"No geral, me diverti muito no Festival, mas nada que se iguale às outras edições." concordo com isso

só não concordo o comentario sobre Danny Carlos. ela é otima!

enfim. há quem goste e há quem não goste.

beijos.

Hélio disse...

Bom, eu so posso falar muito bem das 3 atrações fodas que fui ver (Lulu, Ira! e Paralamas). O resto é resto, nada me afetou nem para o bem nem para o mal.

Esqueceu de falar dos preços inflacionados de praticamente tudo que se podia consumir la dentro (q nao me afetou por eu nao estar bebendo).

Teve aquele lance constrangedor, na entrada, de barrarem nossa garrafinha de vidro no segundo dia, quando no dia anterior nao tinham barrado, muito menos nos outros 6 dias dos festivais anteriores. Pra depois a gente ver que la dentro vendiam long neck pra galera...

E o camarote, hein? Nem Paralamas conseguiu e acho que U2 ou Rolling Stones se tocassem aqui tb nao conseguiriam animar aquela galera. De la de baixo, na pista, a impressao que la em cima era um lugar muito triste de se viver...

Shirley de Queiroz disse...

Não fui, mas os comentários que ouvi foram bons. Só acho um saco a cara de espanto que algumas pessoas fazem quando digo que não tive vontade de ir.
O único show que já veio e eu tive vontade messssmo de ir (e não fui) foi o de Engenheiros, ano passado. No de Nando Reis, no primeiro ano, me diverti muito. A-do-ro Paralamas, mas já vi... Aí não tive saco de enfrentar multidão. Será que tô ficando velha?? rsss

Caique disse...

huahuaua..me diz uma coisa o tal "alex" q vc tanto fal é o Moisés? Pq o nome do maluco q faz a voz do FIB é Moisés. Uai, pq vc nao falou do show mas emocionante do FIB (eu nem curto eles), o do Charlie Brown? Rapaz só quem fez aquilo com o povo foi o rappa e o biquini. Nota 10! Sobre o som, Tulião tá certo. Dormi no show de Danni Carlos. Dormi no de Paralamas. Dormi no de Papas. Eu realmente, estou ficando velho.