segunda-feira, dezembro 22, 2008
domingo, dezembro 21, 2008
Friday Night Lights

Para começar a ver Friday Night Lights tem que se livrar de alguns preconceitos.
Digo isso porque a série se passa no Texas e tem em foco um time de futebol americano estudantil. Então é cheio do que há de mais tradicional da família estado unidense do interior, de cheerleaders, da paixão pelo esporte...
Também quem assiste FNL esperando somente pelo piegas, pelos personagens pejorativamente estereotipados e para se emocionar ou rir por qualquer coisa, pode tirar o cavalinho da chuva.
Os dramas são intensos por si só, mas são encaixados de forma muito natural. Os clichês são trabalhados com muita sensibilidade. Por isso, ao mesmo tempo em que a série é cheia de grandes momentos a cada episódio, não existe apelação para que uma história se sobressaia em detrimento de outra. Cada uma tem seu tempo, mesmo interligadas e fazendo parte de um único cenário, a cidade Dillon, que por si só, pelas suas características explicitadas, simboliza todos os problemas colocados em FNL.

O time de futebol é o Dillon Panthers, o orgulho dos seus conterrâneos, e o que eu acho interessante é o recorte feito da cidade, como se os jogos simplificassem o que ela representa. O campo é um termômetro individual para cada um dos protagonistas (sendo eles jogadores ou não) que crescem gradativamente a cada episódio. Os personagens são tão ricos de formas distintas, e ainda que seus sentimentos sejam expostos eles guardam um mistério intrigante, algo que se esconde graças a interpretação fascinante dos atores, que deixa aquela sensação de que se conhece a pessoa muito bem, mas não sabe o que esperar dela.
Ah sim, a série é, a todo o momento, filmada com a câmera em movimento, na mão, dando a sensação de vulnerabilidade, imprevisibilidade e tensão, o que ajuda para que os mais de 40 minutos de cada episódio sejam uma delícia.
Talvez meu julgamento esteja totalmente afetado pelo calor do momento. E no Texas, meu amigo, faz muito, muito calor...
“Clear eyes, full hearts, Can’t Lose! Go Panthers!”
sexta-feira, dezembro 19, 2008
A s X 7 O p 3
Segundo ele,
"quando alterno entre sua página e qualquer outra, meus olhos pedem menos,
cansam mesmo, eu vejo um monte de linhas brancas flutuando no monitor".
Sei que a leitura no fundo preto é mais cansativa mesmo, uma questão biológica. Mas quero saber se mais alguém está incomodado ou tem as mesmas sensações.
Coloque sua opinião nos "comentários" pra eu tomar a devida providência. Afinal, o blog não é feito só por quem escreve, mas também por quem participa.
Não quero futuros problemas na visão dos "meus leitores". hehe
Beijo.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Controvérsia
Todos os dramas das novelas da Globo trazem um tema social a fim de polemizá-lo.
No entanto, eu poderia agora enumerar tantos outros preconceitos e superstições nas entrelinhas do discurso de A Favorita, lançando uma controvérsia na qual poucos ficam atentos.
O troféu - a personagem Felipa.
O pensamento de que a mulher em algum momento serve de troféu para o homem é tão machista quanto o da agressão. Em ambos os casos as fêmeas continuam como uma espécie de propriedade dos machos.
Essas são as pequenas coisas, intensificadas todos os dias, que dão continuidade ao machismo, ou em outros casos ao femismo, que é o machismo ao contrário, tão condenável quanto.
O preconceito e o machismo só mudam de formato, vão se adaptando ao tempo em que vivemos. Hoje já é absurdo homem agredir mulher (aliás, agressões nas novelas só são atos condenáveis se quem agride é “do mal” e o agredido é do bem, porque no caso contrário é vingança merecida).
É claro que só citei aqui dois exemplos, mas considero o suficiente para ilustrar o texto. Pode-se fazer essas observações todos os dias em novelas, em outros programas e na publicidade.
As novelas se transformaram na institucionalização dos comportamentos da nossa sociedade, assim como nossa sociedade tem como espelho as tramas globais. O ideal seria que pelo menos a maioria das pessoas pensasse sobre isso e lançasse olhares mais críticos e atentos.
Mas isso não vai mudar, é a lei selvagem da indústria cultural.
terça-feira, dezembro 16, 2008
Não tente me encaixar em grupos, biotipos ou categorias.
Não que eu me sinta tão superior a ponto de achar que não pareço com ninguém.
Mas é que também não sou, por natureza, como a maioria.
E não me esforço muito pra isso.
Nasci para ser igual aos outros em formas inexatas.
E sinto que devo me preservar assim, fugindo do ordinário, do suficiente, do usual.
Detesto ser somente ou sempre comum.
Por isso sou insatisfeita, buscando pequenas e grandes satisfações todos os dias.
Não quero que minha essência apague em meio a tanta mediocridade.
Alanis no FV
domingo, dezembro 14, 2008
ano 3
Eu uso o 14 de dezembro para pensar. Sobre o que? Eu não sei. Sobre minha família, meus amigos, minha profissão, meu trabalho, meu caráter, minha dignidade, minha casa, minha conduta, meu passado, meu futuro, minhas conquistas e meus fracassos... Sobre a vida, o mundo. Pensar em tudo, sobre quem fui, quem sou e quem gostaria de ser. Na verdade é uma condensação do que penso às vezes, todos os dias, em algum momento, em qualquer lugar, mas que ganham peso quando me dou conta do tempo passando, que é exatamente no dia do meu aniversário.
Pensei tanto que do nó que se fez em 2006 criei este blog, com o nome sugestivo, título da música de Fábio Junior. Pensei tanto que achava que isto somente não bastava. Eu precisava falar, falar, falar... e achei, com sucesso, que escrever, escrever, escrever sanasse um pouco o problema.
Na música Vinte e Poucos Anos, quem canta se sente autossuficiente, independente, decidido e corajoso. “Você já sabe e me conhece muito bem, eu sou capaz de ir e vou muito mais além”. Estado de “espírito” e desejo de provar que eu poderia muito bem cantar esta música, que ela se encaixava em mim. Por isso, fiquei com medo de transformar este espaço num diário com as mesmas características daquele que eu tinha com 14 anos. E durante este tempo fiz isso algumas vezes, mas falar da minha intimidade começou a ser perigoso e me dei conta de que não era isso que eu precisava de verdade.
O Vinte e Poucos Anos nunca foi nada muito definido, solidificado e atualizado com certa periodicidade, pelo mesmo motivo nunca foi muito popular. Já até tentei fazê-lo utilizando alguns recursos, mas no outro dia achava inútil e deixava pra lá. Quem vem e volta é porque de alguma coisa gostou e na maioria das vezes isso bastou (a gente sempre quer “ser lido”, com intenções diferentes, mas sempre quer ter atenção, é intrínseco do ser humano, tendo blogs ou não).
Aqui fiz “ensaios” de críticas de filmes, livros, música, falei muito bem, falei muito mal, escrevi contos, histórias emocionantes e engraçadas (pra mim, pelo menos), reproduzi textos, falei dos meus sentimentos, dos sentimentos dos outros, fiz mil e uma declarações de amor, amizade e de ódio e quase nunca fiz questão de agradar ninguém. Então, embora nem sempre eu tenha falado diretamente sobre mim, a característica de cada momento deste blog acompanhou uma fase minha, que muda com a mesma freqüência que mudo de layout, tentando a todo minuto colocar um pouquinho de tantas partes que juntas constroem meu eu, ou que eu acredito que seja meu eu. Acreditem, não querendo subestimar que você que está lendo já não saiba disso: conhecer a si próprio é muito mais difícil do que se imagina. Neste sentido, o Vinte e Poucos Anos facilita isso pra mim às vezes. Lendo as coisas do passado, posso parar para refletir sobre o que aquilo representava na época, o que representa agora, o que mudou e não. Alguns textos eu odeio, outros amo. E por isso vou continuar a fazê-los e considerá-los, mesmo aqueles compostos por uma só frase, parte dos meus vinte e poucos anos.
O que eu não quero é chegar aqui aos 29 anos, ler o que escrevi e me dar conta de que eu sou a mesma pessoa que era aos 24. Ao mesmo tempo em que quero reler tudo e tentar resgatar algo de bom que a seleção natural do tempo na memória me fez esquecer. Eis a importância de todo registro. Por isso, meus vinte e poucos anos continuarão sendo documentados e aprovados ou rejeitados por quem ler. Essa é a graça de escrever, essa é a graça de comemorar. Essa está sendo a graça de fazer 26 anos.
Obrigada a todos que entraram aqui, que “me leram” e que deixaram recados (são três categorias distintas, rs). Avante para o ano 3 do Vinte e Poucos Anos.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
terça-feira, dezembro 02, 2008
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Pouco tempo, muitas séries
Vou começar pelas que estou vendo agora e não tenho pretensões de parar. A maioria são de comédia (aquelas comédias que têm como critério obrigatório piadas inteligentes pelo menos durante 70% do tempo dos episódios).
Vou classicá-las com estrelas (ha, que original), sendo 1 estrela a pior classificação e 5 a melhor (senhor, precisa explicar isso?!). A nota, no entanto, representa o que eu acho da série na temporada em que estou assistindo.
Coloquei um resumo aqui, pra quem não conhece. Queria eu mesma ter escrito, mas... no time for it.
Chuck
a mais recente na lista. comecei a ver na semana passada e estamos vendo a segunda temporada num vício doido. Não é fantástica, mas prende pela expectativa.
Conta a vida de Chuck, que após receber um email com segredos criptografados em forma de imagens de um agente duplo da CIA, tem sua vida mudada radical e forçadamente.
Nota: 4
The Office
acompanhando a quinta temporada. Nada comparado às duas maravilhosas temporadas, mas ainda muito divertida.
"Aborda a dolorosa e divertida convivência nos cubículos da Dunder Mifflin, uma empresa fornecedora de papéis, em Scrancton, Pensilvânia. Com um entusiasmo inabalável, Michael Scott (o chefe) acredita que é o cara mais engraçado do escritório e é a fonte da sabedoria dos negócios. Sem saber como ele é visto por seus funcionários, Michael acaba sempre alternando decisões absurdas ou patéticas, mas sempre hilárias."
Nota: 5
Thats 70's Show
Terminou em 2005, e vejo aos poucos, de forma bem lenta, a segunda tenporada.
Conta a história de seis jovens que vivem na cidade fictícia de Point Place, subúrbio em Wisconsin, durante a década de 70.
A história se inicia em meados de 1976, e relata o dia-a-dia de um grupo de adolescentes (na faixa dos 17 anos. Sem ter muito o que fazer, sua rotina se resume a se reunir no porão da casa de Eric para papear, fazer festas, planejar algo, namorar, e usar maconha.
O engraçado como é retratado o modo de vida estado-unidense nos anos 70 e tem um leve sarcasmo quando fala sobre patriotismo.
Nota: 3
My name is Earl
está na terceira temporada, e eu ainda na segunda.
"Earl Hickey vive de pequenos furtos, que após ganhar 100 mil na loteria, perde o bilhete ao ser atropelado por um carro. No hospital, Earl vê um programa sobre o tema era karma. Com o objetivo de mudar sua vida, Earl decide fazer uma lista contendo todas as coisas ruins que já fez em sua vida até aquele ponto e "repará-las", uma por uma. Assim, Earl acredita que seu karma será também reparado e coisas ruins irão parar de acontecer a ele. Enquanto faz o primeiro item da lista, que é limpar lixo da rua, Earl acha o seu bilhete premiado."
Cada episódio é um ou mais "reparo" que ele corre atrás pra fazer.
Nota: 3
How I met your mother
Está na quarta temporada, eu vejo a primeira, ainda...
A série gira em torno da vida de Ted Mosby, que é narrada pelo o próprio 25 anos mais tarde aos seus filhos. Ted do futuro conta então aos filhos as histórias e peripécias que levaram-no a conhecer a sua mãe.
Nota: 3
The Big Bang Theory
Acompanhando a segunda temporada
"conta a história de Leonard e Sheldon, dois gênios em física que conhecem fórmulas indecifráveis. Mas nada dessa inteligência os ajuda a interagir com as pessoas, principalmente as mulheres. Só que tudo muda quando chega uma nova vizinha"
Nota: 5
Californication

Esperando voltar de férias, os três dramas:
In Treatment (Nota: 5)